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Eu era feliz e não sabia

inteligencia emocional 01Quantas vezes você já ouviu, ou mesmo proferiu, a frase do título deste artigo? Trata-se da típica declaração de todos aqueles que viveram bons momentos em suas vidas, mas que não quiseram, ou não souberam, reconhecer que o estavam vivendo. Infelizmente, isso é mais comum do que se possa imaginar.

Basicamente, no que se refere à mente, as pessoas sofrem por dois motivos principais: ou estão deprimidas pelo que aconteceu no passado, ou estão ansiosas pelo que o futuro lhes reserva. Como resultado, surgem doenças mentais e físicas, da depressão e tristeza profunda até uma úlcera, quando não vem coisa pior. Os efeitos são inúmeros.

O que pretendo demonstrar aqui é que, conceitualmente, muitos dos problemas que enfrentamos começam em nossa mente. Não estou querendo amenizar as situações externas que se apresentam diariamente a todos nós. Problemas sempre existiram e sempre existirão. A chave é como encaramos os problemas em nossa mente e, consequentemente, em nossa ações e reações. Sei que falar é fácil, mas existe uma técnica absurdamente eficaz, ensinada por muitos mestres e sábios há milênios, que você pode utilizar a partir de agora. Trata-se de viver o presente.

Já percebeu que a grande maioria das pessoas têm saudades da infância, mesmo aquelas que passaram por dificuldades, como falta de condições básicas ou afins? Você já percebeu – em algum vídeo, matéria ou mesmo presencialmente – que, na maioria das vezes, as crianças estão sempre de “alto astral”, brincando, sorrindo, sem se preocupar se vão errar, sempre com olhar curioso, sem preconceitos, sem vergonha, sem medo, sem uma porção de coisas que carregamos conosco de sobra em nossas mentes?

Pausa: não consideramos aqui as pessoas com traumas adquiridos na infância, que não têm boas recordações de seu tempo de criança e que precisaram de tratamento especializado para se livrarem de seus temores e bloqueios.

O que essas crianças têm que nós não temos? Muitos citariam a palavra “pureza”, mas eu me atrevo de usar “sabedoria”. Esse saber viver vai sendo “desaprendido” no momento em que os pais (mesmo com as melhores das intenções), escola, sociedade, dentre outros meios, “ensinam” seus conceitos, expectativas e regras. A partir de então, conforme passa o tempo, elas vão assimilando diversos elementos que as levam a se preocupar com o futuro incerto, tornando-as ansiosas, e passam a ter saudade daqueles bons momentos que viveram na infância. Você pode dizer que perderam a pureza e eu prefiro afirmar que elas “desaprenderam” a viver e perderam a paz.

Independente da crença religiosa (ou da ausência dela), quem não conhece a famosa frase de Jesus de Nazaré, relatada nas sagradas escrituras, em que afirma com categoria “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”? (Mateus 19, 14  – Nova versão internacional). Em outras palavras, o reino dos céus (paz, harmonia, alegria, felicidade) não é exclusividade das crianças, no que diz respeito à cronologia. Ele pode ser seu, meu, de qualquer um que resgate a sabedoria existente na infância.

Voltando ao título deste artigo, pense na seguinte possibilidade: seria correto dizer que no momento em que vivia momentos supostamente felizes, você estava dando atenção ao passado imutável ou ao futuro desconhecido? A resposta, muito provavelmente, é sim.

E agora, neste momento? O que lhe passa pela cabeça? Tristeza por não conseguir voltar no tempo e reviver os bons momentos ou angústia por não saber o que o futuro lhe reserva? Digamos que inventem uma máquina do tempo (coisa que não é impossível) e lhe dessem uma opção de viajar para o passado ou futuro. Em que sentido você iria? Digamos que para o passado. Você saberia aproveitar o momento e viver aqueles momentos com intensidade? Ou se for para o futuro, teria adquirido o conhecimento para saber como chegou até ali e aproveitar, plenamente, o que passou a viver, independente se bom ou se ruim? Para ambas as perguntas, a resposta é não.

Encurtando a conversa, o fato é que não vivemos o presente como deveríamos. Na verdade, não o vivemos. Estamos presos pelos fantasmas do passado e do futuro (pegando emprestado as representações fantasmagóricas de Um Conto de Natal, de Charles Dickens). Estamos sempre pensando no que passou ou no que virá. Se você prestar atenção e analisar friamente, é assustador. Somos uma espécie de “zumbis civilizados”, nos movendo mecanicamente, fazendo tudo no piloto automático.

Para ficar mais claro, puxe na memória uma de suas viagens de férias, quando visitou uma cidade ou país diferente. Aposto que você prestou (muita) atenção em cada detalhe. Tudo era novidade, não é mesmo? Você passeando e observando com toda atenção cada detalhe, admirado(a) pelas belezas (naturais ou não) do local. Ficava até fácil para os moradores perceberem que você era um turista, afinal eles próprios passavam pelos lugares que você suspirava e nem ligavam. Por que será, hein? A resposta é por que eles são você, só que no habitat deles. Naqueles momentos de deslumbramento, possivelmente, você estava vivendo o presente, eles não. Quando voltou para casa, você voltou a ser o zumbi iguais àqueles moradores. Reflita sobre isso um momento.

Viver o presente é a chave para amenizar – ou até evitar – muitas dores. Como se vive o presente? Siga alguns princípios básicos: preste atenção verdadeiramente no que faz, se observe, sinta seu corpo (respiração, olfato, tato, paladar, visão). Volte correndo para o presente quando os fantasmas do passado ou futuro lhe assombrarem.

Saiba que você está onde está. Repita, com a mais sincera convicção: eu estou aqui!

É simples? Sim. É fácil? Nem sempre. No entanto, é bom que se saiba que tal prática mental é como um exercício muscular. A repetição traz o fortalecimento. Se hoje é difícil dar atenção ao momento, ao presente, com a prática e o hábito (o segredo para o sucesso em qualquer coisa), o que era complicado passa a ser natural.

Sempre que puder, lembre-se das perguntas e respostas abaixo, que pego emprestadas do Master Coach Rogério Martins, mentor da Academia Brasileira de Coach.

Onde Você está? AQUI

Que horas são? AGORA

O que você é? ESTE MOMENTO

E é exatamente o que temos em mãos. O momento presente. Nada mais, nada menos. Tendo isso em mente de forma cristalizada, a diferença em sua vida vai ser surpreendente. O passado não vai lhe deprimir, porque o passado não vence o presente. O futuro não vai lhe oprimir, por que o futuro não vence o presente. E os acontecimentos do dia a dia não vão lhe afetar, justamente porque você está presente. Você tem o controle e saberá reagir de uma forma sábia em qualquer circunstância.

Com a pequena noção que este texto tentou passar, fica mais fácil entender porque o momento atual é o que temos de mais poderoso, e por que este momento precioso se chama Presente

Marco Antonio Ribeiro

18/02/2016 - Posted by | Autoconhecimento

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