PrimeLife (Ano VI)

Viva Bem, Viva Mais, Viva com Estilo

Álcool Protege contra a demência

Pesquisadores alemães foco nos pacientes 75 anos ou mais e descobrir que reduz significativamente o consumo responsável de risco

Li na revista WINE SPECTATOR, considerada uma referência do mundo do vinho, que um estudo recente conclui que beber álcool com moderação protege contra a demência, mesmo depois de 75 anos. Cientistas de vários departamentos da universidade alemã psiquiátricos e centros de cuidados primários relatados no estudo que, em média, o consumo diário de álcool reduz o risco de demência em cerca de 30 por cento em comparação com os abstêmios. Além disso, o risco é mais 30 por cento mais baixo para as pessoas que bebem entre uma ou duas porções por dia.

“Nosso estudo sugere que o consumo leve a moderado é inversamente relacionada à demência entre idosos de 75 anos de idade”, escreveram os cientistas. A equipe também encontrou resultados semelhantes em relação à doença de Alzheimer, classificada como uma forma específica de demência.

Os resultados fazem parte de um estudo maior sobre o envelhecimento, cognição e demência em doentes de cuidados primários em toda a Alemanha. Para este relatório, a equipe acompanhou um grupo de 3.202 pacientes durante três anos. Metade dos entrevistados não bebe álcool, e quase nenhum bebia muito (mais do que quatro bebidas por dia). Depois de três anos, 217 dos indivíduos sofriam de demência. Os cientistas compararam o estilo de vida a ocorrência da doença cognitiva.

Embora o número de voluntários é relativamente pequeno, os pesquisadores disseram que o poder de medir os resultados com precisão é melhorada através da comparação com estudos de maior escala que incidiu sobre uma ampla gama de idades. E apesar do pequeno tamanho da amostra, o estudo está recebendo a atenção da comunidade médica. O Fórum Científico Internacional de Pesquisa em Álcool independentemente opiniões estudos como este. O Fórum, composto por álcool pesquisadores médicos descobriram que os resultados do estudo alemão são fortes.

No entanto, os pesquisadores não oferecem muita explicação para os resultados, argumentando que o “fenômeno de sobrevivência” pode ser simplesmente mais forte nas populações mais velhas. O Fórum Internacional sugeriu suas próprias teorias, depois de rever o texto. “As pessoas felizes com muitos amigos têm mais oportunidades de beber socialmente e, nesse estudo, o consumo de álcool foi significativamente associada com fatores de proteção para o desenvolvimento de demência: uma educação melhor, não vivem sozinhas e ausência de depressão”, disse Erik Skovenborg , um membro do Conselho Médico escandinavos Álcool na Dinamarca.

Skovenborg nota, entretanto, que mesmo após o controle para esses e outros fatores, o risco de demência incidente ainda era significativamente menor entre os consumidores de álcool leve a moderado. Além do mais, os efeitos benéficos do álcool aumentou acentuadamente em que aqueles que beberam vinho

Portanto vamos beber nossos vinhos, com moderação.

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28/04/2011 Posted by | Saúde | Deixe um comentário

As pessoas são capazes de mudar?

O que é mais difícil de encontrar são estatísticas acuradas sobre as mudanças. Estatísticas sobre parar de fumar, de beber e de usar drogas apenas representam parar o hábito, e elas apenas provam que um grupo de indivíduos poderia fazer aquela mudança. Se você quiser uma avaliação acurada sobre se mudar é realmente possível, uma pergunta melhor a fazer do que “Você pode parar de fumar?” seria “Você pode mudar fundamentalmente seu instinto de permitir-se um comportamento aditivo?”. Claro que alguém pode para de fumar, mas se essa pessoa sentir saudades do cigarro todos os dias até o dia de sua morte, essa pessoa mudou fundamentalmente ou simplesmente parou de se envolver em um padrão comportamental específico?

As pessoas podem mesmo mudar? Se você der um giro pela Internet com buscas simples, vai encontrar uma série de web sites que oferecem planos encorajadores para mudanças pessoais. O problema é que a maioria desses sites são operados por alguém que está vendendo alguma coisa, seja um livro de autoajuda, seja uma série de CDs de áudio cujo objetivo é torná-lo o melhor que você pode ser. Isso não quer dizer que esses programas ou livros não sejam importantes para algumas pessoas. Muita gente passa por alguma forma de terapia de autoajuda e, de fato, consegue fazer mudanças reais em suas vidas,  quer seja para perder peso, quer seja para parar de fumar, quer seja para fazer mudanças de personalidade – como “Quero ser mais assertivo” ou “Não serei mais tratado como um capacho”.

O que significa mudar realmente? Todos os animais, incluindo os humanos, são instintivos, e nós podemos ou não ser capazes de mudar isso. Você provavelmente pode pensar em casos nos quais o instinto das pessoas aparentemente mudou. Um pai de primeira viagem pode perder o instinto de pensar em si mesmo primeiro. Alguém com problemas de confiança pode perder o instinto de fugir de um relacionamento ao encontrar a pessoa certa. Se mudar significa comportamento como uma coleção de hábitos, então as pessoas definitivamente são capazes de mudar.

Vamos dar uma olhada em alguns meios que as pessoas usaram para conquistar mudanças de hábito.

Mudança de Comportamento:

O que é o comportamento se não uma coleção de hábitos? Digamos que um marido tem um certo padrão de comportamento que é destrutivo para o seu casamento. Ele é indiferente aos desejos da esposa de ter o próprio trabalho. O que esse marido está fazendo é falhar em uma série de ações sob certas circunstâncias. Na verdade, ele pode até acabar com essa coleção de hábitos.

Digamos que sua esposa descreva o comportamento dele assim: “Quando eu falo sobre arrumar um emprego, ele tem o hábito de mudar o assunto para si mesmo”, e, “Quando eu falo sobre nossa família precisar de uma segunda renda, ele tem o hábito de pensar só em meios dele ganhar mais dinheiro”. Um grupo variado de hábitos representa o comportamento do marido. Para mudar seu comportamento, e, nesse caso, seu instinto de ser indiferente às ideias da mulher, ele deve trabalhar em cada hábito por vez. Em vez de mudar o assunto para si mesmo, ele deveria se engajar numa conversa verdadeira sobre as capacidades da esposa e de que forma ela poderia contribuir.

Especialista dizem que para uma pessoa mudar seus hábitos, muitas coisas precisam ser alinhadas. A pessoa deve ter o desejo de mudar, e deve estabelecer sistemas organizados para alcançar essa mudança. Geralmente, acredita-se que as pessoas tenham mais sucesso quando uma mudança grande é tratada por vez. Também ajuda se você escrever seu plano e compartilhá-lo com alguém, assim você se sentirá obrigado a prestar contas, embora algumas pessoas sejam capazes de se automonitorar. Livros de autoajuda e terapeutas aconselham você a repetir seu novo plano até que o mau hábito ou acabe, ou que o bom hábito se imponha.

A maioria dos profissionais diz que leva de 31 a 30 dias para quebrar um hábito. Pesquisadores identificaram os gânglios da base como a região do cérebro que controla o comportamento habitual. Testes mostraram que quando um novo hábito é aprendido, os neurônios disparam de maneira diferente nos núcleos da base. A atividade neural também muda quando esse mesmo hábito é desaprendido. Mas ele facilmente vai mudar de volta se o novo hábito for reaprendido.

Isso explica por que é tão difícil mudar antigos hábitos. Você tem de reverter a maneira como seus neurônios fazem a descarga elétrica quando você para de fumar, mas eles voltam ao jeito antigo imediatamente se você der aquela “inofensiva” primeira tragada. Um estudo de 2009 do Centro de Pesquisa de Saúde do Comportamento do Reino Unido indicou que leva 66 dias para quebrar ou fazer um hábito até o ponto em que esse novo hábito se torne comportamento-padrão.

Não importa se leva 21, 30 ou 66 dias, é possível mudar hábitos, o que significa que a mudança comportamental pode ser uma realidade, desde que a pessoa seja capaz de se manter no rumo.

27/04/2011 Posted by | Comportamento | Deixe um comentário

Galopando a vida

Quando estiveres em dúvida dá o primeiro passo.

A vida é muita curta para perdermos tempo odiando alguém.

Não tens que vencer todos os argumentos. Concorda para discordar.

Duas coisas indicam franquezas. O Calar-se quando é preciso falar e o falar quando é preciso calar-se.

Exige muito de ti e espera pouco dos outros.

Muito sabe quem conhece a própria ignorância.

O que não te mata, tornar-te mais forte.

Inveja é perda de tempo. Já tens tudo o que precisa.

Envelhecer é melhor do que morrer jovem.

Aceita por completo tua presença na Terra e escolhe, a cada momento, a bondade, a verdade,  e a vida lembrado-te sempre de que tudo isto e Deus é a mesma coisa.

Não te armes em vítima e não te comportes como um salvador.

Faz a paz com o teu passado, para que ele não estrague o teu presente.

O que os outros pensam de ti não é da tua conta.

O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros.

Põe definitivamente de lado o hábito de querer mudar os outros.

Mantém a cabeça sempre fria, o coração sempre quente e a mão sempre larga.

Comporta-te como um “curandeiro” que traz alegria e luz em vez de críticas ou indiferença.

Deixa-te guiar pela intuição pessoal em vez de agires sob a pressão do medo.

A passagem do tempo deve ser uma conquista e não uma perda.

Quem não pode o que quer, que queira o que pode.

É melhor morrer de pé do que viver de joelhos.

Viver é a única coisa que não dá para deixar para depois.

26/04/2011 Posted by | Reflexões | Deixe um comentário

Quando as mulheres viajam

Tenho um amigo que adora se gabar das farras que faz quando a mulher viaja. “Eu deito e rolo”, diz ele. “Deixo toalha molhada no sofá da sala, leio até as três da manhã e largo a latinha de cerveja em cima da televisão”. Praticamente um animal indomável…

Houve um tempo, no passado recente, em que esse tipo de conduta seria quase reprovável. Homem que era homem tinha de aproveitar a ausência da mulher e mandar bala. O adultério não era apenas prerrogativa masculina, era norma de conduta, quase uma exigência. O sujeito que não traísse a mulher ao menos de vez em quando não era apenas bobo, era frouxo.

Tanto quando eu percebo, essa mentalidade mudou, radicalmente.

Hoje em dia, entre as pessoas com que eu convivo, o adultério público não tem espaço. O sujeito que engana a mulher ou a namorada à vista de todos tornou-se mal visto, inclusive pelos outros homens. O desrespeito público pela parceira virou coisa de mau gosto. Reflete falta de educação. Cabeça ruim. É como arrumar briga na casa de um amigo ou ficar bêbado na frente das crianças. Gente legal não age assim. Não se tolera.

Isso não significa que pessoas não enganem ou sejam enganadas, mas sugere que a moral mudou. A traição foi empurrada para o terreno do privado, onde é praticada, de forma discreta, por homens e mulheres. O que antes era público, agora pertence apenas à intimidade do casal. Na verdade, de alguns casais, uma vez que muitos (a maioria?) vivem monogamias modernas, aquelas em que as duas partes, e não só as mulheres, se abstêm de transar fora do casamento ou da relação. Ao menos como regra.

Acho que tem aí um progresso, um aumento da igualdade e do respeito humanos.

Antes, era comum o sujeito descobrir, no enterro do pai, que tinha irmãos que não conhecia. Os homens levavam vidas duplas profundas, ramificadas, duradouras. Havia amantes de décadas no trabalho. Famílias paralelas cresciam à sombra da tolerância social e da auto-indulgência dos indivíduos.

Mesmo depois dos anos 60, quando separar-se não era mais tabu, isso continuou acontecendo, agora com amparo de um discurso moderno, de liberdade para o prazer. Mas a prática não era exatamente moderna. O sujeito que largava a mulher em casa e saia comendo todo mundo na rua era um senhor de engenho com cueca Zorba.

A diferença entre esse cenário e o que temos hoje é o poder das mulheres. Não só o óbvio poder econômico, que faz com que elas não precisem mais tolerar esse tipo de comportamento masculino. Há o respeito pela mulher, que é uma forma de poder ideológico. O sujeito sabe que não pode mais expor a companheira. Quem pensa que pode é burro ou antiquado. E arca com a rejeição social. O respeito pela parceira, que antes era virtude apenas dos bons casamentos, começa a se generalizar como componente da cultura urbana moderna.
(Aliás, notem uma coisa: quanto melhor a relação do sujeito com a mãe dele, quanto maior o componente de admiração e respeito nessa relação, quanto mais altiva e ativa for a mãe, melhor o filho irá tratar as mulheres da vida dele, mais cuidado terá com elas. Respeito pelas mulheres se aprende em casa, como tantas outras coisas bacanas).

Há duas ou três décadas, americanos e europeus se espantavam com a cara de pau dos maridos e namorados brasileiros, que agiam o tempo inteiro como se ninguém estivesse olhando. Hoje não é mais assim. Ficamos mais parecidos com eles. Do ponto de vista das mulheres, nos civilizamos.

É por isso que o meu amigo pode fazer galhofa da sua fidelidade. Ou, como faz outro amigo meu, confessar o desamparo dele quando a mulher está longe. Esses caras não são bundões, como se diria na minha infância. São homens que tentam viver de acordo com os compromissos públicos e privados que assumiram. Quando isso não for mais possível, se rediscute o arranjo. Entre iguais. Enquanto isso, as mulheres podem viajar tranquilas. A não ser pelas toalhas no sofá da sala…

23/04/2011 Posted by | Relacionamento | Deixe um comentário

Como o monge pode ajudar os médicos

No Brasil, o budista Bhante Yogavacara Rahula defende a idéia de que a meditação pode ajudar a tratar doenças. Os médicos brasileiros concordam.

Nesta semana, o respeitado Hospital das Clínicas de São Paulo – uma das maiores instituições de saúde do país, referência em pesquisa médica – abriu suas portas para uma visita inusitada e inédita: um monge budista, Bhante Yogavacara Rahula. A convite do ortopedista Rafael Ortiz, professor do Faculdade de Medicina da USP, o americano fez uma palestra a médicos e demais interessados nos benefícios da meditação à saúde, especialmente em casos de depressão, pressão alta, câncer e doenças psicossomáticas. Ex-combatente da Guerra do Vietnã, monge Bhante descobriu na Ásia, após desligar-se das Forças Armadas americanas, o budismo, que o levou a renunciar à vida laica e ordenar-se monge, em 1975. Ali, começaria a aprender as lições que quer ensinar aos médicos.

“Acredito que a meditação é mais uma forma de prevenção do que de cura”, diz Bhante. Da meditação, prática essencial da filosofia budista, tirou o que prega serem as lições efetivas de cuidados com a saúde e prevenção de doenças. Surpreso, constata que é o Ocidente, reino da razão e da ciência, o território em que mais cresce o interesse pela meditação aplicada à saúde. “Nessa porção do mundo, as pessoas têm o costume de tratar seus problemas a partir dos sintomas. É como olhar de fora para dentro”, diz. “Ao contrário disso, deveríamos nos esforçar para sintonizar mente e corpo, para perceber os sinais que o organismo nos envia. Isso se faz por meio da meditação.”

A prática é especialmente indicada para combater os problemas recorrentes da vida nas grandes cidades. O monge gosta de contar, por exemplo, a história, quase transformada em parábola, de um grande executivo tratado por ele que sofria de terríveis enxaquecas. Depois de recorrer, sem sucesso, a diversos tratamentos da tradicional medicina ocidental, enfim curvou-se à meditação. O executivo livrou-se da dor de cabeça, garante o monge. “Aquele executivo conseguiu restabelecer a conexão entre mente e corpo e entender os sinais que vinham de seu organismo: stress e ansiedade eram os seus inimigos. Faltava-lhe viver o presente, desgarrando da angústia do controle do passado e do futuro”, diz Bhante. “A meditação não vai tratar todos os problemas físicos, mas é importante entender que existem muitos problemas que se originam na mente.” É o que a ciência ocidental chamaria de efeito psicossomático.

Não é preciso acreditar em tudo o que o religioso diz. Mas é importante saber que ele não prega no deserto. A palestra realizada no teatro do HC de São Paulo estava lotada de médicos de diversas especialidades. A audiência se explica. A prática da meditação vem se tornando mais e mais reconhecida como recurso terapêutico auxiliar a uma série de tratamentos convencionais. A ciência revela por quê. “Os exames de ressonância magnética e tomografias identificam as mudanças de padrão de funcionamento em áreas cerebrais quando se pratica a meditação”, diz Ortiz, o ortopedista. Regiões relacionadas à felicidade passam a ser ativadas, enquanto aquelas ligadas à fuga e à luta – reações ao stress – deixam de serem ativadas. “Isso tem reflexo direto na maneira como o organismo mantém seu equilíbrio interno.”

Marcelo Saad, fisiatra e acupunturista do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que as doses extras de hormônios liberadas em situações de stress são extremamente desgastantes ao organismo: aumentam a frequência cardíaca e desequilibram os níveis de glicose e do sistema imunológico. “Quando a rotina diária, o trânsito ou mesmo o chefe passam a ser vistos como elementos desagradáveis em nossas vidas, há um desgaste precoce do organismo”, diz Saad. “A meditação possibilita um restabelecimento do equilíbrio da atividade cerebral e, consequentemente, do organismo.”

O próprio hospital Albert Einstein realiza pesquisas para aprofundar o conhecimento na área. E a meditação já é prática oferecida a pacientes do setor de oncologia. Os resultados são positivos, segundo o cirurgião Paulo de Tarso Lima, responsável pela Área de Medicina Integrativa do Centro de Oncologia e Hematologia do Einstein. Na visão dele, com a prática, os pacientes desenvolvem a capacidade de lidar com a dura tarefa de combater a doença e ao mesmo tempo dar continuidade à rotina. “É como se o paciente se religasse ao seu presente, o que inclui seu trabalho, sua família e tudo que continua à sua volta, a despeito da doença”, diz

22/04/2011 Posted by | Meditação | Deixe um comentário

Páscoa Sem Engordar

Ovos, caixas de bombom e coelhos de chocolate, enfim chegou a época mais doce do ano. É quando as prateleiras dos supermercados são tomadas por essa delícia bem típica da Páscoa e não importa onde estamos, tudo que vemos são chocolates: em propagandas, a vizinha vendendo versões caseiras e por aí vai. Tem como resistir? O problema é quem passa o ano inteiro de dieta e acaba abusando da tentação nessa temporada. O resultado são os quilinhos a mais na balança e sua consciência ainda mais pesada. A boa notícia é que é possível passar a Páscoa sem engordar e o melhor, sem deixar de comer chocolate.

O primeiro passo é aprender a consumir a guloseima com moderação. Segundo a nutricionista Luciana Coppini, a regra principal é comer um pouco por dia. Um ovo de 500g, por exemplo, tem cerca de 2500 calorias. Com toda esta energia, ele deve durar, pelo menos, seis dias no armário, se for consumido apenas por uma pessoa. “A quantidade indicada de chocolate para se consumir em um dia varia muito de pessoa para pessoa. Um obeso, por exemplo, deve se restringir a 30g, no máximo. Já uma pessoa com peso considerado normal pode comer um pouco mais. O importante é ter em mente que o grande segredo de quem mantém a forma é a moderação e isso vale para todos os alimentos”, acrescenta.

Outra dica que vem da nutróloga Daniela Hueb é que quem não abre mão dos ovos de páscoa, deve compensar as calorias do chocolate em outras refeições. O ideal é dar prioridade a alimentos à base de proteínas, verduras e algumas frutas e evitar o consumo de farinha branca e carboidratos em geral.

Coppini ainda recomenda o consumo de frutas in natura ou secas antes de comer chocolate. “As fibras presentes nas frutas ajudam a diminuir a compulsão pelos doces porque trazem a sensação de saciedade. Fazer exercícios físicos também ajuda a diminuir a compulsão, além de gastar calorias”, complementa a especialista.

Como escolher o chocolate “mais amigo da balança”?

É importante saber que para a manutenção da forma física, a escolha do chocolate é de extrema importância. “Os chocolates brancos e recheados são as piores opções porque possuem mais gorduras e mais calorias do que as versões ao leite e sem recheios”, afirma Luciana Coppini.

Também tem as versões diet para diabéticos que não podem ingerir excesso de açúcar. Mas isso não significa que esse tipo de chocolate não engorda, já que ele possui mais gorduras do que o normal. Já quem prefere optar pela guloseima light deve ter consciência que ele também é calórico e deve ser consumido com moderação.

Os mais indicados, segundo a nutricionista são os chocolates amargo e meio amargo, com 60% ou mais de cacau na fórmula. “Hoje se sabe que estes chocolates são ótimas fontes de antioxidantes, benéficos para combater os radicais livres”, explica.

Confira abaixo duas tabelas, uma com as calorias dos diferentes tipos de chocolate e outra com os exercícios físicos indicados para quem quer queimar uma dose de 50g do doce:

Tipo / 50g Calorias
Chocolate ao leite 270 kcal
Chocolate crocante 276 kcal
Chocolate branco 275 kcal
Chocolate amargo 268 kcal
Chocolate diet 267 kcal
Chocolate light 202 kcal

Para aqueles que não querem acumular os indesejáveis “quilinhos a mais”, Daniela Hueb dá dicas de atividades físicas e o tempo necessário para queimar aproximadamente 50 g de chocolate:

Atividade Física Tempo
Ginástica aeróbica 40 minutos
Caminhar moderado 2,5 horas
Passear de bicicleta 2 horas
Pular corda 50 minutos
Dança moderada 2,10 horas
Natação 2 horas

Ponto positivo para o chocolate:

“Fornece energia imediata, melhora o humor e a atividade cerebral. Além disso, é um alimento rico em cálcio, potássio, magnésio e vitaminas do complexo B”, explica a nutróloga, cosmiatra e professora da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, Mercedes Granja.

Ponto negativo para o chocolate:

“É calórico, rico em gordura e açúcar, além de possuir um alto índice glicêmico, que desperta o apetite rapidamente. É um dos maiores responsáveis por doenças como obesidade, enxaqueca e gastrite”, afirma Mercedes.

20/04/2011 Posted by | Gastronomia | Deixe um comentário

Você é feliz somente nos finais de semana?

É muito interessante como as pessoas celebram a chegada das sextas-feiras e dos finais de semana! Para muitas pessoas é o alívio de todo sofrimento, ansiedade e mal estar do martírio semanal.

Se isto é verdade, passamos em média, 2.600 horas por ano (10 horas por dia x 260 dias úteis) fazendo algo que não traz satisfação ou não dá um sentido maior para nossas vidas. Em 30 anos de trabalho serão 78.000 horas rezando para que a semana acabe logo e sonhando com a aposentadoria.

Nem parece que o poder desta mudança está nas nossas escolhas, em nossas mãos. É mais fácil dizer que a vida é assim mesmo e que as obrigações e responsabilidades nos obrigam a isso. Afinal, se fizermos uma retrospectiva, é fácil perceber que a situação atual é fruto de nossas escolhas ao longo da vida: colégio, faculdade, casamento, filhos etc. Para toda situação existe uma saída! Para ter resultados diferentes precisamos fazer novas perguntas: o que faz minha vida valer à pena? Posso buscar um sentido maior?

Isso não significa que você precisa abrir mão de tudo o que conquistou ou seguir os caminhos da Madre Tereza ou do Chico Xavier. Um propósito para sua vida pode ser, por exemplo, prestar um serviço com excelência, desenvolver pessoas, novas tecnologias a serviço da humanidade, preparar uma boa comida etc. A real satisfação, no meu ponto de vista, virá quando existir um interesse genuíno em fazer algo valioso para outras pessoas.

No livro Delievering Happiness de Tony Hsieh (lê-se Shay), ele fala que a busca da felicidade pode ser dividida em 3 categorias:

1 – Busca por prazeres – É o tipo de felicidade onde existe a constante procura de algo a mais. É como uma droga que dura pouco, mas quando os estímulos diminuem a felicidade desaparece. É ótimo se você puder ter uma vida de um astro de rock’n’roll com estímulos constantes, mas é muito difícil de manter ao longo do tempo.

2 – Busca por uma paixão – Esse tipo de felicidade é conhecida como o clímax. Você nem sente a hora passar e tem total dedicação a determinada atividade. É uma felicidade que dura mais que a busca por prazeres, mas como toda paixão é atenuada em curto prazo.

3 – Busca por um propósito maior –  Este é o tipo de felicidade onde você faz parte de algo que tem um significado maior. É a felicidade do amor, com longa duração.

Muitas pessoas passam a vida perseguindo prazeres, pensando que somente quando puderem sustentá-los poderão, em seguida, buscar uma paixão e finalmente um sentido maior. Entretanto, com base em pesquisas feitas recentemente, a estratégia mais adequada seria o oposto: primeiramente a busca de um propósito maior, seguido de uma paixão e finalmente a celebração com pequenos prazeres.

Uma pesquisa divulgada no The Wall Street Journal  mostra que a felicidade gerada por um sentido maior traz benefícios com relação à doença conhecida como Alzheimer.

Segundo David Bennett, diretor do Alzheimer Disease Center do Rush University Medical Center em Chicago, uma pesquisa com duração de 7 anos mostra que pessoas que declaravam não ter um sentido maior na vida tinham mais de 2 vezes a probabilidade de desenvolver a doença. Aliás, se pararmos para refletir sobre isso, 78.000 horas de angústia ao longo da vida não poderia trazer saúde física e mental, não é mesmo?

Com novas perguntas você poderá encontrar as respostas para buscar e seguir algo que faça sua vida ser mais saudável e ter sentido para todos nós. Depois é planejar e colocar a mão na massa!

17/04/2011 Posted by | Autoconhecimento | Deixe um comentário

Vá à exposição e coma muito bem

Por um final de semana diferente em São Paulo: respire arte e depois vá comer (e beber) bem

São Paulo é o maior pólo cultural da América Latina. Os museus da cidade recebem e organizam ótimas exposições e as galerias de arte andam cada vez mais interessantes. A cidade também detém elogios no setor gastronômico, o que nos motivou a juntar esses dois ótimos programas para você. Roteiro arte + gastronomia! Verificamos as sugestões da Personal Guide Flavia Liz Di Paolo e selecionamos seis roteiros com ótima arte e ótima gastronomia, logo ali, no mesmo bairro – às vezes na mesma rua. Um programa a dois muito simples, ir em uma galeria e depois almoçar ou jantar em um lugar para comentar o que viram. Vá pelo nosso mapa, não tem como se arrepender.

Um roteiro clássico

A vistosa Fortes Vilaça, na Vila Madalena, é parada essencial para se inteirar sobre arte contemporânea. Até o fim do mês, a galeria abriga os trabalhos do artista alemão Franz Ackermann. Lidando com fotos da cidade de São Paulo, Franz, que transportou seu estúdio de Berlim para cá, expõe pinturas a óleo de grande escala e aquarelas que mostram seu olhas sobre as áreas vazias da paisagem urbana.

E para se manter na tradição, nada melhor que um típico bar boêmio da Vila. No Astor, acompanhe o chope bem tirado com comida deliciosa. Vale experimentar o steak tartar – melhor do que os de muitos bistrôs franceses por aí – e o picadinho da casa.

Galeria Fortes Vilaça – R. Fradique Coutinho, 1500
Bar Astor – Rua Delfina, 163

Cult no centro

Até o dia 21 de maio, William Kentridge, importante artista sul-africano do período pós-apartheid apresenta seu trabalho que mistura vídeos, desenho, escultura, instalação, teatro e ópera na galeria SOSO+Espaço Cultural, no centro da cidade. Sobre o mesmo tema, no prédio em frente, projetado por Oscar Niemeyer, a SOSO arte contemporânea africana traz uma mostra coletiva.

Siga para o Bar da Dona Onça, também no centro, que é descolado na medida e serve bons pratos, como o clássico rosbife caseiro com salada de batata da casa. Espelhos e granito compõem a decoração e dão um charme anos 50 ao bar, que conta ainda com um espaço para fumar charutos.

SOSO Espaço Cultural – Av. São João, 313
Bar da Dona Onça – Av. Ipiranga, 200

Alternativo – com charme

Na Vila Madalena, perto do Beco do Batman – conhecido pelas pinturas em grafite feitas desde os anos 80 -, a grande dica é a Tag & Juice, que em seu espaço reúne uma pequena galeria, um café, um ateliê de bicicletas e um espaço para o happy hour. Tudo bem estiloso. Até o dia 21 de maio a artista plástica Thalita Hamaoui exibe seus trabalhos em aquarela e desenhos sob papel.

Vale a pena subir a ladeira da Rua Harmonia para comer uma carne no Jacaré Grill, boteco tradicional da Vila Madalena. Por lá, vale pedir também uma cachaça: a carta é repleta de bons rótulos.

Tag & Juice – Lifestyle shop and gallery – R. Gonçalo Afondo, 99
Jacaré Grill – R. Harmonia, 321

Arte nos Jardins

Aberta para a rua e com pátio interno arborizado que quase faz esquecer que estamos em São Paulo, a Galeria Mendes Wood é a cara da arte jovem e contemporânea da cidade. Veja a inaugurada exposição do artista irlandês baseado em Londres Kevin Francis Gray, pela primeira vez Brasil. São esculturas em resina e bronze em tamanho humano que misturam aspectos do neoclássico e o gótico, num resultado visual denso e bem interessante.

Dos mesmos donos do Bar Secreto e da loja Surface Air, o restaurante Lorena 1989 fica logo na esquina da galeria Mendes Wood e é a indicação para completar a programação. Sempre badalado, fica aberto durante o dia todo. Os tapas e pratos ficam por conta de Leo Botto, que já foi chef do restaurante La Frontera.

Galeria Mendes Wood – Rua da Consolação, 3368
Lorena 1989 – Alameda Lorena, 1989

Mate dois coelhos

Com projeto arquitetônico singular, o Instituto Tomie Ohtake abriga importantes mostras de arte, arquitetura e design da cidade. É o caso do trabalho pop de Vik Muniz, que expõe por lá 30 das peças produzidas entre 1988 e 2010. Batizada de Relicário, a mostra fica até o dia 24 de abril.

Para comer, não precisa nem sair do instituto Tomie Othake. Entre as galerias, fica o recém-inaugurado Santinho, filho mais novo do restaurante Capim Santo, da chef Morena Leite. A proposta é uma cozinha gourmet, em que uma grande bancada expõe os pratos do buffet e possibilita a interação entre os clientes e os cozinheiros. Parte imperdível do passeio.

Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima, 201

Esquenta cultural

Aberta no final de 2010, a galeria Zipper já vale a visita por sua fachada inusitada, que parece um container – projetada pelo arquiteto Marcelo Rosembaum. A Zipper tem foco no trabalho de novos artistas, como o de Gustavo Nóbrega, que no final do mês exibe por lá seus quadros que sugerem uma reflexão sobre ciência e religião.

Vá conhecer o restaurante Brown Sugar, a alguns quarteirões dali. Mas tente ir no final da tarde, para já estender o happy hour. Os donos são alguns empresários que vivem nas baladas – e acaba que o forte da casa são os drinks e o clima de “esquenta” que rola por lá até as tantas.

Zipper Galeria – R. Estados Unidos, 1494
Brown Sugar – R. Padre João Manuel, 1055

17/04/2011 Posted by | Cultura | Deixe um comentário

Você escolhe ou é escolhido?

Que a vida é feita de escolhas, não resta dúvida. Escolhemos a todo o momento, seja consciente ou inconscientemente. Inclusive, até a decisão, também consciente ou não, de não escolher, é uma escolha. E algumas vezes, uma das mais perigosas!

Acontece que, por falta de autoconhecimento ou até mesmo por medo de descobrir que o momento é de espera e de não saber lidar com a ansiedade que esta expectativa provoca, muitas pessoas se deixam escolher e depois simplesmente se lamentam pelas conseqüências, como se nada pudessem ter feito.

Quando se trata de relacionamentos amorosos, a preferência por se deixar escolher é mais frequente do que imaginamos. Talvez seja a razão por que tantas pessoas se dão conta, depois de algum tempo, do quanto poderiam ter evitado algumas catástrofes emocionais, se tivessem sido mais imperativos no momento da escolha, se tivessem dado ouvidos à sua intuição ou aos sinais que a vida mandou… Porque ela sempre manda!

Sim, é verdade que existe um dito popular avisando que “quem muito escolhe acaba escolhido”. Entretanto, o lembrete serve para nos alertar sobre o excesso de críticas, o orgulho exagerado ou a análise que paralisa, que impede a tomada de decisão.

Ou seja, o ideal é aprender a calibrar o coração para que não haja nem negligência no ato de decidir se é hora de exercitar o amor ou de esperar, nem um medo sem sentido de tentar de novo. Pessoas carentes demais, que aceitam qualquer relacionamento para aplacar seu pavor de ficar só e ter de encarar a si mesmo e suas limitações, certamente, vão terminar e começar relações sem se questionarem qual o aprendizado, qual o amadurecimento para um futuro encontro que seja mais satisfatório e harmonioso.

Por outro lado, pessoas críticas demais, orgulhosas demais ou que morrem de medo de se entregar a uma relação e vir a sofrer, também pagarão um preço alto, muitas vezes amargando a solidão e se privando da alegria e do privilégio de vivenciar o amor.

Minha sugestão é para que você, em primeiro lugar, tenha muito claro para si o que realmente deseja viver quando o assunto é amor. O que tem para oferecer? Quanto se sente preparado para lidar com as dificuldades que vêm à tona num relacionamento, sejam elas ciúme, insegurança, falta de auto-estima, ausência do outro, diferenças de ritmo, etc.? Quanto já aprimorou sua habilidade de se comunicar, de falar sobre o que sente, o que quer e, principalmente, de ouvir o outro e tentar uma conciliação sempre que necessário?

Depois, com um mínimo de autoconhecimento, sugiro que você se questione e reflita sobre sua noção de merecimento e crenças. Quanto você realmente acredita que merece viver um amor baseado na confiança, na lealdade e na intensidade? Quanto você realmente acredita que possa existir um amor assim? Pode apostar: se você não acredita nesta possibilidade, dificilmente vai viver uma relação que valha a pena, simplesmente porque esta opção não faz parte do seu universo, do seu campo de visão.

E, por último, mais do que ansioso ou distraído, mantenha-se tranqüilo e seguro de que o amor acontecerá no momento certo. Nem antes e nem depois. Não é preciso que você busque desesperadamente. Apenas viva a partir do que existe de melhor em você e permaneça presente, atento ao que acontece ao seu redor. E todo o universo estará conspirando a seu favor, porque, afinal de contas, nascemos para amar e sermos amados.

13/04/2011 Posted by | Relacionamento | Deixe um comentário

Autoconhecimento II

Sofremos muitas vezes por comportamentos aprendidos como corretos em uma época de nossa vida em que não tínhamos discernimento para escolher. Todos sabem que a formação que a criança recebe na infância influencia toda sua vida. Atos, opiniões sobre religião, costumes, moral, preconceitos, regras de conduta, princípios, que variam culturalmente, de família para família, e interiormente, de criança para criança, tudo vai se modelando e se delineando, sem sequer analisarmos quando adultos se ainda continuam a ter algum valor, mantendo o mesmo pensamento e valores, das quais sentimos muita dificuldade em nos libertar. Apenas continuamos a repeti-los, e sofremos por verdades que permitimos se tornarem absolutas, mas quando as analisamos descobrimos que jamais foram as nossas verdades. E ainda assim, quando conscientes disso, permanecemos estagnados.
Se não houver preocupação em erradicar os velhos padrões ou crenças inadequadas ao nosso mundo interior, corremos o risco de viver sob as condições do que nos ensinaram que é correto, mas que nada nos vale em nossa própria vida, só nos causando conflitos, sofrimento e prisões, da qual somente nós mesmos podemos nos libertar.

Ao longo da vida, acumulamos crenças a respeito de nós mesmos e do mundo. Essas crenças passam a agir automaticamente, ou seja, sequer percebemos que determinam nossas escolhas e reações. As crenças que desenvolvemos a partir das lições que aprendemos têm seu aspecto positivo quando funcionam como princípios que nos proporcione crescimento. O aspecto negativo é quando nos fixamos em algumas delas e nos recusamos a refletir e mudar.
Se não perceber que está sendo conduzido por crenças, é pouco provável que consiga mudar. Como mudar o que não conhecemos e entendemos? Apenas quando nos tornamos conscientes de verdades que não são nossas e da necessidade de mudar, é que podemos nos libertar.

Para mudar padrões de pensamentos e comportamentos de uma vida inteira, temos que nos predispor a conhecer e compreender o que sentimos. É quando começamos a crescer, pois o mesmo só acontece quando nos tornamos conscientes do que sentimos. Algumas pessoas insistem em dizer que se conhecem, talvez se conheçam superficialmente. Quando alguém resiste a mudar, nos faz pensar que na verdade elas não compreendem a si mesmas o suficiente para perceber o quanto uma ou mais mudanças são necessárias.

O processo da psicoterapia ainda é o mais indicado para o processo de autoconhecimento. Mas o preconceito ainda existe. As justificativas, ou melhor, resistências, são muitas: “não preciso de ajuda; não quero lembrar do que aparentemente está esquecido e enterrado; para que explorar o que já passou”, entre tantas outras. Todas essas justificativas só demonstram o quanto a falta de conhecimento dos fatos ocorridos no passado podem ainda estar influenciando sua vida no momento presente. É preciso entender os acontecimentos do passado para identificar o quanto ainda estão vivos e ativos no inconsciente. Viver presos a crenças faz com que vivamos no passado, assim, a recusa em examinar o passado pode nos manter ainda mais preso a ele. Só quando examinamos as crenças que ainda nos aprisionam e nos impede de agir é que conseguimos ficar livres para o novo e viver o momento presente. Mas é comum não querer se conhecer porque isso significa ter que examinar não só o passado, mas tudo aquilo que está bem dentro de nós, e tememos o que podemos encontrar, escolhendo assim a estagnação, por medo, comodismo, ignorância, orgulho, em detrimento ao crescimento. O crescimento exige que nos preparemos para ouvir a nós mesmos e estarmos dispostos a lidar com que encontrarmos, e para isso é preciso querer!

Algumas perguntas que poderá fazer a si mesmo para identificar quais crenças e valores afetam sua vida:
– Qual o grau de influência da opinião de outras pessoas sobre meus atos?
– Quais crenças cooperam para meu bem-estar interior?
– O que me dificulta ter suficiente autonomia para tomar minhas próprias decisões?
– Espero o reconhecimento de alguém por aquilo que realizo e conquisto? Quem?
– O que me impede de ter uma vida mais feliz?
– Tenho o hábito de perguntar sobre o que devo fazer para outras pessoas? Quem?
– Os conceitos que carrego dentro de mim, ou seja, aquilo em que acredito, aumenta ou diminui minha autoconfiança?

Quando identificamos e conseguimos nos desfazer das crenças inadequadas, morre em nos tudo aquilo que é velho, e passamos a reformular ou remodelar novos caminhos, agora de acordo com nossos próprios desejos e valores, o que nos dá a sensação de estamos verdadeiramente libertos!

Por que não sermos mais humildes e aceitarmos que a maneira com que lidamos com as situações está nos fazendo sofrer? Humildade não tem nada haver com submissão, inferioridade, como muitos acreditam. No entanto, está associada a gentileza, simplicidade, lucidez. Somos humildes quando percebemos que ainda temos muito que aprender, por mais informações que tenhamos, por mais livros que lemos, por mais viagens que fizemos, por mais experiências que adquirimos no decorrer dos anos. É importante lembrar que humildade não é passividade, muito pelo contrário, exige acima de tudo confiança em si mesmo. Somente quem tem plena consciência do seu valor pessoal é que não precisa se exaltar.

O autoconhecimento é a capacidade que nos permite perceber, de forma gradativa, tudo que necessitamos transformar. Por isso sua importância! Não precisamos ter medo de nos conhecer, como se isso fosse um fardo do qual não podemos nos livrar, muito pelo contrário; ter maior percepção de si mesmo é o que nos capacita a mudar tudo aquilo que nos faz mal ou nos causa conflito e sofrimento, ampliando nossa consciência sobre nossos potenciais adormecidos, a fim de que possamos vir a ser aquilo que somos em essência. E isso é simplesmente fantástico!!!

11/04/2011 Posted by | Autoconhecimento | Deixe um comentário