PrimeLife (Ano VI)

Viva Bem, Viva Mais, Viva com Estilo

Sexo: Reflexões

Sexo 4+ Fale com Ele: Ela gosta de sexo intenso. Ele cansa. O que fazer?

SEXO, MAMILOS E A PEGADA:

Sexo, há quem diga, é pegada.

Eu concordo.

E não concordo.

Pegar é bom. Homem precisa pegar, apertar, dar uns tapinhas – se ela curtir uns tapinhas.

Receber também é uma opção, se não ofender.

Mas, essencialmente, machucar só se a coisa for espontânea e de pouca monta.

Apertar demais os mamilos dele e dela não me parece algo além de uma imaginação de ousadia. O negócio, no sexo, tá sempre no meio: apertar um pouquinho, pode. Machucar muito, não pode.

Dou um exemplo: há mulheres que gostam de puxar o cabelo do homem na hora do amor. Em geral, elas enchem a mão com uns tufos ali da nuca e comandam a nossa cabecinha como se fosse a de um cavalo.

Quer saber? Quase todo homem odeia isso. Bem raramente, é bom. Mas muito e toda hora, não. Pensem em todo o dinheiro gasto e todo o pensamento positivo destinado a evitar a calvície: um sexo desses exagerado é além de tudo um desmatamento desnecessário dos nossos (para alguns) cada vez mais minguados fios.

Portanto, moderação.

+ Fale com Ele: Sexo melhora a amizade?

SEXO SELVAGEM:

A gente topa demais com pessoas que acham que praticar todas as ousadias que configuram um sexo selvagem é o caminho para sobreviver no lindo tecido das transas inesquecíveis.

Sinceramente? Lembro muito mais de posições confortáveis, um olho no olho, uns gemidos espontâneos, uma cama que andou, mas não quebrou, um orgasmo em uníssono do que das grandes cavalgadas, dos grandes arranhões, dos cabelos puxados, das grandes poses e dos órgãos assados.

Sexo é menos malabarismo e mais do mesmo.

A gente fantasia demais, mulheres. Vocês e nós, os homens.

É como ter fome de algo que não existe. Aquela vontade de comer um frango que se vê no desenho do Pica-Pau. Não porque aquilo tenha gosto de frango, mas porque aquilo parece suculento e porque não parece ter gosto de frango. Parece algo inatingível. Melhor do que o real.

Mas a verdade é que sexo é realidade. É tropeçar, é fazer barulho, é mandar mal e mandar bem, é errar, é acertar, é não entender como funciona o seu corpo, mas querer descobrir.

Na TV e na imaginação, a ereção acontece em quinze segundos, todo mundo aguenta vinte minutos de sexo nas posições mais desafiadoras, a gozada é múltipla e na hora certa, ninguém saliva, ninguém bate com o dente no do outro, ninguém cansa, ninguém falha, todo mundo é malabarismo e sedução.

Na TV e na imaginação, as mulheres não se machucam e gozam quinhentas e doze vezes, e sempre chegam lá rapidíssimo.

Nesse sexo fictício, o homem já nasce de pinto duro e esse pinto duro, é de gesso, eternamente altivo, grande, grosso, e o sujeito, que mal guardara a pistola debaixo da cueca, já ressurge com fôlego de Hércules: ele aguenta transar com você no colo, na parede, na pia, de cavalinho, numa velocidade incrível, sem cortes, sem cansaço, sem suor.

Sexo bom tem suor.

+ Fale com Ele: Um cientista prova: fazer sexo deixa mais jovem e é o segredo para o amor eterno

POSIÇÕES, BEIJO E LAMBIDA:

Mulheres, de novo: sexo bom é o sexo que inventa dentro do que é possível. Que não exige um kama sutra, embora caiba nele um kama sutra.

Sexo bom é aquele que deixa a gente feliz.

O sexo normal, o bom sexo, o sexo inesquecível, é bem menos exigente do que a gente quer acreditar.

É, às vezes, um papai-e-mamãe em que o casal aprende junto o ritmo certo.

É trocar de posição sempre que der.

E, às vezes, é não trocar.

Mas nunca se acomodar.

Em geral, homens gostam de ficar por cima.

Por cima, ele controla a velocidade. Por cima, ele consegue te beijar fácil. Beijo é bom e beijo é importante. Sexo tem que ter beijo. Lamber também. E morder, só um pouco.

Mas por ele ficar cima também tem risco. Ele cansa. Daí a necessidade de variar, meninas. Variem, pelo amor do miocárdio.

Porque quando as mulheres estão por cima, é maravilha também. A visão das mulheres montadas é coisa mais suprema.

Um pouco menos supremo, um pouco mais cansativo, mas muito bacana quando rola, é o cachorrinho, é o de quatro. Não costuma ser um favorito entre as mulheres, mas entre os homens, é maravilha. A gente gosta, saibam disso.

De ladinho é bom.

Sessenta e nove é farra. Nunca dá muito certo, é uma desconjunção total de tamanhos, ritmos e movimentos. Mas sou completamente a favor. Façam.

Você sentadinha de costas para ele é ousadia, é risco de umas entortadas no pirulito, mas é também cremosidade e fantasia.

Transar em pé é bom na teoria. Na prática, também é bom. Mas só o quanto o casal aguentar, se as alturas baterem, se a vontade chegar. O músculo da coxa fica em pandareco, dá câimbra, mas sexo também é na mente, e essas posições preenchem o filminho que a gente dirige na própria cuca pra contar nas memórias que vivemos grandes experiências. Acho importante viver isso tudo.

Façam.

Mas não tenham vergonha de mudar de posição se a coisa não andar. Isso é uma sabedoria que a gente demora a desenvolver.

+ Fale com Ele: O prazer nos seios: como um homem fica quando caem os sutiãs? O que fazer? O que não fazer

DROPES E CHANTILI, MEXENDO E FAZENDO BARULHOS:

Não façam sempre de um só jeito. Sexo é variação. Tudo bem que uma variação de mais ou menos umas dez coisas, mas com menos de dez coisas eu te faço um mundo e você faz o meu.

Quem gosta de um ritmo furacão, muita velocidade, tem que se abrir aos mais lentinhos, aos mais suaves. Quem curte uma doçura pode se permitir a algumas noites de tigrice, arranhões e selvageria.

O negócio é se mexer. É fazer barulho. É ter vontade.

Sexo tem sabor. Pode ser um chantili para adocicar um sexo oral. Pode ser brigadeiro no mamilo, morango no umbigo e halls na boca. Há gente que não gosta disto. Tem que respeitar.

Sexo também é exploração, mas com limites. É mais ou menos querer escalar o Everest. Sem os devidos cuidados, dá em morte.

Mas com técnica e cuidado, o céu é o limite.

Vale tentar chegar e explorar o corpo dele até onde você tem vontade, mas sempre sentindo o que é terra proibida para ele. Porque todo homem tem o seu limite.

Vale deixar ele fazer o mesmo com você.

Sexo é esse diálogo monossilábico, sussurrado e suado.

Você sempre pode falar, contar o que gosta, levantar os muros diante do que não quer, mas o grande truque mesmo, o que todo homem sabe sem saber e procura ouvir o tempo todo, são as ordens que você dá gemendo. Quer ensinar um homem a fazer como e onde você gosta? Gema. Na intensidade do gemido, do aaaa e do uuuu, mora toda a comunicação sensual.

FALHANDO E TENTANDO:

No sexo, há ritmo. Inclusive o ritmo que respeita a empolgação masculina. Homens precisam de continuidade. Se deixar ele de escanteio, o fôlego e o fogo evaporam.

Se ele falhar, tudo bem. Quase sempre, o problema é ele ou o problema, na verdade, é nenhum. Acontece. E se a coisa ficar leve depois da falha, tem salvação em uns 5 minutos. Mas se não tiver jeito, o melhor a fazer não é fazer o sujeito dançar um tango ou você um bolero: é partir para outras modalidades do sexo. É não encanar.

Quando a gente faz do normal, normal, o que parece anormal vira normal.

Importante: muitas vezes, uma rápida falta de estímulo é a causadora da maria-molice do picolé dele. Por isso, homens às vezes temem camisinha. E por isso mesmo, quanto mais risada, alegria, diálogo e cumplicidade, menos problema e menos molenguice.

Gozem juntos, se der, mas se não der, e muitas vezes não dá, gozem do jeito que for. Homens se importam muito mais do que vocês pensam com o seu gozar, seja ele antes do dele ou depois. Tudo bem que os motivos podem não ser sempre os melhores: às vezes é mais um lance de ele bater no peito e dizer que conseguiu. Mas a maioria dos casos é de homens que realmente querem te ver com um sorriso hemisférico.

Se você demora, demore. Se não der de um jeito, faça de outro. Mas gozem!

Não finjam.

Ou ele se acomoda.

+ Fale com Ele: Os homens amam através do sexo? Qual a importância da transa na hora de se apaixonar?

A DURAÇÃO:

No sexo, o tempo passa rápido. Ou passa estranhamente.

A gente nem pisca, e foram lá uns cinco minutos de trepada.

A gente imagina maratonas, e quando vai conferir o relógio não deu nem o espaço de uma canção.

De toda forma, não passa muito disso: tirando aquelas esporádicas, anabolizadas, gazetíssimas e joviais transadas longa metragem, sexo é um curta, é um média. Quando vira uma trilogia, um negócio longo, em geral o motivo desse sexo sem fim é especial e meio imprevisível: começo de relacionamento, saudade ou amendoim demais.

Sexo é detalhe e detalhe se resolve num punhado de minutos.

E tudo bem.

Sexo bom é aquele que cansa só um pouco, rala só um pouco, dói só um pouco.

ORAL COM DOÇURA! ANAL SEM FRESCURA?

No oral, o negócio é entender que o pirulito do homem é mole e sensível. Nada de dente, pura sucção, todo cuidado do mundo ao apertar o cassetete com a mão – e apertando, só um pouco, sem espremer. A capinha do pinto, aquela pelezinha que uns têm mais e outros têm menos; essa pele deve ser tratada com cuidado e sem exageros elásticos: um erro muito comum é forçar esse negócio lá para baixo. O homem, se gritar ou gemer, não será de prazer.

Gemendo, aliás.

Homens gemem. Homens se comunicam gemendo, mesmo que não muito alto, porque tem homem que se segura. Mas é no barulho que você sente a coisa.

E gema. Vou repetir. Gema. Não precisa forçar, não precisa ser muito. Mas sexo em silêncio não é sexo. É uma mímica sapeca e que enjoa fácil.

Mas sexo muito gemido parece teatro. Parece irreal. O homem sabe que ele não é tão bom assim. Ninguém é. A não ser que a sua onda seja berrar. Se for, berre. Mas, de novo, o negócio é deixar a coisa ir. Nessa comunicação de poucas palavras, suor e muito barulho, a sinceridade é sempre fácil de reparar. No fundo e fora do fundo, todo mundo percebe uma grande atuação.

Falando de fundos, essa coisa de fundos é outra quimera. Sei lá quem inventou, mas o homem comprou a ideia de que ele curte um anal. Ele até curte, mas nem tanto assim. É de novo, muitas vezes, uma espécie de dominação mais do que prazer. É ele saber que conseguiu. Às vezes é legal também, mas vale a regra: se você não curtir, não faça. Ele não vai sentir tanta falta assim.

Sexo é tudo isso, nada disso, e é uma comédia linda. De longe, vendo de cima, qualquer casal parece uma piada sem fim.

Mas de dentro, sob o lençol, a coisa toda faz o maior dos sentidos.

E ali, e assim, vale o que valer ali, na hora, entre os dois.

Sem medo. Sem temor.

Como se vê, não há regras, não há fórmulas, não há receitas.

Cada um faz do seu jeito, mas o importante é sempre respeitar o parceiro (a), e ambos se sentirem plenamente realizados ao fim.

Anúncios

17/04/2015 - Posted by | Sexo

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: