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O primeiro passo para ter corpo são e mente sã

A frase do título acima é antiga. Mas a ideia de um corpo bem nutrido e livre de toxinas nocivas ao seu bom funcionamento está no cerne da moderna medicina preventiva, da qualidade de vida e do envelhecimento saudável. Em uma palavra, o conceito pode ser definido como detoxificação, ou simplesmente, a desintoxicação do organismo. Em termos práticos, ela leva a uma otimização dos hormônios, o que auxilia processos como o combate à inflamação crônica e o emagrecimento.

Ao longo da vida, uma pessoa ingere toxinas ambientais, ou xenobióticos, substâncias estranhas ao organismo, presentes em aditivos químicos dos alimentos industrializados, defensivos agrícolas, adubos, cosméticos e embalagens, entre outros itens. Essas toxinas sobrecarregam os órgãos encarregados da desintoxicação do corpo, como fígado, rins e intestinos, o que desequilibra o metabolismo, provoca doenças e reduz a expectativa de vida.

“Diminuir o aporte dessas substâncias e auxiliar os processos de desintoxicação e eliminação dos xenobióticos é uma forma eficiente de o organismo readquirir sua homeostase e melhorar os resultados da modulação hormonal, devido à otimização dos receptores hormonais e enzimas”, define o médico Jorge Jamili, especialista em Gerontologia e Endocrinologia e membro fundador do Colégio Brasileiro de Medicina Antienvelhecimento.

Essas substâncias estranhas ao organismo tendem a se acumular no corpo e, em especial, nos receptores hormonais, desequilibrando o sistema endócrino. Elas enviam mensagens diferentes daquelas que os hormônios naturais enviariam às células, comprometendo suas funções. “É importante diferenciar os mimetizadores ou imitadores hormonais naturais, como a soja e a linhaça, que têm fitoestrógenos (estrogênios de origem vegetal), dos agressores hormonais sintéticos. Nosso organismo consegue lidar com os fitoestrógenos, mas não com os químicos sintéticos”, observa Jorge Jamili.

O fígado é o órgão de maior importância para a desintoxicação do organismo. Os alimentos industrializados o sobrecarregam com substâncias químicas, como conservantes, corantes e flavorizantes. “O organismo também tem dificuldade em usar como fonte de energia as gorduras trans e hidrogenadas, presentes nesses alimentos, acumulando-as e desencadeando, muitas vezes, a obesidade”, explica Jamili.

Outro órgão que sofre diretamente os efeitos das toxinas é o intestino. A constipação promove a reabsorção da bile, o que, cronicamente, causa sobrecarga hepática. Na detoxificação, a ingestão de fibras regula o fluxo intestinal, elimina as toxinas provenientes do metabolismo hepático e ajuda a assimilação de vitaminas e minerais como o cálcio. Como os alimentos industrializados são pobres em fibras, o ideal é o consumo de legumes, verduras, frutas e cereais integrais.

Segundo Jorge Jamili, uma boa alimentação deve ser de fácil digestão, oferecer o máximo de nutrientes, evitar ganho de peso, azia, gases ou qualquer desconforto digestivo. Isso feito, estará dado o primeiro passo rumo a um corpo livre de toxinas indesejáveis e pronto para um envelhecimento saudável. “É importante mastigar bem os alimentos e comer com tranquilidade, além de fracionar os alimentos em cinco ou seis refeições diárias”, orienta.

Alimentação que vale como medicação

Alimentos naturais são a base do processo de detoxificação. E algumas substituições são poderosas armas para retardar o envelhecimento e proteger dos radicais livres. Segundo Jamili, uma dica é evitar o uso de óleos industrializados, trocando-os por óleos vegetais, presentes nas castanhas e sementes, ou o óleo de coco virgem, que protege contra doenças cardiovasculares, autoimunes, câncer e têm ação anti-inflamatória e antienvelhecimento. “As gorduras de boa qualidade são excelentes fontes de nutrientes, alimentos funcionais e desintoxicantes do organismo. São encontradas em sardinha, atum e truta, além de abacate, nozes, castanhas, sementes de linhaça, abóbora e girassol”, indica o médico.

Muita  Água

Refrigerantes e bebidas alcoólicas são dois grandes vilões da dieta ocidental. Os primeiros têm excesso de açúcar ou, em suas versões light, adoçantes artificiais, que não sinalizam para o organismo que ele está recebendo carboidrato, gerando aumento do apetite e ganho de peso. Já o álcool prejudica diretamente o fígado e também contribui para o ganho de peso.

O antídoto é o consumo de água, que previne o ressecamento e envelhecimento precoce da pele, a constipação, facilita a absorção de nutrientes e a distribuição dos hormônios aos órgãos-alvo. “É necessária quantidade suficiente de água, de oito a dez copos por dia ou mais, para eliminar as substâncias produzidas pelo árduo trabalho do fígado na metabolização das toxinas.

 Proteínas de Alto Valor

O açúcar é outro vilão dessa história. Ele enfraquece o sistema imunológico, contribui para a obesidade, resistência insulínica, dislipidemia, diabetes, síndrome metabólica, câncer e inflamação crônica, entre outros males. Seu consumo excessivo é um dos fatores das doenças degenerativas crônicas. Por outro lado, Jorge Jamili recomenda as proteínas de alto valor biológico, encontradas em peixes, frangos e ovos orgânicos (“caipiras”) e castanhas. “Ao contrário, a carne vermelha tem substâncias tóxicas, como nitratos, hormônios e antibióticos, que aumentam o colesterol, a homocisteína (relacionada a infartos e derrames) e o risco de doenças cardiovasculares e de câncer”, condena.

 Alimentos Crus

Outro aspecto importante da detoxificação é o consumo de legumes, verduras e frutas cruas – o alimento aquecido perde boa parte das vitaminas e enzimas –, que devem constituir de 30% a 40% das refeições, em forma de saladas ou sucos. “Esses alimentos, além de serem desintoxicantes e excelentes fontes de nutrientes, são ricos em enzimas, vitaminas, minerais, antibióticos naturais e fibras, que fortalecem o sistema imunológico”, garante.

 Ômega 3

É fundamental, também, a ingestão de alimentos ricos em ômega 3, como o óleo de peixe, peixes de água gelada e óleo de sementes de linhaça. Entre os benefícios da linhaça estão sua ação hormonal (que protege contra câncer de mama, próstata e intestinos), ação antioxidante contra os radicais livres, prevenindo contra o envelhecimento precoce e protegendo contra doenças crônicas; diminuição do LDL e aumento do HDL; diminuição da resistência à insulina; e regulação do sistema imunológico, do ritmo intestinal e das funções hepáticas.

Jorge Jamili, especialista em gerontologia e endocrinologia

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06/11/2015 - Posted by | Anti-Envelhecimento, Saúde

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