PrimeLife (Ano VI)

Viva Bem, Viva Mais, Viva com Estilo

Essa mania de ter sempre razão vai acabar matando a gente

Não vai ser por território, petróleo ou por hegemonia econômica. A terceira guerra mundial vai brotar da cada vez mais ferrenha disputa pelo título de dono da verdade. Bombas e mísseis cairão sobre os que ousam não concordar com a sentença sacramentada como certa por quem recorre ao ataque para defender seu ponto de vista. Se não bastar o argumento bem elaborado, estará permitido lançar mão de foices e fuzis para saciar o ego daqueles que, incomodados com a divergência, exterminarão na força bruta as discordâncias do caminho. Por fim, restará ao vencedor erguer em praça pública o troféu de senhor da razão.

Essa é apenas uma tola profecia apocalíptica, mas nem tão distante das agressões verbais e ofensas raivosas que têm permeado a internet, os debates televisivos e as salas de jantar. Pode ser que minha memória, tendenciosa a dourar o passado, esteja me traindo. No entanto, não me recordo de conviver durante a infância com essa agonia desenfreada que desestabiliza quem não consegue dar a última palavra. A maioria das discussões era diluída por uma piada qualquer ou um afazer doméstico que dispersava o foco do tema controverso. Hoje, basta um singelo questionamento ao outro para que se inicie uma interminável maratona de duelos.

Discutir é bom. Aliás, só assim a gente abre um pouco essa mente acomodada. Mas discutir só é bom quando estamos tão interessados em ouvir quanto em falar. Há a impressão de que, iniciada a defesa da própria tese, revê-la à medida que as ponderações opostas se mostram mais sensatas é render-se à humilhação. Dar o braço a torcer cada vez dói mais. É como se estivessem em jogo a inteligência e o poder. Perder a discussão equivaleria a perder a própria honra.

E isso serve para a famigerada batalha política que tem nos maltratado e para os embates familiares sobre a hora ideal para o filho dormir. Serve para os desentendimentos sobre conflitos étnicos e sobre a cor da parede do quarto. Ser contrariado machuca no âmago. Nós nos desacostumamos a ter o desejo negado e os ideais rebatidos. No momento da objeção, cai por terra a fantasia de que podemos ter o que quisermos ou conduzir o mundo da forma que nos for mais aprazível. E aí começa uma luta à exaustão para retomar essa gostosa sensação de ter nas mãos controle e soberania.

Ironicamente, nunca se falou tanto em tolerância. E nunca houve tanta picuinha por besteira. Estamos viciados em polemizar. Inclinados a rivalizar, na marra. Às vezes por pura pirraça. Parece um passatempo divertido, mas é só um jeito de prejudicar o miocárdio. Reza a lenda que o homem mais velho do mundo passou a vida dizendo “tudo bem, você está certo” a quem procurava briga. Perdia a discussão, ganhava tempo para completar o livro de palavras cruzadas, regar as plantas e curtir uma soneca.

Não que valha a pena construir a trajetória dizendo “sim” para o mundo e “não” para si mesmo. Defender as próprias vontades é questão de sobrevivência. Mas quando está em jogo apenas o triunfo da vaidade, compensa deixar para lá… Virar as costas para o ringue, poupar desgaste irrelevante, fazer um chá de camomila e degustá-lo com um pacote de bolachas assistindo ao filme preferido. (Sim, não é biscoito. O certo é bolacha. Mas não vamos discutir).

21/07/2017 Posted by | Comportamento | Deixe um comentário

Pesquisadores garantem: beber café é o melhor para viver mais

Boas notícias para todos os fanáticos por café: seu vício pode fazer você viver mais! De acordo com novas pesquisas, as chances de uma vida prolongada podem ser maiores se você consumir café.

“É claro que o café pode ser incorporado a uma dieta e a um estilo de vida saudáveis”, diz a cientista Veronica Setiawan, uma das pesquisadoras por trás da descoberta.

Os benefícios do consumo de café já vêm sendo defendidos por pesquisadores. Agora, há mais evidências dos efeitos positivos em tomar uma xícara de café. Dois novos estudos americanos, publicados no Annals of Internal Medicine, revelam que o café pode nos ajudar a viver mais tempo.

“Nós não podemos dizer que beber café prolongará sua vida, mas vemos uma associação. Se você gosta de tomar café, beba! Se você não é um bebedor de café, então você precisa considerar se deveria começar”, diz Setiawan.

Um dos estudos analisou de perto 520 mil pessoas, entre bebedores e não bebedores de café, em dez países europeus. Outro estudo, que também analisou a bebida e a mortalidade, seguiu 185 mil pessoas por um período de 16 anos.

De acordo com a EurekAlert, as pesquisas mostram que pessoas que bebem uma xícara por dia correm um risco 12% menor de morrer prematuramente. Mais importante: para as pessoas que bebiam pelo menos três xícaras por dia, o risco era 18% menor em comparação com quem não bebia café.

“O café contém muitos antioxidantes e compostos fenólicos que desempenham um papel importante na prevenção do câncer. Embora este estudo não mostre causalidade ou aponte para o que os produtos químicos no café podem ter esse ‘efeito elixir’, é claro que a bebida pode ser incluída dentro de um estilo de vida saudável”, acrescenta Setiawan.

Acredita-se que o café reduz o risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC), diabetes, doenças pulmonares e renais, doenças cardiovasculares e doenças no sistema digestivo.

Esta é uma ótima notícia para todos os fanáticos por café. Eu acho que uma xícara por dia realmente mantém um médico bem longe!

21/07/2017 Posted by | Anti-Envelhecimento, Saúde | Deixe um comentário

Homem aponta a câmera para o gelo – e registra algo inimaginável

Apesar de ser um especialista em natureza, por muito tempo o fotógrafo americano James Balog não acreditou nas mudanças climáticas.

Na realidade, por quase 20 anos, ele desafiou os cientistas que denunciavam o aquecimento global.

“Não achava que os humanos fossem capazes de alterar conceitos básicos da física e da química deste planeta enorme. Não parecia provável, não parecia possível,” disse Balog.

Foi só em 2005 que Balog se deu conta de que algo estava fora da ordem, enquanto examinava de perto como as mudanças climáticas afetam a natureza.

Durante uma expedição fotográfica ao Ártico, organizada pela National Geographic, ele pôde ver em primeira mão o enorme estrago.

Fazia exatamente dez anos que havia estreado o filme de Balog, “Chasing Ice” (“Em busca do gelo”) e ele decidiu documentar o derretimento das geleiras com um exercito de câmeras.

Foi assim que Balog capturou uma das cenas mais espetaculares jamais filmadas.

Em menos de uma hora e 15 minutos, Balog e seu equipe viram um pedaço de geleira – que tinha o mesmo tamanho da parte sul da ilha de Manhattan – desaparecer no oceano.

O evento histórico foi registrado no Livro Guinness dos Recordes e mostra claramente como é séria a situação climática na Terra.

Até onde se tem conhecimento, este foi um desastre geológico ainda sem comparação. Infelizmente, tudo indica que não será o último.

Assista aqui ao vídeo impressionante:

Em novembro de 2016, a temperatura no Ártico estava 20 graus mais alta do que a média, o que é muito mais quente do que todas as pesquisas haviam previsto.

Infelizmente, vamos nos deparar com um desastre, se não reduzirmos a zero as emissões de gases causadores do efeito estufa até 2070. Mas, por um ângulo mais positivo, ainda temos a possibilidade de fazer isto virar realidade.

21/07/2017 Posted by | Atitudes, Mensagens | Deixe um comentário