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Quem cuida ama!

L009Conheça as doenças ginecológicas que podem afetar sua mulher e saiba se proteger, remediar e como dar apoio a ela para que esses males não interfiram na vida sexual do casal.

CANDIDÍASE:

É uma infecção provocada pelo fungo “Candida albicans”. “A resposta do organismo se manifesta com irritação, coceira e uma secreção branca na vagina” diz Gustavo Ventura Oliveira, ginecologista. O problema é comum e está relacionado à queda da imunidade (gravidez, diabetes, má higiene e contraceptivos orais).

Precisa se preocupar?

Como o fungo já habita a flora vaginal, essa não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST). “A maioria dos homens não desenvolve sintomas, mas se a parceira for contaminada, você também precisa se tratar como ela, com uso de pomada ou comprimido”, diz Amaury Mendes Júnior, ginecologista.

Afeta o sexo com a parceira?

“É normal que as paredes vaginais sofram fissuras, que sangram ao contato sexual, e a vulva fique inchada” diz Mendes Júnior. Ou seja, ela vai sentir muito incômodo com a penetração. “Recomenda-se evitar o sexo vaginal no período de uma a duas semanas, mas estão liberados a masturbação e o sexo oral no parceiro. O casal também pode praticar o sexo anal”, indica Fabiane Dell’Antônio, sexóloga.

HPV:

O papilomavírus humano (nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos) é a DST viral mais frequente. “A relação sexual é a via mais fácil de contaminação, mas não a única: compartilhar toalhas e roupas íntimas também traz risco, assim como o sexo oral” adverte Oliveira. O período de incubação do vírus vai de duas semanas até oito meses. “A doença se manifesta pelo surgimento de verrugas genitais em homens. Nas mulheres, é detectado pelo exame de Papanicolau”, diz Mendes Júnior.

Precisa se preocupar?

A incidência de infecção é de 30% a 40% em jovens abaixo de 20 anos. Após os 30, essa taxa cai para 10%. Alerta: 75% dos parceiros de mulheres contaminadas também apresentam o vírus. “No homem, o HPV é a principal causa do câncer de pênis e o tratamento pode exigir a amputação do órgão”, alerta Oliveira. Uma vez contraído o vírus, não há como erradica-lo. O tratamento é paliativo.

Afeta o sexo com a parceira?

Para prevenir a transmissão, use preservativo. Mendes Júnior recomenda a abstinência sexual: o tempo varia de acordo com a gravidade da lesão, podendo chegar a duas semanas. “Mas você e a parceira podem se masturbar mutuamente, além de fazerem uma massagem com óleo corporal um no outro” recomenda Fabiane.

CISTITE:

É a inflamação da bexiga provocada por bactérias. Causa ardência ao urinar, aumento na frequência das micções, febre e sensação de esvaziamento incompleto”, explica Oliveira. Essa infecção geralmente vem de germes do intestino que vão para a região genital. “E as mulheres são propensas à contaminação pois têm a uretra curta e próxima ao ânus”, diz Mende Júnior. “Porém, existe a cistite traumática, também conhecida como cistite da lua de mel, causada pelo excesso de sexo durante um curto período de tempo”

Precisa se preocupar?

O homem corre o risco de se infectar, assim como contaminar a parceira, ao penetrar a vagina depois de ter feito sexo anal sem camisinha. “Se não houver acompanhamento médico, pode acontecer a pielonefrite (quando a infecção atinge os rins) e a uretrite (infecção no canal entre a bexiga e o órgão genital)”, alerta Oliveira. O tratamento é feito com antibióticos.

Afeta o sexo com a parceira?

Se não houver desconforto, o sexo está liberado. Mas troque o preservativo na hora de passar do sexo anal para o vaginal (e vice-versa).

HERPES:

A infecção viral, em homens e mulheres, ataca principalmente as mucosas (lábios e genitais), por serem regiões vascularizadas e úmidas. ”Após o contato com a pessoa contaminada, o vírus da herpes multiplica-se rapidamente pelo rompimento da vesículas (bolhas), que enfraquecem o sistema imunológico”, indica Mendes júnior. De acordo com o especialista, a primeira infecção é sempre a mais grave e dolorosa que as demais, a doença permanece durante toda a vida, porém com quadros de menor intensidade.

Precisa se preocupar?

Tanto na labial quanto na genital, surgem bolhas, feridas, inchaço, vermelhidão, ardência e dor. “Os sintomas duram cerca de sete dias”, diz Mendes Júnior. Depois, o machucado desaparece sem deixar marcas. “As novas crises vêm por estresse orgânico e/ou emocional (queda de imunidade, excesso de exercícios físicos, nervosismo e ansiedade).”

Afeta o sexo com a parceira?

Além de sofrer com o desconforto causado pelas bolhas, vocês precisam de resguardo total nesse período. Enem sexo oral pode rolar: “A herpes pode ser transmitida também para a faringe”, alerta Mendes Júnior.

VAGINOSE BACTERIANA:

“É a causa mais comum de corrimento na mulher e acontece devido ao crescimento desordenado das bactérias da flora vaginal”, explica Oliveira. A secreção é acinzentada e tem cheiro forte. Entre os sintomas é comum ela sentir desconforto e coceira, que pioram antes da menstruação e após o sexo.

Precisa se preocupar?

A doença não é transmissível ao homem. Mas a parceira deve ficar ligada: “Se não tratadas, essas bactérias podem ir para o útero e as trompas, dificultando uma futura gravidez”, alerta Mendes Júnior. O tratamento prescreve antibióticos e cremes vaginais.

Afeta o sexo com a parceira?

A mulher não precisa de resguardo, mas as relações devem ser feitas com preservativos, por causa do desequilíbrio da flora, a vagina está suscetível a contrair outras doenças.

Por Marjorie Zoppei

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17/06/2015 - Posted by | Saúde, Sexo

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