PrimeLife (Ano VI)

Viva Bem, Viva Mais, Viva com Estilo

Argentina: As uvas que você não conhece

vinhos 14Pensa que Malbec é a única uva da Argentina? É aí que se engana! Descubra as principais variedades do país.

Bonarda? Pinot Noir? Torrontés?! São elas, as uvas!

Para quem pensa que a Malbec é a única cultivada por lá, saiba que variedade é o que não falta para os vinhos argentinos.

Agora, o passo que falta é descobri-las.

Malbec:

A mais argentina das uvas, mas não a única

Se tem uma uva que é a cara da Argentina, é a Malbec. Quanto a sua importância à vitivinicultura nacional, não há dúvidas… O mundo quer Malbec, de preferência argentino (aliás, estes em nada se parecem com os de Cahors, na França, onde a variedade nasceu, ou em qualquer outro lugar que é cultivada).

De acordo com o Instituto Nacional de Vitivinicultura da Argentina, em 2012, 18% dos 221 mil hectares de vinhos da Argentina correspondiam a vinhedos da Malbec, nada mais nada menos que 33 mil hectares.

Ah, e a principal região para seu cultivo é, por certo, Mendoza. De lá, saem os mais encorpados e tânicos do país, com caráter frutado e de especiarias. Frutas pretas, como amoras e ameixas, além de cravo-da-índia e pimenta. Os melhores têm alto potencial de guarda, algo que seus taninos não deixam mentir.

Depois de Mendoza, pode ir para San Juan, segunda maior região, e La Rioja. Para provar outros estilos, é na Patagônia que vai encontrar um Malbec mais sóbrio, equilibrado e rústico (pensou em Velho Mundo?).

Mas não para por aí. Falando nos tintos tranquilos, é possível encontrar Malbecs dos mais frescos e jovens até os envelhecidos em madeira, mais encorpados. Isso sem falar nos rosés, espumantes e licorosos, até Malbec branco já provamos aqui!

Bonarda:

Quantas vezes já ouviu falar na Bonarda ou se deparou com um rótulo que estampasse esse nome numa prateleira de mercado? Não nos surpreenderia ouvir “nenhuma” como resposta. Porém, ela é a segunda uva tinta mais cultivada de toda a Argentina.

Cabernet Sauvignon:

A rainha das uvas é a terceira tinta de maior importância da Argentina. Ela está em praticamente todo o país, mudando de caráter conforme a região.

Melhor se adaptou a San Juan, mais especificamente no Vale de Tulum, onde recebe forte insolação. Nas regiões mais frias de Mendoza, como o Vale do Uco, desenvolve melhor estrutura, que se ainda maior quando estagia em madeira.

Muitos reconhecem notas de tabaco, couro e especiarias nos varietais do país, mas isso se deve à passagem por carvalho.

Syrah:

Desde que começou a ser implantada na Argentina, a Syrah foi muito utilizada em cortes, entretanto, foi na última década que passou a ganhar maior atenção dos produtores. Hoje, produz varietais leves, frescos e de longa persistência.

Melhor se adaptou a San Juan, mais especificamente no Vale de Tulum, onde recebe forte insolação. Nas regiões mais frias de Mendoza, como o Vale do Uco, desenvolve melhor estrutura, e que tornam-se ainda maiores quando estagiam em madeira.

Via de regra, Syrahs argentinos tem coloração intensa e forte marca registrada das frutas escuras. Quando jovens, podem apresentar delicados aromas florais e depois de passagem por carvalho, notas de especiarias e animais.

Merlot

Recentemente implantada na Argentina, a Merlot é uva que começa a ter seu potencial explorado pelos produtores do país. Com preferência aos locais altos e frescos, ganha notoriedade no Vale do Uco ou na Patagônia.

Os vinhos de Merlot são delicados, mas de paladar intenso – e, diga-se de passagem, bastante diferente dos brasileiros. Pimentão doce, cedro, groselha e especiarias estão entre as notas esperadas.

Tempranillo

Ela não é uma das protagonistas do país, mas tem importância histórica inegável. Foi uma das primeiras cepas a chegar à Argentina, com os colonizadores espanhóis. Quando jovens e frescos, seus vinhos transbordam frutas silvestres, principalmente framboesas e amoras.

Muitas vezes, é vinificada no estilo de seu país de origem e passa por repouso em barrica, quando ganha, além de mais estrutura, notas de alcaçuz e torra.

Pinot Noir

Conhecida pelos tintos mais sensuais de todos e pelos espumantes vinificados em branco, a Pinot Noir também está representando o que tem de melhor. Delicada, precisa de um clima frio

para amadurecer na medida exata, e foi em Mendoza e Neuquén, na Patagônia, que encontrou isso.

A Pinot gera vinhos leves, frescos e frutados, com acidez mais alta que outros tintos argentinos e mais baixa que outros Pinots. Independente dos aromas, que são frutados e terrosos na maior parte dos vinhos, pode ter coloração que varia do rubi ao vermelho intenso.

Torrontés: a variedade branca mais expressiva

Nunca provou um vinho branco argentino e não quer errar na hora da escolha? Aposte num Torrontés de Cafayate, sub-região de Salta. A Torrontés é, de longe, a variedade branca mais importante da região, e também uma das mais cultivadas da Argentina.

Seus vinhos têm inconfundíveis aromas florais e frutados, além de corpo médio, alta graduação alcoólica e acidez média. A diferença de Cafayate para as demais regiões é que, lá, sob os efeitos da maior altitude do país, a uva ganha frescor como em nenhuma outra.

Ao todo, existem três clones mais populares de Torrontés na Argentina, o Riojano, o Mendocino e o Sanjuanino. Enquanto o primeiro destina-se a produção dos rótulos mais elaborados, os demais resultam em vinhos para serem consumidos enquanto ainda forem jovens.

Chardonnay

É a segunda uva branca da Argentina, mas provavelmente é a mais conhecida também.

Popular no mundo inteiro, a Chardonnay encontrou em solo argentino um local para amadurecer bem e resultar em diversos estilos de vinhos. Além de destinarem-se à produção de espumantes mais tradicionais, ao lado da Pinot Noir, são também matéria-prima dos vinhos mais frescos e elegantes aos mais encorpados.

Versátil, a uva sofre muito com a mudança de terroir. Regiões mais frias produzem Chardonnays com notas minerais e vegetais, ao passo que as mais quentes, notas tropicais. O mais comum é que apresentem aromas de maçã verde, limão e toranja.

Chenin Blanc

Não de hoje, a Chenin Blanc é uma uva de boa adaptação à Argentina (apesar disso, é mais comum encontrá-la em cortes). Contribui com seu perfume de pêssego, além de frescor e acidez, a muitos vinhos brancos econômicos do país.

Sauvignon Blanc

Diferentemente da Chenin, a Sauvignon Blanc foi implantada recentemente na Argentina e hoje vê a expansão de seu cultivo. Apesar de produzir vinhos com elevado frescor, eles não são o que se pode chamar de leves. Costumam ter bom corpo e notável acidez. Não raras vezes, apresenta notas de defumado e sabor ligeiramente picante, apesar disso, são mais esperados aromas herbáceos, de mel e frutas tropicais.

Viognier

Extremamente aromática e elegante, a Viognier é recente na Argentina. Entretanto, já tem feito muitos produtores abrirem os olhos (justamente para ela!). Podem ser encontrados vinhos frescos, para consumo imediato, com notas florais, de frutas tropicais e caramelo; além dos envelhecidos em carvalho, que ganham toques amendoados muito característicos.

Recomendações: (Todos de Mendoza)

Crios Pinot Noir 2012

Baladero Cabernet Sauvignon 2011

Balbo Malbec Rosado 2012

Anúncios

28/11/2014 - Posted by | Vinhos

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: