PrimeLife (Ano VI)

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Mudanças no clima afetam saúde mental, alerta estudo

Um estudo realizado pelo Instituto de Mudanças Climáticas da Universidade Nacional Australiana mostra que mudanças climáticas podem afetar a saúde mental das pessoas. Resultado: stress nos adultos e angústia nas crianças.

“Os danos causados pelas mudanças climáticas não são só físicos. O passado recente mostra que os eventos climáticos extremos trazem também sérios riscos para a saúde pública, inclusive a saúde mental e o bem-estar das comunidades”, destacou o estudo.

Ao comparar fenômenos climáticos, como secas e inundações observadas nos últimos anos em algumas regiões da Austrália, o estudo constata que “a comoção e o sofrimento provocados por um evento extremo pode persistir durante anos”. Segundo estimativas dos pesquisadores, uma em cada cinco pessoas seria afetada em comunidades atingidas pelas mudanças climáticas.

Segundo o instituto, o abuso de álcool pode ocorrer após eventos climáticos extremos. Alguns estudos inclusive estabelecem um vínculo entre ondas de calor, secas e taxas de suicídio mais elevadas. As crianças parecem particularmente vulneráveis à ansiedade e à insegurança geradas pela incapacidade dos adultos de lutar contra o desequilíbrio climático.

Embora haja vários estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas em termos econômicos, existe uma lacuna sobre as “consequências das mudanças climáticas para o bem-estar e a saúde humana”, constatou Tony McMichael, professor de saúde pública da Universidade Nacional Australiana. “Este é um ponto cego sério, limita nossa visão de futuros possíveis e da necessidade de uma ação eficaz e urgente”.

30/08/2011 Posted by | Saúde | Deixe um comentário

Homens preferem morenas a loiras

Marilyn Monroe, Madonna, Cameron Diaz, Jennifer Aniston. A lista de musas loiras que esbanjam seu charme nas telonas ou nos palcos é infinita, mas, aparentemente, elas vêm perdendo espaço dentro do imaginário masculino. De acordo com uma pesquisa britânica feita pela rede social Badoo, divulgada pelo jornal Daily Mail, os homens vêm suspirando bem mais para os cabelos castanhos e pretos do que para os tons dourados.

A enquete, feita com cerca de dois mil homens de países como França, Espanha, Itália, Estados Unidos e Brasil, trouxe resultados surpreendentes. O objetivo era descobrir quais características eles acreditam ser mais atraentes no sexo oposto.

Os resultados mostraram que mais de 60% preferem as morenas às loiras. Um terço deles, 33,1%, disseram que acham os cabelos castanhos mais atraentes, enquanto 28,6% afirmaram que gostam dos pretos – totalizando 59,7% das preferências pelas morenas. As loiras ficam com 29,5% dos votos, enquanto as ruivas são as menos populares, conquistando somente 8,8% dos votos.

Quando o assunto é a cor dos olhos, no entanto, os claros vencem os mais escuros, sendo que 40,2% dos homens preferem os olhos azuis à frente de qualquer outra cor. Olhos castanhos vêm sem segundo lugar, com 29,2% das preferências; em seguida, os verdes, com 17,5% e os olhos com cor de avelã, 13,1%.

Contrariando as expectativas, nenhum dos países elegeu as loiras como seu tipo de mulher favorita. Em todas as regiões o cabelo preto foi a cor mais popular, com exceção do Reino Unido, onde os cabelos castanhos lideraram as preferências.

Magrinhas x gordinhas
As mulheres que vivem às voltas com dietas malucas também podem comemorar os resultados da pesquisa. Cerca de 41% dos homens acreditam que a mulher perfeita deve vestir manequim de 12 a 14 (dentro dos padrões americanos, que equivale aos manequins 40 e 42 no Brasil).

As mais curvilíneas, que se enquadram nos tamanhos de 14 ao 18 (42 ao 46 no Brasil), aparecem em segundo lugar nas preferências. Os padrões menos atraentes, na opinião masculina, são os que vão do 6 a 8 (34 a 36 no Brasil), para 10% dos homens; e as mulheres que vestem acima de 18 (46), com 4,2% dos votos.

A pesquisa aponta também que apenas os franceses preferem as mais magrinhas. Em todos os demais países o padrão preferido varia do manequim 12 a 14 (40/42).

29/08/2011 Posted by | Comportamento | Deixe um comentário

Chocolate reduziria doenças cardíacas em 30%, diz estudo

 

O consumo de chocolate em grandes quantidades pode estar associado a uma redução de um terço nos riscos de desenvolvimento de certas doenças cardíacas, segundo um estudo britânico. O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal, confirma resultados de investigações anteriores sobre o assunto que, de maneira geral, encontraram evidências de um possível vínculo entre o consumo de chocolate e a saúde do coração.

Os autores enfatizam, no entanto, que é preciso fazer mais testes para saber se o chocolate realmente causa essa redução ou se ela poderia ser explicada por algum outro fator. A equipe da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, apresentou seu trabalho no congresso da European Society of Cardiology, nesta segunda-feira, em Paris.

Investigação
Vários estudos recentes indicam que comer chocolate teria uma influência positiva sobre a saúde humana devido às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias do alimento. Segundo esses estudos, o chocolate teria o poder de reduzir a pressão sanguínea e melhorar a sensibilidade do organismo à insulina (o que ajudaria a evitar a diabetes).

Entretanto, ainda não está claro de que forma o chocolate afetaria o coração. Em uma tentativa de esclarecer a questão, o pesquisador Oscar Franco e seus colegas da Universidade de Cambridge fizeram uma revisão em grande escala de sete estudos sobre o assunto envolvendo cem mil pessoas, com e sem problemas no coração.

Os especialistas estavam particularmente interessados em avaliar os efeitos do consumo de chocolate sobre ataques cardíacos e acidentes vasculares (ou derrames). Em cada estudo, a equipe comparou o grupo de participantes que comia a maior quantidade de chocolate ao resultado do grupo que comia a menor quantidade do alimento. Para evitar distorções, a equipe levou em conta diferenças de metodologia e qualidade dos estudos.

Cinco estudos encontraram uma associação positiva entre índices mais altos de consumo de chocolate e um menor risco de problemas cardiovasculares. “Os índices mais altos de consumo de chocolate foram associados a uma redução de 37% em doenças cardiovasculares e uma redução de 29% na incidência de derrames em comparação aos índices mais baixos (de consumo)”, os autores escreveram.

Não foram encontradas evidências significativas de redução em casos de falência cardíaca. Os estudos não especificaram se o chocolate ingerido era meio-amargo ou ao leite. Entre os alimentos consumidos pelos participantes estavam barras de chocolate, bebidas, biscoitos e sobremesas contendo chocolate.

Segundo a equipe britânica, as conclusões do estudo precisam ser interpretadas com cautela, porque o chocolate vendido comercialmente é altamente calórico (contendo cerca de 500 calorias por cada 100 g) e sua ingestão em grandes quantidades poderia resultar em ganho de peso, o que aumentaria os riscos de diabetes e doenças cardíacas. Entretanto, os especialistas recomendam que, dados os benefícios do chocolate para a saúde, iniciativas para reduzir a quantidade de gordura e açúcar nos produtos deveriam ser exploradas.

29/08/2011 Posted by | Saúde | Deixe um comentário

10 atitudes que combatem a depressão e não têm custo

 

Não se culpe – esta é a mais simples, barata e importante coisa que você deve fazer para combater a depressão. Os sentimentos de culpa podem ficar no caminho da recuperação. Segundo o psicólogo Richard Raskin, a pessoa precisa saber que a depressão é uma doença física, como diabetes ou câncer

Faça exercícios regularmente – a última coisa que você tem vontade de fazer quando está com depressão é se exercitar. Mas caminhar, correr ou ir à academia pode fazer você se sentir bem. Quando feito com frequência, 30 minutos ou mais de exercícios mostraram ajudar nos sintomas da doença. Em um estudo, pacientes que praticavam exercícios tiveram a redução em 50% dos sintomas, em 12 semanas

Adie decisões difíceis – a depressão pode afetar sua percepção e julgamento, então é melhor deixar para decidir assuntos de relacionamento ou carreira para o momento em que você esteja se sentindo melhor. De acordo com Raskin, um dos sintomas da doença é ter uma visão negativa sobre diversas coisas na vida. Se não há como postergar a decisão não seja impulsivo, peça conselhos e sugestões de pessoas próximas

 Fale sobre isso – contar para as pessoas sobre a sua depressão é melhor do que manter a doença em segredo. O psicólogo afirma que nem todo mundo irá entender e ser solidário. Mas mesmo que as pessoas não entendam exatamente o que você está passando, amigos e familiares podem dar suporte emocional e ajuda na busca por tratamentos

Cuide da sua saúde –
a pessoa deprimidia tende a deixar de lado a saúde, mas não cuidar de você mesmo pode piorar os sintomas de depressão. Segundo pesquisas, pessoas que experimentam complicações relacionadas ao diabetes são mais propensas a ter depressão e os problemas cardíacos acentuam os sintomas da doença

Mantenha uma rotina diária –
ter uma rotina equilibrada é importante para quem está lutando contra a depressão, segundo Raskin. Independente das atividades que você escolha fazer, tente praticá-las todos os dias, aconselha o psicólogo. Organizar o dia-a-dia evita a síndrome de ficar de pijamas em casa o dia todo. A rotina equilibrada mostra que se você consegue passar o dia, pode se recuperar

 Dieta saudável – o que você come afeta o seu cérebro. Se você está com depressão, é importante ter uma alimentação equilibrada, com grãos, frutas, vegetais e proteína. Alguns alimentos podem afetar o humor, como os carboidratos que aumentam o nível de serotonina. Estudos sugerem que o Ômega 3, encontrado nos peixes, pode ajudar na luta contra a doença

 Evite drogas e álcool – embora seja tentador, não use drogas ou ingira bebidas alcoólicas. As substâncias afetam os componentes químicos do cérebro, além de a mistura do álcool e drogas com alguns antidepressivos ser perigosa

 Tente dormir bem – depressão e insônia geralmente caminham de mãos dadas. A falta de sono ou dormir com má qualidade pode afetar o humor da pessoa depressiva. Por isso, é importante dormir o suficiente e em horários regulares

 Não se sobrecarregue – o estresse e a opressão são causas comuns para os sintomas da depressão. Se você está lutando contra a doença, é importante não ficar sobrecarregado com mais atividades do que consegue fazer. O relaxamento é muito importante para pessoas com depressão, segundo Raskin

29/08/2011 Posted by | Saúde | Deixe um comentário

Filosofia e Sexo

 Hoje é o dia do Filósofo. Talvez motivado por isto resolvi escrever sobre os filósofos e a sexualidade humana.

Através dos tempos, de uma maneira geral, os filósofos manifestaram desinteresse pela sexualidade humana. É certo que Platão, em alguns diálogos, se debruçou sobre o tema, mas os mitos e fábulas que nos legou, embora interessantes, não deixam de revelar uma abordagem pouco séria e superficial. Só muitos séculos depois, mais precisamente no século XIX, um outro pensador, por sinal um ícone da misoginia filosófica, revelou um interesse direto e tratou a sexualidade humana de modo sistemático em “A Metafísica do Amor Sexual”, publicado em 1844.

Para entendermos a depreciação do sexo pelos filósofos, visível nas suas omissões, temos de lembrar que o ideal de vida filosófico é o ideal de vida pela razão, entendida como uma faculdade pura, divorciada da própria afetividade. O desejo sexual é visto como uma paixão que perturba a capacidade racional, como um estorvo que impede ou pelo menos prejudica a ascese intelectual. Libertar-se das paixões do corpo e especialmente, pela sua premência e excesso, da paixão sexual é o desiderato dos filósofos.

 A grande maioria dos filósofos nem sequer casou; as mulheres dos outros, dos que casaram, ou são completamente desconhecidas ou viraram anedotas, como é o caso da irritante e rabugenta Xantipa – o protótipo do que uma esposa não deveria ser – que o bom e paciente Sócrates “evitava”, preferindo-lhe a estimulante companhia do belo e inteligente Alcibíades.

Na Idade Média, com uma filosofia serva da teologia, não surpreende que os Doutores da Igreja se limitassem a aceitar o sexo como um mal necessário, reduzido à dimensão heterossexual genital e legitimado apenas no casamento monogâmico. O racionalismo moderno libertou-se, pelo menos formalmente, da tradição religiosa, mas na questão sexual mostrou-se muito pouco moderno. Os grandes filósofos da época, Descartes, Espinosa, Leibniz, Hume, Kant, Schopenhauer, Nietzche, não casaram e alguns levaram vidas sexuais paupérrimas, como foram os casos mais flagrantes de Kant e Nietzsche.

 A este aparente desinteresse dos filósofos pela sexualidade não deve ser alheia a persistente e dominante concepção dualista da natureza humana, que a grande maioria defendeu. De acordo com esta concepção, o ser humano é uma dualidade: corpo e alma, o corpo é material e perecível, a alma espiritual e eterna; depreciar o corpo e exaltar o espírito é apenas e tão-somente o corolário necessário desta maneira de entender a natureza humana; como a sexualidade tem uma nítida dimensão física, foi apenas fácil e natural esquecer completamente a sua outra dimensão e desvalorizá-la, considerando-a, no mínimo, um elemento perturbador para a vida do espírito

16/08/2011 Posted by | Sexo | Deixe um comentário

Criando o próprio caminho

Uma das piores coisas que pode acontecer a um ser humano é não acreditar em seu poder de discernimento. É natural que na infância não tenhamos condições de agir por conta própria, por não termos ainda a maturidade necessária para tomar decisões.

Entretanto, uma educação adequada, deveria nos direcionar para, aos poucos, sermos capazes de encontrar as soluções para cada situação da vida, por nossa conta e risco. E isto dificilmente acontece. Por querer evitar que os filhos sofram, ou motivados pelo apego, muitos pais evitam estimular a sua independência.

Assim, geram seres inseguros que sempre buscarão soluções prontas para seus conflitos, seguindo as crenças ditadas pelo mundo exterior. Ocorre que cada ser humano é uma individualidade, um universo em si mesmo, e, portanto, deveria procurar soluções únicas e pessoais para seus questionamentos.

Quanto mais dependentes nos tornarmos dos valores e crenças impostas pela sociedade e as religiões já estabelecidas, maiores serão as chances de que cultivemos culpas e, consequentemente, angústia e infelicidade.

Confiar em nossa sabedoria interior, e escolher a cada situação, a resposta mais adequada para aquele momento, não nos livrará de cometer enganos. Mas certamente vai nos permitir aprender com nossos erros.

E este aprendizado nos concederá uma nova qualidade de ser, aquela em que a segurança vem de nossa própria vivência e torna-se, portanto, um saber definitivo, que nenhuma outra fonte poderá nos proporcionar.

Minha visão sobre o homem é que ele não precisa de organização. Ele precisa de liberdade de todas as organizações. Todas as organizações irão aleijá-lo, cegá-lo, destruí-lo. A vida da organização é a morte do indivíduo.
A organização demanda obediência. Não é uma questão de certo e errado. A questão é que deve obedecer ao que está escrito nas escrituras, o que é antigo, o que tem sido sempre seguido. Você não deve questionar.

Minha proposta é justamente o oposto: você deve questionar tudo. É a sua vida…. Eu sou pelo saber, e eu sou absolutamente contrário à crença. Porque a crença impede as pessoas de saber. Quando você já acredita, sua instrução para, ela não é necessária. Gautama Buda conheceu… isso é o suficiente. O que mais você pode fazer? Basta acreditar nele, adorá-lo.
Mas lembre-se de uma coisa: quando você está com sede, então, você nunca pensa que Gautama Buda bebeu água o suficiente – que não há nenhuma necessidade de você beber.

… Quando você estiver com fome, você está com fome e você precisa de alimento. Gautama Buda pode ter comido – oitenta anos que viveu – que não faz qualquer diferença para a sua fome. Se a nível físico, não é possível, como é possível no nível espiritual? Buda pode ter conhecido. Isso não pode tornar você iluminado. Você tem que conhecer por si mesmo.

Cada indivíduo tem de percorrer o caminho. Ninguém mais pode percorrer o caminho em seu nome….O que é bom hoje, pode não ser bom amanhã. O que é bom para mim, pode não ser bom para você.

Cada indivíduo tem de estar consciente, alerta, atento, experimentar com a vida. E descobrir o que é bom para ele. O que lhe dá paz, o que o faz feliz, o que lhe dá serenidade, o que lhe traz mais perto da existência e sua harmonia imensa, é bom.
…E o que quer que crie conflito em você, miséria em você, dor em você, está errado.
Ninguém mais pode decidir isso por você – pois cada indivíduo tem seu próprio mundo, sua própria sensibilidade. Ele é único. Então, fórmulas mortas não vão funcionar. Elas não funcionaram. O mundo inteiro é uma prova disso.

Nunca pergunte a ninguém o que é certo e o que é errado. A vida é um experimento para descobrir o que é certo e o que é errado. Às vezes você pode cometer o que está errado, mas aquilo lhe dará a experiência que irá torná-lo consciente a respeito, ou seja, que tem de ser evitado. Às vezes você pode fazer algo bom e você será imensamente beneficiado. As recompensas não são além da vida, no céu e inferno. Eles estão aqui e agora.

Cada ação traz os seus resultados imediatamente. Basta estar atento e observar. Eu chamo o homem maduro aquele que observou por si mesmo e encontrou o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é mau.
E por encontrá-lo por si mesmo, ele tem uma tremenda autoridade. Ele conhece absolutamente. O mundo inteiro pode dizer outra coisa, não faz diferença para ele. O mundo inteiro pode estar contra ele – não é uma questão de voto. Ele tem a sua experiência e é decisiva.

…O homem encontra a maturidade através de suas próprias experiências – e a vida dá tantas oportunidades, a cada momento elas estão disponíveis. Não perca nenhuma oportunidade. Bom ou mau, não decida de antemão. Siga através da experiência e deixe a decisão vir depois.
Deixe a experiência ser a sua conclusão… E cada caminho individual será diferente. Nunca siga ninguém. Essa é a maior calamidade que pode acontecer a um homem. Uma vez que você comece a seguir outra pessoa, você se torna uma cópia, você se torna uma imitação, você perde a originalidade.

12/08/2011 Posted by | Autoconhecimento | Deixe um comentário

Além do básico. Explore o lado B

Brasileiro adora bunda, isso é fato. De calça apertada, larga, de saia, de pijama, andando, parada, dançando, pulando, não importa. Eles vão olhar de qualquer jeito! Ah! E a preferência não é apenas estética, porque mais do que olhar, eles querem um contato beeeeem íntimo, se é que vocês entendem!

Isso é sexo anal – um tabu na nossa cultura, preferência nacional e quase uma obsessão. Pudor, medo, dor, constrangimento e curiosidades são os adjetivos mais comuns quando o assunto é “tocar o lado B”.

De um lado os homens, loucos por bundas e mulheres loucas para agradarem seus homens e serem consideradas super amantes. Do outro, mulheres com medo, conservadoras e inseguras.

Preferências à parte, ignorem todos os tabus e preconceitos que envolvem esse tema, pois é hora de focar no significado real do sexo anal: não passa de uma das inúmeras formas de encontrar prazer na cama. Bem-informados e esclarecidos, a decisão de fazer, ou não, é do casal. E por mais que vocês sejam experientes no que diz respeito a sexo, sempre existe algo novo a aprender. Então, que tal pensar a respeito?

Para início de conversa, as mulheres não devem aderir ao sexo anal apenas para agradar seu parceiro. Tem que rolar aquela vontade, de ambas as partes, porque se não for assim dificilmente ela conseguirá “liberar”. No sexo, tudo é baseado em aprendizado e respeito.

O primeiro passo a ser dado é uma conversa franca sobre todas as vontades e fetiches de cada um, para, enfim, poder chegar ao assunto em questão! Se a parceira disser “não”, respeite sua vontade! Insistir pode fazer com que ela se sinta desrespeitada e passe a odiar o assunto. Segure a onda e volte a falar disso em um momento mais oportuno!

Entretanto, as coisas podem fluir melhor do que se imagina! Pois é, existem mulheres que são abertas a novas experiências e morrem de vontade de saber o poder que o traseiro reserva – isso sem contar as já adeptas a essa prática sexual! A região anal, por ser repleta de terminações nervosas, é um local que pode sim proporcionar muito prazer às mulheres!

De qualquer forma, mesmo se a mulher estiver disposta, a coisa não rolará no estilo “pá-pum”! A primeira vez pode ser muito estranha, por se tratar de algo novo, o que sempre vem acompanhado de insegurança e ansiedade. Por isso, um clima propício, confiança no parceiro, cuidado e desejo são pontos primordiais para relaxar o ambiente e começar a descobrir um novo universo. Saiba que a primeira penetração no ânus não será de muito prazer, nem a segunda – embora já de para sentir algo mais gostoso –, e a partir da terceira vez as coisas começarão a ficar bem mais gostosas. Mas isso tudo varia muito da capacidade de relaxamento da pessoa e das técnicas de sedução e penetração do parceiro.

Uma dica: antes de cogitar a hipótese de colocar diretamente o pênis no ânus, é necessário preparar o terreno, por isso use o dedo. Sim, ele tem importância fundamental nesse processo. Pegue um lubrificante à base de água e espalhe boa quantidade, fazendo movimentos circulares em torno do ânus. Depois, introduza o dedo bem devagar. Não vá fundo – pelo menos ainda não. Coloque apenas a ponta do dedo e faça movimentos suaves e lentos de entrada e saída. Isso irá ajudar sua parceira a relaxar, além de excitá-la muito. Aos poucos, vá aprofundando a penetração, sempre atento às reações dela. Lembre-se: seu objetivo é dar prazer!

Terreno pronto, hora de avançar! Não podem faltar os ingredientes básicos: o lubrificante, como já foi dito, e camisinhas, claro! É necessário utilizá-las nesse momento também, pois, além do ânus conter bactérias, o risco de contágio de DSTs também existe. Proteção nunca é demais, sem contar que é obrigatório trocar a camisinha quando for partir para o sexo vaginal!

Feito isso, uma boa ducha antes da prática anal é sempre bem vinda e faz parte da preparação. Depois, hora da ação! Use e abuse das preliminares. Se elas são importantes na hora do sexo vaginal, no anal elas são indispensáveis. A mulher tem que estar excitada, com tesão e sentindo vontade de… partir para o novo! Sendo assim, capriche nos beijos, nas carícias, nas palavras (“Sejamos docemente pornográficos”, já dizia o poeta Drummond de Andrade) e use a língua. Afinal, nada mais justo do que cobrir de beijinhos, mordidinhas e lambidas uma coisa que você deseja tanto.

Quando for escolher uma posição para a primeira vez, ao contrário do que possa parecer, “de quatro” não é a mais recomendada para iniciantes! Prefira uma em que a parceira sente sobre o pênis (um de frente para o outro, ele de pernas flexionadas e os braços abertos), pois assim ela poderá controlar a penetração e os movimentos, ou deixe-a deitada de barriga para baixo sem levantar muito os quadris! Com o passar do tempo, ela vai se acostumando com as sensações e, então, posições não faltarão: em pé, de quatro, de lado, enfim… Como preferirem!

Um lembrete básico: quando for introduzir o pênis pela primeira vez, vá devagar! Passe muito, mas muito lubrificante em sua parceira e atenção! Não force a penetração de jeito nenhum e nem faça movimentos vigorosos (até que o momento permita).

Sexo anal ainda é um universo a ser descoberto! É importante que os homens saibam que elas ainda resistem por alguns motivos como medo da dor, pelo julgamento pejorativo da prática e por receio de não serem bem cuidadas pelo parceiro – pode acontecer de desistirem na hora H e caso isso aconteça, não forcem a barra, paciência é a chave. Não esqueçam disso, hein rapazes!

Por outro lado, existem muito motivos que podem despertar a vontade delas: o fato da descoberta de novos prazeres, de serem totalmente comandadas pelo parceiro, de descobrir mais uma forma de ter orgasmos e o que mais elas quiserem pensar sobre o assunto!

O importante é que haja sempre uma boa conversa, qualquer que seja o assunto. A partir daí, o respeito e o desejo contarão muito para que as coisas aconteçam da melhor forma possível entre o casal.

Na hora de apimentar as coisas debaixo do lençol, a regra é a mesma: você precisa saber até onde quer, e pode ir. Tabus à parte, a pior mancada é seguir um roteiro fixo. Sendo assim, experimente novas possibilidades e sensações! Havendo sintonia, não haverá arrependimentos!

05/08/2011 Posted by | Sexo | Deixe um comentário