PrimeLife (Ano VI)

Viva Bem, Viva Mais, Viva com Estilo

Evitando a Compulsão

Quem vive de dieta ou se preocupa em manter uma alimentação balanceada e saudável certamente já passou por uma situação em que não conseguiu controlar o desejo por um alimento gorduroso e cheio de calorias. A sensação que dá é que todo o tempo gasto na esteira e os dias com o regime controlado vão por água abaixo, certo? A verdade é que essa compulsão pode ter explicação e estar relacionada a questões emocionais

Por anos, cientistas têm tentado descobrir como os desejos alimentares desafiam a lógica da nutrição e fazem com que pessoas que têm consciência do que é saudável acabem optando por junkfood.

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, chegaram perto de uma resposta. O estudo apontou que pessoas obesas resistem menos a alimentos altamente calóricos do que os magros, principalmente quando estão com fome. Isto porque, de acordo com análises cerebrais feitas com pessoas magras e obesas, quem estava no peso ideal e via fotos de alimentos calóricos mostrava uma maior atividade na região usada para controlar o impulso; enquanto os obesos apresentavam pouca atividade na mesma zona.

Embora esse resultado seja interessante, ele não explica porque pessoas magras algumas vezes também têm essas compulsões e desejos incontroláveis por alimentos gordurosos. De acordo com a psicoterapeuta americana Dorothy Virtude, especializada em transtornos alimentares, essas compulsões estão diretamente relacionadas aos nossos problemas emocionais.

Para ela, cada sentimento, como estresse, ansiedade, raiva ou vergonha nos impulsiona a desejar um tipo diferente de alimento. Por exemplo, se você está estressado, tende a desejar alimentos crocantes e assim por diante. Veja a relação dos desejos alimentares e seus significados:

Alimentos crocantes

Se você está estressado, ressentido ou frustrado, é provável que tenha mais desejos por alimentos crocantes, como batatas fritas, pipoca, bolachas, etc. É que cada mordida nos alimentos crocantes servem como uma saída para aliviar a tensão.

Alimentos cremosos

Nós desejamos alimentos cremosos como sorvete quando nos sentimos ansiosos, inseguros, envergonhados e culpados. Isto porque esses alimentos podem fornecer uma sensação relaxante. A explicação é que uma substância chamada colina e encontrada no leite tem um efeito calmante no corpo. O leite também contém triptofano, que participa da formação da serotonina, substância que dá sensação de bem estar.

Alimentos mastigáveis

Se você está com ciúmes, confuso ou indeciso, é provável que você tenha desejo por alimentos mastigáveis como balas e chicletes. É que o desejo de ficar mastigando está relacionado à crença de que a mastigação vai liberar a tensão e te ajudar a trabalhar a sua confusão e indecisão.

Alimentos picantes

Desejos por alimentos picantes podem estar relacionados ao fato de que você busca novidades e mudanças na sua vida. Vários pesquisadores têm relacionado a “busca de sensações” com a vontade de comer alimentos picantes e comidas exóticas.

Carboidratos

Quando estamos estressados, com medo ou tensos também estamos mais propícios a comer carboidratos como pão, massa e arroz. Isto porque nessas situações, nosso cérebro produz o hormônio cortisol, que, consequentemente, estimula a produção do neuropeptídeo Y, uma substância que aumenta o desejo por carboidratos.

Bolos e biscoitos

A compulsão por carboidratos doces são semelhantes aos de pão, arroz e massas. Ambos produzem emoções reconfortantes.

A ânsia de biscoitos, bolos e tortas reflete um desejo de conforto e segurança, mas também pode sinalizar uma resistência a fazer algo (você pode se consolar com a delícia doce para evitar algo que não quer fazer).

Chocolate

Chocolate é um dos desejos mais comuns, particularmente entre as mulheres. Isso porque o chocolate contém a mesma substância química – feniletilamina – que seu cérebro produz quando você está apaixonada. É por isso que nós sentimos desejo de chocolate quando estamos carentes ou decepcionados com algum caso amoroso que não deu certo.

Além do mais, o alto teor de gordura também alivia os sentimentos de insegurança, vazio e solidão, enquanto a textura cremosa aliviar quando você precisa de conforto e a crocante quando está irritada. Chocolate também estimula a produção de serotonina e promove sentimento de calma e bem estar.

Como combater esses desejos por comidas calóricas

– Praticar exercícios físicos de três a quatro vezes por semana e procurar realizar atividades relaxantes como uma boa caminhada, passeio no parque, uma sessão de massagem, ou qualquer outra atividade que proporcione prazer à pessoa;

-Tentar entender o seu desejo. Você está tentando aliviar um sentimento através da comida? Talvez seja melhor resolver seu problema emocional e não ficar descontando na alimentação;

– Discutir a relação. “Isso pode parecer piada, mas é uma dica muito importante. Quando a pessoa, principalmente a mulher, coloca para fora os assuntos que estão incomodando, irritando ou atrapalhando sua vida, automaticamente ela já se sente mais aliviada, mais compreendida e mais feliz, mesmo que a outra pessoa nem dê ouvidos a ela”, explica o endocrinologista Filippo Pedrinola.

29/02/2012 Posted by | Bem Estar, Saúde | Deixe um comentário

Grand Marnier

Ainda no século XIX, o licor conquistou importantes prêmios em feiras de bebidas de Chicago e Paris, o que lhe conferiu fama internacional. Na década de 10, apreciar o Grand Marnier depois de sofisticados jantares em transatlânticos era uma tradição, e os hotéis Ritz serviam a bebida em toda a refeição, fazendo com que o marcante sabor de laranja e conhaque fosse um dos preferidos em ambientes refinados. Servido puro, com gelo, tônica ou suco de laranja, o licor também é muito popular na gastronomia, sendo usado em sobremesas como o tradicional Crepe Suzette

O licor foi criado por Alexandre Marnier-Lapostolle em 1880 na comuna francesa de Neauphle-le-Château, região de Cognac. Percebendo o aumento da popularidade dos licores de frutas, especialmente entre as mulheres, ele fez diversas misturas inusitadas até chegar à receita do Marnier, que leva laranjas tropicais do Haiti (amargas e selvagens) e conhaques perfeitos. O novo licor foi chamado de Curaçao Marnier até que o amigo de Alexandre, César Ritz (fundador da rede de hotéis Ritz), sugeriu que mudassem o nome para Grand Marnier, “um grande nome para um grande licor”.

Sucesso instantâneo

Com sabor e aroma adocicados e delicados, o Grand Marnier foi um sucesso instantâneo já que as laranjas eram itens de luxo, guardadas para ocasiões especiais como celebrações em família e o Natal. Um licor feito da fruta atraiu a atenção da alta sociedade, e se tornou uma bebida obrigatória entre os bem-nascidos.

O método de produção do licor alaranjado ainda é o mesmo do século XIX. As cascas das laranjas haitianas são colocadas para macerar no álcool neutro, e depois passam por uma cuidadosa destilação, feita por mestres destiladores altamente qualificados. O resultado disso é misturado ao conhaque e ao xarope de açúcar, e depois colocado em tonéis de carvalho, onde passa por uma longa maturação até atingir a complexidade de sabor e o aroma delicioso e tropical.

O licor pode ser encontrado em mercearias e lojas de importados.

29/02/2012 Posted by | Bebidas | Deixe um comentário

Comer em excesso pode causar problemas de memória

Está mais do que comprovado que comer além da conta pode causar diversas complicações como obesidade, colesterol alto e problemas cardíacos. Agora, uma pesquisa comprova que exagerar na dieta aumenta os riscos de você sofrer com doenças como o Alzheimer no futuro.

O estudo foi desenvolvido Centro Monte Sinai de Alzheimer, em Nova York (EUA), e envolveu mais de 1.200 pessoas, com idades entre 70 e 89 anos. Os participantes responderam um questionário sobre os seus hábitos alimentares do ano anterior e foram divididos em três grupos: os que comeram entre 600 e 1.526 calorias por dia, os que ingeriram entre 1.526 e 2.143 calorias e aqueles que comeram entre 2.143 e 6.000 calorias por dia.

Após analisados os resultados, os pesquisadores descobriram que os idosos que ingeriram entre 2.100 e 6.000 calorias por dia eram duas vezes mais propensos a desenvolver problemas de memória, que podem evoluir para outras doenças, como Alzheimer. Os resultados também levaram em consideração outros fatores, como idade, sexo, escolaridade, histórico de acidente vascular cerebral e depressão.

Segundo os autores da análise, os resultados mostram que as pessoas com idades entre 70 e 80 anos não devem consumir mais do que 2.100 calorias por dia, pois assim evitam tanto os problemas de memória, como a obesidade, o diabetes e as complicações cardiovasculares

Siga seis rastros do Alzheimer antes que ele se revele

O Mal de Alzheimer é uma doença silenciosa, que se revela aos poucos. Porém, algumas condições, como fumo, obesidade, hipertensão e diabetes, contribuem para o aumento de lesões no cérebro que levam à perda de cognição, afirma o psiquiatra Cássio Bottino, do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.

As lesões, associadas às dificuldades de conexão entre os neurônios (efeito do aumento da proteína beta-amilóide), dão origem à maioria dos diagnósticos de Alzheimer atualmente. “A demência vascular, ou seja, os problemas que surgem devido ao mau funcionamento do coração já são elementos tão importantes quando o crescimento fora de controle da proteína na descoberta da doença”, afirma o neurologista e geneticista David Schlesinger, do Hospital Albert Einstein. A seguir, especialistas falam quais são os principais rastros do Alzheimer e dão dicas para você cuidar melhor da saúde.

Síndrome metabólica

A geriatra Yolanda Boechat, coordenadora do Centro de Referência em Atenção ao Idoso da UFF-RJ, explica que a síndrome metabólica é a associação de doenças como obesidade, hipertensão arterial, hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue), aumento dos níveis de triglicérides, diminuição dos níveis de colesterol “bom” HDL e aumento dos níveis de ácido úrico no sangue.

Em comum, todos esses males provocam um maior acúmulo de gordura no sangue, dificultando a circulação pelo corpo. Com isso, há um aumento de lesões microcardiopáticas, assim como a atrofia cerebral. O excesso de glicose no sangue, proveniente do diabetes, tem as mesmas consequências. Segundo a especialista, esses fatores, juntos, podem elevar a perda da memória em até 40%.

Hipertensão

Num quadro de hipertensão arterial, a intensidade com que o sangue circula acaba causando lesões nos vasos, inclusive nos do cérebro (mais sensíveis). “Danificados, eles acabam levando menos sangue, oxigenação e nutrientes para o cérebro”, afirma Cássio Bottino. O tecido cerebral é muito dependente da oxigenação do sangue e pode perder capacidade caso surjam falhas vasculares.

Tabagismo

Outro fator apontado na pesquisa é o tabagismo. “O cigarro acelera o processo de envelhecimento neurológico e a atrofia cerebral, o que agrava as chances de Alzheimer”, afirma Yolanda Boechat. Além disso, é possível que o risco aumente por causa de pequenos infartos cerebrovasculares que aumentam a morte de neurônios, provocados pelas toxinas presentes no cigarro.

Álcool

O consumo de mais de duas doses diárias de álcool, não importa a bebida, aumenta em quase 10% as chances de ter distúrbios neurológicos. Fora isso, o alcoolista crônico sofre com a perda de tecido cerebral, ou seja, o cérebro encolhe com o tempo e agravam-se problemas como esquecimento e perda da memória recente.

Sedentarismo

A atividade física banha o cérebro com endorfina, que é um hormônio antioxidante capaz de fazer uma faxina no cérebro e eliminar radicais livres, combatendo o envelhecimento das células “A prática regular de atividade física também contribui com a irrigação sanguínea das células neuronais, melhorando as conexões e o raciocínio”, afirma a médica Yolanda. Segundo pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Rush, de Chicago (EUA), idosos devem praticar de 2,5 a 5 horas semanais de atividades físicas.

Depressão

Por fim, os pesquisadores indicaram a depressão como agravante do Alzheimer. A dificuldade de relacionamento causada pela depressão prejudica a memória e a capacidade de comunicação, inibindo o funcionamento de partes do cérebro. “Se não for tratada, a depressão pode levar à falência da área cerebral responsável pela memória (hipocampo), incluindo a de fatos recentes.”

28/02/2012 Posted by | Saúde | Deixe um comentário

10 ferramentas para alavancar o seu potencial

Vivemos numa altura onde as oportunidades são inúmeras, a informação abunda e a competitividade é dilacerante. Neste misto de motivações para o sucesso, bem-estar e desenvolvimento pessoal, interpõem-se igualmente alguns obstáculos. Esses obstáculos podem ser impostos pela própria vida, assim como gerados por nós mesmos através de expetativas elevadas que se comprovam na forma de fracasso, ou por incapacidade de lidarmos eficazmente com as mudanças repentinas e sucessivos desafios.

Na gestão da nossa vida, por vezes o excesso de pensamento e preocupação é um dos maiores entraves à expansão do nosso potencial. Agregado a algumas formas negativas de pensamento, seguem-se atitudes que nos afastam do caminho das soluções para os nossos problemas. Os nossos erros de pensamento, dia após dia podem ir abafando a nossa criatividade, esperança e formas assertivas de olhar o mundo.

Vamos refletir sobre algumas dicas que podem ajudá-lo a mudar sua vida para melhor:

01. LEMBRE-SE DOS DONS COM QUE VOCÊ NASCEU

Quando paramos para pensar acerca das coisas que ainda temos e somos capazes de fazer em vez de nos preocuparmos com o que não temos ou não estamos recebendo, isto muda a nossa perspectiva para melhor. Tomamos consciência que possuímos uma capacidade inata para aprender, para resolver problemas, para arranjarmos soluções quando tudo parece estar perdido. Que temos capacidade para procurar ajuda, para procurar informação, para nos motivarmos. Somos nós os atores da nossa vida, somos aquele que tem capacidade para pensar, para fazer, para criar e executar aquilo que pensamos poder ajudar-nos e servir-nos. Quando percebemos que temos em nós os recursos que nos permitem chegar onde pretendemos, deixamos de olhar para nós mesmo como vítimas, ou com auto-piedade. Recusamo-nos a olhar para nós como coitados, como miseráveis, ou com má sorte.

02. COMECE O SEU DIA NA NOITE ANTERIOR

À primeira vista pode parecer um cliché. Mas na verdade este pequeno exercício é suportado pela forma ótima como todos nós funcionamos. Quando fazemos uma revisão de como correu o nosso dia e o que ocorreu, permite-nos aferir algumas dessas coisas, e intencionalmente (de forma imaginada) fazer pequenos ajustes, consolidar aprendizagens, preparar as próximas ações e a forma como pretendemos agir e pensar acerca dos assuntos futuros. As pessoas mais bem sucedidas que eu conheço acabam o seu dia de trabalho fazendo uma lista do que têm e pretendem fazer no dia seguinte ou nos próximos. Isso permite intencionalmente enviar informação para o subconsciente de forma a que se estabeleça uma ponte que permita um alinhamento de todo o nosso ser, no sentido de colocarmos todos os nossos recursos ao serviço do que pretendemos.

03. ESTEJA PRONTO PARA CRESCER E DESENVOLVER-SE

Os adultos têm a capacidade de aprender a adiar a gratificação, planificar, antever, idealizar e projetar-se no futuro, mas também temos uma escolha a respeito de como nos comportarmos quando as coisas não seguem o caminho pretendido. Se você se relembrar do primeiro ponto (lembre-se dos dons com que você nasceu), percebe que tem sempre a possibilidade de seguir em frente, que tem sempre a oportunidade de aprender novas formas de lidar com situações antigas e igualmente perspectivar e criar formas de lidar com os novos desafios, obstáculos ou infortúnios.

04. FLEXIBILIZE A SUA ATITUDE

Solte a sua atitude. Se você acha que o mundo é injusto e está em dívida consigo, é importante reavaliar a sua posição e a sua ideia acerca disso. É bem possível que, sentindo-se nesse direito, você esteja afastando-se das coisas e das pessoas que você gosta. Uma atitude de indignação que perdure no tempo induz à resignação, ao abatimento, à controvérsia ou ao miserabilismo. Ainda que todos nós possamos passar por esses momentos, cristalizar-se neles nunca é benéfico. Flexibilize a sua atitude, se a que está a ter relativamente aos acontecimentos da sua vida exacerba ainda mais a sua dor, tristeza e desesperança, mude. Experimente outra abordagem, perceba o que pode fazer para se fortalecer e encarar a vida por uma perspectiva mais construtiva e positiva.

05. NÃO IGNORE AS SUAS EMOÇÕES

Não ignore suas emoções, mas lembre-se que os sentimentos não são os fatos. As emoções precisam ser honrados,  no entanto não têm de ser justificadas. Só porque você tem um determinado sentimento não significa que você está certo, e que forçosamente tenha de orientar-se por ele. Nós estamos sempre a fazer interpretações acerca do que se passas à nossa volta, e aquilo que interpretamos gera uma determinada emoção e/ou sentimento, mas que nem sempre traduz a realidade das situações ou dos acontecimentos. Escute as suas emoções, mas faça-as passar pelo filtro da sua consciência, avaliando-as e percebendo o que fazer com aquilo que elas lhe transmitem.

06. CUIDADO COM O PENSAMENTO NEGATIVO

Às vezes entramos em ciclos de feedback negativo sem termos consciência disso. Se os pensamentos incapacitantes e impotentes, sem esperança continuarem a aparecer na sua mente, não desespere. Saiba que é possível fazer algo acerca do que se está a passar na sua mente, é possível mudar pensamentos negativos para pensamentos positivos. Não tem necessariamente de segui-los ou confundir-se com eles. Os pensamentos negativos são apensas eventos que acontecem na sua mente e não fatos concretos ou os próprios acontecimentos.

07. ESTABELEÇA E MANTENHA UMA ROTINA SAUDÁVEL

Nós somos criaturas de hábitos, e os hábitos saudáveis, como fazer exercício regular, faz-nos sentir melhor. Manter bons hábitos também nos ajuda a sentir que temos algum controle sobre as nossas vidas. Mas para  que consiga retirar benefícios tem de fazê-lo, tem de praticar.

08. ABANDONE OS SEUS RESSENTIMENTOS

Todos temos ressentimentos. Sejam direcionados para os nossos pais, parceiros ou colegas, os ressentimentos ocupam muito tempo na nossa mente, impedindo-nos de funcionarmos  adequadamente. Ao optar por deixá-los, você irá tornar sua vida muito mais leve. Se analisar bem, os ressentimentos perturbam apenas as pessoas que os criam, que os sentem e que se deixam afetar por eles, e não as pessoas que são alvo desses ressentimentos.  A parte mais difícil é tomar a decisão de deixar ir embora os seus ressentimentos. Utilizo a ideia de “deixar ir”, porque trata-se disso mesmo, se cada vez que esse pensamento ou imagem de ressentimento lhe surgir na mente, se não focar a sua atenção nele, se não o alimentar através do foco na recordação do acontecimento, ele acaba por desaparecer.

09. PERCEBA AQUILO QUE QUER SER, E APRENDA A RESPEITAR-SE

Todos nós fingimos ser o que não somos de tempos em tempos e, de vez em quando, isso pode ser uma coisa boa, mas se isso comprometer os seus valores pessoais, tome cuidado.  Esforce-se para colocar em prática aquilo que valoriza, que você admira em si mesmo e que gostava de ver melhorado. A melhoria é sempre possível, neste caso específico o não ser-se capaz é uma ilusão.  Respeite-se por aquilo que você é ou pretende vir a ser.

10. DESFRUTE UM POUCO A CADA DIA

Você não pode  estar sempre no êxtase. Com essa realidade em mente, tente olhar para os pequenos momentos de satisfação e bem-estar que acontecem o tempo todo, mas que muitas vezes não conseguimos reconhecer. Tente estar alerta para algumas das coisas boas com que se depara todos os dias, e você vai mudar sua vida.

Mudar a vida para melhor trata-se de uma sucessão de pensamentos, sentimentos, atitudes e comportamentos que escolhemos em consciência, dando um passo de cada vez, caminhando orientado e intencionalmente para onde queremos  caminhar.

27/02/2012 Posted by | Motivação, Reflexões | Deixe um comentário

Victor Hugo

Nesta data, em 1802, nascia em Besançon (França) Victor-Marie Hugo.

Victor Hugo foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país. É autor de Les Misérables e de Notre-Dame de Paris, entre diversas outras obras.

Como muitos escritores de sua geração, Victor Hugo foi profundamente influenciado por François-René de Chateaubriand, famosa figura da escola romântica e figura proeminente da literatura francesa do começo do século XIX. Quando jovem, Hugo afirmou que seria “Chateaubriand ou nada”, e sua vida teria muitas semelhanças com a de seu predecessor. Como Chateaubriand, Hugo daria força ao Romantismo, envolver-se-ia com política como defensor da causa republicana e seria forçado ao exílio devido à suas opções políticas. A eloquência e a paixão precoce das primeiras obras de Victor Hugo trouxeram-lhe sucesso e fama quando ainda jovem. Sua primeira coletânea de poesia (Odes et Poésies Diverses) foi publicada em 1822, quando Hugo tinha apenas vinte anos de idade, e lhe rendeu uma pensão real de Luís XVIII. Embora os poemas fossem admirados por seu ardor e sua fluência espontâneos, foi sua próxima coletânea (Odes et Ballades), publicada em 1826, que revelaram Hugo como grande poeta.

A primeira obra madura de ficção do autor francês apareceu em 1829, e refletia a aguda consciência social que permearia sua obra posterior. Le Dernier jour d’un condamné(O último dia de um condenado) teria profunda influência sobre autores posteriores como Albert Camus, Charles Dickens e Fiódor Dostoiévski. Claude Gueux (1834), uma estória documental sobre a execução de um assassino francês, foi considerada mais tarde pelo próprio autor como precursora de sua maior obra sobre a injustiça social (Os Miseráveis). Seu primeiro romance a ser enormemente reconhecido foi ”O Corcunda de Notre-Dame”, publicado em 1831 e logo traduzido para diversos idiomas através da Europa. Um dos efeitos dessa obra foi levar a cidade de Paris a restaurar a bastante negligenciada Catedral de Notre-Dame, a qual estava atraindo milhares de turistas que haviam lido a novela. O livro também renovou o apreço por construções pré-renascentistas, as quais passaram a ser mais cuidadosamente preservadas.

Victor Hugo começou a planejar um grande romance sobre miséria e injustiça social no começo da década de 30, mas a obra só seria publicada em 1862. O escritor estava consciente da qualidade do livro. A editora belga Lacroix and Verboeckhoven realizou uma campanha de publicidade incomum para a época, emitindo notas à imprensa sobre o trabalho até seis meses antes do lançamento. Ademais, publicou inicialmente apenas a primeira parte da novela (Fantine), lançada simultaneamente em grandes cidades. Estoques inteiros do livro foram vendidos em dias, e a obra teve grande impacto sobre a sociedade francesa. A crítica francesa foi, em geral, hostil ao romance. Barbey d’Aurevikky reclamou da vulgaridade da obra; Flaubert achou que o livro não era “nem verdadeiro nem genial”; Baudelaire – apesar de críticas positivas em jornais – chamou a obra de “sem graça e inepta”. Os Miseráveis, no entanto, mostraram-se populares junto às massas, e logo os temas abordados estavam em destaque na Assembléia Nacional da França. Hoje a novela permanece como sua obra mais popular, tendo sido adaptada para o cinema, a televisão, o teatro e para musicais.

Frases de Victor Hugo:

“A medida do amor é amar sem medida”.

“Vós, que sofreis, porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele”

“Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos”

“Ser bom é fácil. O difícil é ser justo”

“É inútil obter por piedade aquilo que desejamos por amor”.

“A suprema felicidade da vida é ter a convicção de que somos amados”

“O futuro tem muitos nomes. Para os fracos é o inalcançável, para os temerosos, o desconhecido, para os valentes é a oportunidade”.

“Sede como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas”.

“Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã”.

“A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace”.

“As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade”.

“Os infelizes são ingratos; isso faz parte da infelicidade deles”.

“A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero”.

“A vida é um campo de urtigas onde a única rosa é o amor”.

“Do atrito de duas pedras chispam faíscas; das faíscas vem o fogo; do fogo brota a luz”.

“Comer é uma necessidade do estômago; beber é uma necessidade da alma”.

“O tempo não só cura, mas também reconcilia”.

“É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve”.

“Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a ação é indispensável”.

“Fazes-me falta, estou ausente de mim própria”.

26/02/2012 Posted by | Cultura, Lembranças do Dia | Deixe um comentário

George Harrison

Nesta data, em 1943, nasceu em Liverpool, George Harrison.

George Harrison foi um artista inglês, cuja carreira abrangeu diversas áreas. Guitarrista, cantor, compositor, ator e produtor de cinema, Harrison atingiu fama internacional como guitarrista dos Beatles. Por vezes referido como “o Beatle quieto”, Harrison, com o passar do tempo, tornou-se um admirador do misticismo indiano, introduzindo-o aos Beatles, assim como aos seus fãs do Ocidente. Após a dissolução da banda, ele teve uma bem-sucedida carreira solo; posteriormente, também obteve sucesso como membro do Traveling Wilburys e como produtor de cinema e musical. Harrison ocupa a 11ª posição da lista “Os 100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos”, da revista Rolling Stone.

Ainda que a maioria das músicas dos Beatles tenham sido compostas por Lennon e McCartney, os álbuns do grupo, a partir de With the Beatles (1963), geralmente incluíam uma ou duas músicas de autoria de Harrison. Suas últimas composições com o grupo incluíram “Here Comes the Sun”, “Something” e “While My Guitar Gently Weeps”. À época do fim da banda, Harrison havia acumulado uma grande quantidade de material, lançado em seu aclamado álbum triplo All Things Must Pass, de 1970, do qual saíria o single “My Sweet Lord”. Em complemento à sua carreira solo, Harrison co-escreveu, junto de Ringo Starr, duas músicas de sucesso, assim como músicas para os Traveling Wilburys — o supergrupo formado por ele, Bob Dylan, Tom Petty, Jeff Lynne e Roy Orbison, em 1988.

Harrison se envolveu com a cultura indiana e o hinduísmo no meio dos anos 60, ajudando a expandir e disseminar, pelo Ocidente, instrumentos como o sitar e o movimento Hare Krishna. Juntamente de Ravi Shankar, ele organizou um grande evento de caridade em 1971, o Concerto para Bangladesh.

Além de musicista, Harrison também foi um produtor musical e co-fundador da HandMade Films. Em seu trabalho como produtor de cinema, ele colaborou com artistas como Monty Phyton e Madonna.

Casou-se duas vezes, com a modelo Pattie Boyd, de 1966 a 1974, e por 23 anos com Olivia Trinidad Arias, com quem teve um filho, Dhani Harrison. Era amigo íntimo de Eric Clapton. É o único Beatle a ter publicado uma autobiografia, I Me Mine, em 1980. Harrison morreu de câncer de pulmão, em 2001.

Something: http://youtu.be/VogqN6QLxZ0

25/02/2012 Posted by | Lembranças do Dia | Deixe um comentário

Elas falam o que as fazem “amarelar” na hora H

“Acho melhor deixarmos para outro dia”. Esta frase pode ser o pesadelo de um homem, principalmente se dita quando ele e a parceira já estão praticamente nus. A princípio, ele pode pensar que ela está querendo fazer charme, mas vale desconfiar de que algo errado aconteceu para fazer a mulher amarelar na hora H. Um dos itens a conferir é o hálito, já que o “bafo” foi escolhido pelas mulheres entrevistadas em uma recente pesquisa como principal motivo para desistir de ir para cama com o parceiro.

Não mais importante do que a camisinha, mas essencial para que role algo a mais com a parceira, é lembrar de levar escova de dente. “Ter bafo e mau cheiro me fariam amarelar”, disse a educadora física Jaqueline Castania. “Mau cheiro não dá. Não consigo nem beijar uma pessoa se o cheiro dela estiver me incomodando”, reforçou a publicitária Denise Aya. A publicitária Alessandra Ferreira concordou com as duas entrevistadas anteriores e afirmou que a falta de higiene a faria desistir de passar a noite com o parceiro.

A dica vale para os namorados e maridos que não querem ouvir que suas parceiras estão com “dor de cabeça”. Talvez o remédio não seja uma aspirina, mas uma boa higienização na boca. O mesmo vale para o corpo: “ele não pode chegar todo suado do futebol com os amigos”, disse Denise. “Seja namorado, um rolinho ou um cara que você acabou de conhecer, ele deve estar cheiroso”, completou.

Outro ponto levantado pelas mulheres é a troca de nomes. Por mais que seja o primeiro encontro, chamar a parceira pelo nome errado anula qualquer chance de terminar a noite entre quatro paredes, garantiu Jaqueline. “Trocar meu nome é algo que não passa despercebido e me faz brochar bastante”, disse Alessandra. Falar de outras mulheres contando vantagens também é um problema, segundo Denise. “Prefiro que ele seja divertido, engraçado, carinhoso a ficar ouvindo palavras baixas”, acrescentou ela.

O que não fazer:

O sexo pode ser o objetivo, mas não precisa deixar explícito isso. Segundo as entrevistadas, o homem que só fala no assunto durante o encontro transparece ser desesperado e obcecado por sexo. Não é que a constatação seja falsa, mas provavelmente este indivíduo vai terminar a noite chupando o dedo. “Ficar insistindo é chato demais”, afirmou Jaqueline. “Forçar a barra pode ser entendido como “o cara só quer fazer isso, só pensa nisso e está desesperado'”, segundo Denise.

A figurinista Daniela Porto alertou que o parceiro não pode dar a entender que tem outra mulher. “Se ele insinua que você é só mais uma das tantas mulheres com quem ele está saindo faz com que eu queria, de propósito, não fazer nada só pra provar o contrário ou não dar este gostinho a este ‘babaca'”, alertou a publicitária Denise Aya. “Falar que mora com os pais e que a gente vai passar a noite na casa deles também já me faz fugir rapidinho”, completou.

O papo que precede o sexo pode ser mais apimentado, mas segundo as entrevistadas, besteiras demais afastam as mulheres. “Propostas malucas do tipo ‘faça xixi em mim’ me fazem desistir na hora”, exemplificou Alessandra. No encontro, vale apreciar um drinque, mas é preciso tomar cuidado para não ficar muito bêbado, perder o foco e a noite de prazer.

Para ela não fugir:

“Nem sempre precisa de um jantar ou cinema antes, basta a conversa estar boa e a sedução também”, disse Denise. Uma coisa que não pode faltar é a “pegada” durante o amasso, lembrou. O homem que não tem, pode usar as palavras como estratégia. Denise aconselha elogiar a parceira, sem exagerar. “Eles podem ser falados baixinho no ouvido, criando todo aquele clima e deixando arrepiada”, sugeriu.

“Todas as atitudes que envolvam carinho, sedução e tesão são válidas”, disse a figurinista Daniela Porto. Para convencer a mulher a passar a noite com ele, o homem não pode ser óbvio e deve ser gentil, acrescentou a figurinista. A preparação para a “grande noite” pode começar antes do encontro. Para Alessandra, os papos, conversas ao telefone, mensagens instantâneas podem encher a mulher de desejo. “Isso seduz ainda mais”, disse ela.

24/02/2012 Posted by | Comportamento, Sexo | Deixe um comentário

La Cocotte Bistrot

Ambiente de bistrô despretensioso, um menu repletos de clássicos franceses com toques brasileiros e as charmosas panelinhas cocottes são alguns dos destaques da nova casa de Juscelino Pereira e Fred Frank

Em um endereço privilegiado nos Jardins, em São Paulo, está o bistrô La Cocotte, nova casa de Juscelino Pereira (do Piselli e do Maremonti) em parceria com o chef Fred Frank e Pedro Sant’Anna. O lugar foi inspirado nas panelinhas francesas cocottes, onde são servidos a maioria dos pratos, que conferem uma informalidade despretensiosa à culinária francesa.

Menu à la française

Quem comanda a cozinha é o sócio Fred Frank, que já trabalhou com Emmanuel Bassoleil, Claude Troisgros e passou 10 anos estudando a gastronomia francesa. No cardápio estão clássicos como mexilhões à marinière, carré de cordeiro, galinha caipira orgânica servida com polenta e morilles, escalope de foie gras com salada e molho de uva, rã com cerefólio, linguado na manteiga noisette e o clássico boeuf bourguignon.

Para quem busca gastronomia contemporânea, a casa também oferece pratos autorais como ravioli de ratatouille ao queijo de cabra e coxa de pato confit sobre risotto de baunilha e menta. As sobremesas? Vá de macarons ou de creme brûlée.

Estilo bistrô

Bistrôt vem do russo bystro (быстро), “rápido!”. Entrou no francês durante a ocupação de Paris pelos russos em 1815. Conta-se que os impacientes cossacos diziam “bystro! bystro!” para serem prontamente servidos nas tabernas. Os franceses adotaram o termo que virou sinônimo de restaurante popular de comida rápida, caseira, sem frescura, de bom preço. La Cocotte foi decorado por Nando Marmo à maneira dos clássicos bistrôs parisienses. Piso e móveis de madeira envelhecida, toalhas de linho, uma coleção de cartazes retrô e papel de parede dividem o espaço com um jardim vertical ao fundo desse simpático bistrô que aterrissou na Ministro.

La Cocotte Bistrot

Al. Ministro Rocha Azevedo, 1.153

Jardins – São Paulo

Tel.: (11) 3081-0568

Horário: de segunda a quarta, das 12h às 16h e das 19h às 0h; as quintas e sextas, das 12h às 16h e das 19h à 1h; e, aos sábados, das 12h à 1h. Fecha aos domingos

24/02/2012 Posted by | Gastronomia | Deixe um comentário

Os 25 melhores charutos de 2011

Cigar Aficionado, maior portal para apreciadores da arte de fumar, divulgou a aguardada lista dos 25 melhores charutos de 2011. Durante o ano, cerca de 700 produtos foram testados dos quais 60 passaram por uma reavaliação. Os que conseguiram se posicionar tiveram sua excelência e qualidade comprovadas pelo coordenador de degustação do Cigar Aficionado, que não teve o nome divulgado. Prime Life listou aqui a classificação:

As marcas eleitas de 2011 do portal Cigar Aficionado são:

Número 1

Alec Bradley Prensado Churchill, 6 anos de envelhecimento do tabaco

Sinônimo de inovação desde que foi criada, a marca Alec Bradley é desde 2009, a pioneira na produção do Prensado. As folhas de tabaco desse tipo de charuto são oriundas exclusivamente da América Central. O Prensado Churchill é produzido na fábrica Raices Cubanas, situada na cidade hondurenha de Danlí. Seu sabor é incomparável. O tabaco de Honduras e da Nicarágua unem-se para formar um fumo com notas de chocolate e especiarias, que culminam em um final de grande exuberância!

www.alecbradley.com

Número 2

La Aroma de Cuba Mi Amor Belicoso, 2 anos de envelhecimento do tabaco

O La Aroma surgiu elevando o status da Ashton Distributors Inc., já que era a primeira marca da Filadélfia a utilizar folhas de tabaco mexicanas para envolver seus charutos. Produzido pela My Father Cigars, da família cubana Garcia, o Belicoso combina de forma sublime o tabaco da Nicarágua com o do México. Essa união forma uma fumaça rica e encorpada. O componente amadeirado é o diferencial deste charuto, que ainda conta com notas adocicadas de amêndoa e nozes. Delicioso e consistente!

www.ashtoncigar.com/La-Aroma-de-Cuba-Main.jsp

Número 3

Illusione Epernay Le Taureau, 3 anos de envelhecimento do tabaco

Fabricado sem o ligero, a variedade mais forte de tabaco, o Illusione é caracterizado mais por sua elegância do que pela força. No caso, o gênero Epernay foi desenvolvido com propriedades mais leves e adocicadas do que o Illusione original; seu nome deriva da cidade de Epernay, localizada no coração da França. A marca nicaraguense fabrica charutos soberbos desde 1985, e é a terceira vez que ela integra a lista dos 25 melhores charutos do Cigar Aficionado.

www.illusionecigars.com

Confira abaixo o restante da lista do Cigar Aficionado:

4. Partagás Serie P, nº 2

5. Padrón 1964 Anniversary Series Exclusivo Maduro

6. Rocky Patel Fifteenth Anniversary Torpedo

7. Cabaiguan Guapo

8. Punch Double Corona

9. Warlock Robusto

10. Casa Magna Colorado Diadema

11. Arturo Fuente Rosado Sungrown Magnum R, vitola “fifty-four”

12. Casa Fernandez Miami Toro

13. Ashton Estate Sun Grown 22-year Salute

14. E.P. Carrillo Golosos

15. Hoyo de Monterrey Double Corona

16. Aging Room Small Batch M356 Presto

17. Winston Churchill Chartwell

18. La Gloria Cubana Rabito de Cochino

19. Dunhill Signed Range Toro

20. La Reloba Selección Sumatra Torpedo

21. H. Upmann, nº 2

22. Oliva Serie V Liga Especial Double Robusto

23. La Flor Dominicana Air Bender Matatan

24. Camacho Corojo Torpedo

25. Diamond Crown Julius Caeser Pyramid

www.cigaraficionado.com

24/02/2012 Posted by | Tabaco | Deixe um comentário

A ansiedade das escolhas

“OK, então vamos esperar por sua escolha até amanhã de manhã. Pense bem antes de decidir.”

A frase soou como uma ameaça. Eu tinha que decidir e não podia negar essa responsabilidade, já que corria o risco de perder tudo. Mas a escolha não era simples, pois, no fundo eu queria os dois. Um representava a liberdade, a aventura, a alegria de viver. O outro significava a sabedoria, o conhecimento, o futuro. Como escolher entre dois conjuntos de valores tão importantes? Como optar por um e abrir mão do outro que eu também queria tanto? Por que o destino estava fazendo isso comigo? Ó mundo cruel…

Mas não teve jeito, pois eu sabia que, se demorasse para decidir, ou não mostrasse firmeza em minha conclusão, não seria considerado maduro o suficiente para merecer nenhum dos dois. Acabaria tendo que me contentar com algum prêmio de consolação, e isso seria a pior coisa que poderia me acontecer naquela fase da vida. Então, armado de uma convicção artificial, comuniquei minha decisão:

– Então está bem, fico com a bicicleta! – e abri mão da enciclopédia.

Estávamos em véspera de Natal e eu tinha 11 anos. O que aconteceu naquela oportunidade foi uma espécie de iniciação à vida, que nada mais é que uma sucessão de escolhas. Parece que a única escolha que não fizemos foi a de nascer, porque daí para a frente, passada a primeira infância, começa nossa preparação para sermos responsáveis. Tem início o desenvolvimento de algo chamado “consciência”, que, em última análise, é a autonomia para cuidar do destino, escolhendo os caminhos da vida. Amadurecer, descobri, é assumir a responsabilidade por suas escolhas.

Eu queria muito aquela bicicleta. Qual é o garoto que não quer? Desejava sair por aí, com os colegas ou mesmo sozinho, deslocando-me com rapidez, sentindo o vento, conhecendo outros bairros da cidade. Mas também estava de olho na tal enciclopédia, que, para mim, era uma espécie de passaporte para o conhecimento. Com a bicicleta, poderia passear pela cidade – pensava -, e com a enciclopédia, poderia viajar pelo mundo.

Prevaleceu a liberdade do vento, não a das letras, como seria de esperar de alguém que mal encerrava a primeira década de vida. E aquela bicicleta me deu muita alegria, acredite. Nunca me arrependi da escolha, até porque mais tarde, em outro Natal, a enciclopédia veio, ainda que não tenha vindo o aparelho de som – outra escolha/troca.

A tirania do “ou”

Um dos personagens mais explorados pela literatura alemã é o de um homem que fez uma escolha perigosa: Fausto. Ele foi inspirado em uma pessoa real, o médico Johannes Georg Faust, que viveu entre 1480 e 1540 e que era também estudioso de alquimia e magia. Sempre insatisfeito com o conhecimento disponível, ansioso por saber mais, acabou por dar origem a Fausto, que teve inúmeras interpretações na literatura germânica, sendo que a que predomina é a do mais importante escritor alemão, Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832).

A primeira parte da versão de Goethe foi publicada em 1806 e conta que Fausto, querendo superar os conhecimentos disponíveis na época, ambicioso pelo saber, acabou fazendo um pacto com um demônio, Mefistófeles. Durante 24 anos ele não envelheceria, experimentaria todos os prazeres e teria acesso a conhecimentos novos. Tudo isso em troca de sua alma, que passaria a ser posse do maléfico pela eternidade.
Fausto aceita, pois seu desejo de saber é superior a tudo. O que ele não contava é que se apaixonaria por Margarida e, ao se ver perto de seu prazo, vê-se também obrigado a abandoná-la. O mito faustico, em todas as versões, joga com a ideia da perda como subproduto da escolha. E essa perda pode ser desesperante, como no caso do personagem, ou pode ser, em sua versão mais humana, no mínimo, a causa de grandes ansiedades.

A ansiedade é, sim, um dos males da modernidade. Não há pessoa que não relate que é acometida, eventualmente, por uma “crise de ansiedade”, caracterizada pela sensação de dúvida, incerteza, desconforto. A pessoa ansiosa gostaria de não estar onde está, ou pelo menos gostaria de não estar vivendo a situação que lhe causa ansiedade – mas, por outro lado, sabe que não tem como evitar. Todos somos ansiosos, em graus maiores ou menores.

E a causa mais comum de geração de ansiedade atualmente é, como vimos, a necessidade de fazermos escolhas. Sim, pois a cada escolha você tem que sofrer com as renúncias que ela acarreta. Essa é a tragédia da escolha. O imperativo do “ou”. Ou isto ou aquilo, os dois não dá, explica a vida – e a gente aceita com resignação.

Escolher é trocar

A língua inglesa tem uma expressão que define bem a ansiedade da escolha: trade-off. Sem tradução literal, trade-off significa escolha, mas também quer dizer troca. Em síntese, escolher significa trocar uma coisa por outra. Ao escolher a bicicleta, abri mão da enciclopédia. Foi uma troca e, convenhamos, a melhor que podia ter feito naquela ocasião. No ano seguinte, troquei um aparelho de som novinho pela coleção de livros que esperei por um ano. E por aí vai.

Trade-off é uma expressão muito usada nas empresas, e faz parte do planejamento estratégico. Os empresários e executivos sabem que sempre há um preço a pagar. Por resultados, terão que fazer investimentos. Se buscarem inovação, terão que admitir alguns erros. Se optarem por economizar, terão que reduzir os investimentos. Na economia do país, se a opção for pelo controle da inflação, sabe-se que a taxa de crescimento será menor. “Não há almoço grátis”, dizem os economistas. Trata-se de um postulado da economia que lança mão da obviedade que não dá para, ao mesmo tempo, comer a refeição e ficar com o dinheiro.

Um dos melhores exemplos de trade-off estratégico é encontrado não na economia, mas no jogo de xadrez – e, nesse caso, pode receber o nome de gambito, que não é, portanto, apenas o codinome das pernas finas.

Nesse jogo, gambito é o sacrifício de uma peça em troca de alguma vantagem, que pode ser outra peça ou espaço, desguarnecimento do adversário, linhas diagonais ou simplesmente tempo. O outro jogador pode aceitar ou refutar a oferta, pois sabe que há uma intenção por trás, uma espécie de jogada oculta. O Gambito do Rei é uma jogada em que o jogador de peças brancas oferece um peão logo no início do jogo e, aparentemente, desprotege o rei, mas, na prática, obtém uma liberdade de ações bem maior a partir disso, ganhando o domínio que vem da iniciativa. Tanto essa jogada quanto o Gambito da Dama são estratégias de quem sabe jogar e não de iniciantes sem técnica nem equilíbrio emocional.

Na vida também é assim, mas é claro que há variações importantes. Todos os dias fazemos escolhas soft, cujos enganos não provocarão maiores consequências. Se você errar no prato no restaurante ou no filme na locadora, ou se escolher uma roupa leve num dia em que faz frio, tudo bem, a encrenca não é tão grande assim. O complicado é errar nas escolhas hard, como a profissão, os investimentos ou a pessoa com quem se casar e compartilhar a vida. Felizmente, fazemos mais escolhas soft do que hard neste passeio pela vida.

A possibilidade do “e”

Mas nem tudo está perdido. Disse Einstein que nós não podemos resolver um problema usando o mesmo estado mental que o criou. É necessário buscar novas possibilidades, aceitar a existência de caminhos não vistos no primeiro olhar. E, nessa busca, sempre podemos contar com a possibilidade do “e” em vez do “ou”. A inclusão como alternativa à exclusão.

Nem sempre dá, mas não podemos descartar essa possibilidade, e até contar com ela. Aliás, há situações em que essa é a única saída. Voltando a falar dos economistas e dos pensadores no futuro da sociedade humana, há um tema que gera muita polêmica. Trata-se da disputa entre crescimento da economia e a sustentabilidade do planeta.

Os que pregam o crescimento econômico são acusados pelos ambientalistas de não se preocuparem com a sustentabilidade do planeta, e estes são chamados por aqueles de patrocinadores do atraso. Durma-se com um barulho desses. Felizmente existem cérebros atuantes, cientistas, estadistas, pensadores que afirmam ser possível promover desenvolvimento protegendo a natureza. Desenvolvimento com sustentabilidade. Geração de riqueza e preservação do meio ambiente.

Para isso, claro, temos que falar de coisas novas, como reflorestamento, reciclagem, eficiência, novos materiais, pesquisa pura e aplicada, consumo consciente. Novos modelos mentais. Como se vê, fazer a opção pelo “e” requer investimento, tempo e inteligência. É mais fácil escolher um, ignorar o outro e tentar dormir tranquilo.

A inclusão é a solução ideal, quando possível. Senão, é necessário escolher e arcar com todas as consequências que fazem parte do pacote. O direito de escolher é atributo do mundo livre, o que é muito bom, claro. Nos países totalitários, em que ditadores comandam tudo com mão de ferro, a população não tem que fazer muitas escolhas, porque o estado faz por elas.

Viver com liberdade aumenta a responsabilidade e a ansiedade, mas viver sem ela aumenta o sentimento de impotência e o resultado pode ser a tristeza e a depressão. Sinceramente, se esse é o preço, fico com a ansiedade. E viva a liberdade de escolha.

23/02/2012 Posted by | Reflexões | Deixe um comentário