PrimeLife (Ano VI)

Viva Bem, Viva Mais, Viva com Estilo

Filmes sobre autoconhecimento

Filmes AutoconhecimentoUm jeito de dar uma pausa, buscar aquela paz perdida não sabemos onde, sair do comando do relógio e refletir sobre o sentido do que nos dá sentido!

1-EU MAIOR:

Traz uma reflexão contemporânea sobre autoconhecimento e busca da felicidade, por meio de entrevistas com expoentes de diferentes áreas, incluindo líderes espirituais, intelectuais, artistas e esportistas. Um filme sobre questões essenciais e universais, numa época de grandes transformações e desafios, que pedem níveis mais altos de discernimento e consciência individual.

2-LIVRE:

Depois de anos de comportamento inconsequente, o vício em heroína e a destruição de seu casamento, Strayed (Reese Witherspoon) decide mudar. Assombrada pela lembrança de sua mãe e sem nenhuma experiência, ela sai para trilhar os milhares de quilômetros do Pacific Crest Trail totalmente sozinha.

3-NA NATUREZA SELVAGEM:

Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após 2 anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

4-DUAS VIDAS:

Se você tivesse a chance de encontrar consigo mesmo quando tinha 8 anos de idade, será que aquela feliz criança gostaria de ver o que você se tornou quando cresceu? Em se tratando de Russ Duritz, a resposta é um ressoante “Não!”. Russ (Bruce Willis) tem sua pacata vida como um profissional bem-sucedido virada de cabeça para baixo quando, de forma mágica e inesperada, encontra Rusty, ele mesmo com apenas 8 anos (Spencer Breslin). Rusty é um doce e ligeiramente gordo menino que não fica nada feliz ao ver seus sonhos de ser um piloto de avião irem por água abaixo após conhecer sua versão adulta. Porém, o convívio de ambos irá ajudar Russ a relembrar seus sonhos de infância, para que ele possa se tornar o adulto que sonhava ser quando criança.

5-MINHA VIDA SEM MIM:

Tendo apenas 23 anos, Ann (Sarah Polley) é mãe de duas garotinhas, Penny (Jessica Amlee) e Patsy (Kenya Jo Kennedy), e é casada com Don (Scott Speedman), que constrói piscinas. Ela trabalha todas as noites na limpeza de uma universidade, onde nunca terá condições de estudar, e mora com sua família em um trailer, que fica no quintal da casa da sua mãe (Deborah Harry). Ann mantém uma distância obrigatória do pai, pois ele há dez anos está na prisão. Após passar mal, Ann descobre que tem câncer nos ovários e terá no máximo três meses de vida. Ann faz uma lista de tudo que sempre quis realizar, mas nunca teve tempo ou oportunidade. Ela começa uma trajetória em busca de seus sonhos, desejos e fantasias, mas imaginando como será a vida sem ela.

6-MINHAS VIDAS:

Shirley MacLaine narra sua jornada rumo ao mundo interno, Shirley MacLaine sai em uma viagem de autodescoberta, em busca da ligação entre a matéria e o espírito. Ao longo do caminho, ela entra em contato com a realidade do mundo espiritual.

7- COMER, REZAR, AMAR:

Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha tudo o que uma mulher moderna deve sonhar em ter – um marido, uma casa, uma carreira bem-sucedida – ainda sim, como muitas outras pessoas, ela está perdida, confusa e em busca do que ela realmente deseja na vida. Recentemente divorciada e num momento decisivo, Gilbert sai a zona de conforto, arriscando tudo para mudar sua vida, embarcando em uma jornada ao redor do mundo que se transforma em uma busca por autoconhecimento.

8- NÁUFRAGO:

Chuck Noland (Tom Hanks) um inspetor da Federal Express tem por função checar vários escritórios da empresa pelo planeta, porém, em uma de suas costumeiras viagens ocorre um acidente, que o deixa preso em uma ilha completamente deserta por 4 anos. Com sua noiva (Helen Hunt) e seus amigos imaginando que ele morrera no acidente, Chuck precisa lutar para sobreviver, tanto fisicamente quanto emocionalmente, a fim de que um dia consiga retornar civilização.

Bom Filme.

Anúncios

04/08/2016 Posted by | Autoconhecimento, Cinema | Deixe um comentário

Documentários sobre mulheres para assistir no Netflix

mulher 30 anosSelecionamos algumas das mulheres mais importantes da tecnologia, do cinema, dos games, das séries e dos quadrinhos. Nós, assim como elas, gostamos de boas histórias e ficamos um bom tempo no Netflix.

Por isso listamos 6 documentários (disponíveis no serviço de streaming) com personagens femininas marcantes, fortes, que têm muito a nos ensinar e inspirar. Confira:

Amy
Amy Winehouse foi sem dúvida uma mulher inspiradora e cheia de personalidade. O documentário, que estreou no ano passado, ganhou o Oscar e mostra como foi a adolescência da cantora, o início da carreira e como ela passou a lidar com o sucesso depois do álbum Back to Black. O doc é repleto de vídeos caseiros, fotografias, apresentações em programas de televisão e aborda uma versão mais natural dessa personalidade que deixou saudade.

Brave Miss World
O documentário conta a história de Linor Abargil, a ganhadora do concurso Miss Israel. Ele foi lançado em 2013 e mostra a realidade de Linor seis semanas antes de se apresentar no evento. Aos 18 anos, a participante foi esfaqueada e estuprada em Milão e mesmo tendo passado por esse tamanho sofrimento, ela resolveu participar do Miss Israel e ganhou a coroa. Em Brave Miss World acompanhamos a trajetória de Abargil desde o momento em que ela foi violentada até a atualidade.

ChicagoGirl
Esse documentário também é de 2013 e mostra como uma adolescente de Chicago usou as redes sociais para coordenar a revolução na Síria. Se você gosta de mídias digitais, vai curtir esse documentário e ficar impressionado como uma garota de apenas 19 anos conquistou tudo isso.

Girl Rising
Como a educação pode transformar as pessoas? O doc mostra a história de 9 meninas entre 7 e 16 anos que moram em comunidades de países pobres e têm a oportunidade de frequentar a escola. Vale assistir! O documentário enfatiza a importância da educação para quebrar ciclos de pobreza e promover a igualdade.

Good Ol’Freda
E se você, uma menina de 17 anos, fosse escolhida pelo empresário dos Beatles para ser a secretária da banda? Pensa na responsa! :O
O documentário Good Ol’ Freda mostra a rotina de trabalho de Freda Kelly, sua dedicação e lealdade com a banda.

What Happened, Miss Simone?
O documentário, dirigido por Liz Garbus, estreou em junho do ano passado no Netflix e aborda a vida de Nina Simone, lenda da música soul americana e grande ativista política. Sua história – desde a infância até sua morte, em 2003 – é contada.

31/03/2016 Posted by | Cinema | Deixe um comentário

O Regresso

1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.

Este filme é um dos mais cotados ao próximo Oscar. Uma das melhores interpretações de Leonardo Di Caprio, que já foi indicado cinco vezes.

27/10/2015 Posted by | Cinema | Deixe um comentário

Cinquenta Tons de Cinza

Dirigido por Sam Taylor-Johnson, “Cinquenta Tons de Cinza” é baseado na trilogia de livros de mesmo nome que hoje é um dos maiores fenômenos de venda com mais de 90 milhões de cópias em todo o mundo. A produção retrata o relacionamento entre o bilionário de 27 anos Christian Grey, interpretando por Jamie Dornan, e a estudante Anastasia Steele, papel de Dakota Johnson

20/11/2014 Posted by | Cinema | Deixe um comentário

Toques feitos de palavras

as sessõesPoeta tetraplégico constrói uma relação de desejo e afeto com sua terapeuta sexual

Paralisado desde os 6 anos pela poliomielite, o escritor, poeta e jornalista Mark O´Brien só podia mexer a cabeça e passava a maior parte do dia dentro de um tubo de ferro para estimular seus pulmões. Com esses dados, parece fácil deduzir que o filme As sessões, inspirado em uma história real, apresente toques de melodrama. Mas é justamente ao afastar-se desse caminho óbvio que o diretor australiano Ben Lewin – que, aliás, assim como o personagem principal, é também um sobrevivente da pólio – promove a discussão sobre as infinitas possibilidades humanas e lembra que a sexualidade ultrapassa os limites do corpo.

A despeito das dificuldades que enfrenta, aos 38 anos O´Brien é um homem bem-humorado e criativo, embora perseguido pela curiosidade na experiência sexual. Sua formação católica – diz ser religioso “por achar intolerável não acusar alguém por tudo isso” – o leva a longas conversas com o padre da paróquia, na busca de uma autorização espiritual que o livre da culpa pelo desejo. Numa relação afetuosa e despojada, o sacerdote o apoia na árdua tarefa de perder a virgindade.

Estamos, então, no início da década de 80, uma época em que terapêuticas sexuais corporais ganham espaço. É importante lembrar que os anos 60 e 70, marcados pelo pós-guerra e pelas revoluções culturais, foram cenários de verdadeiras explosões sociais, ideológicas e artísticas. Proliferavam estudos voltados ao prazer e à liberação sexual. Autores como Masters e Johnson contribuíram significativamente para aliviar a repressão de alguns tabus arraigados e trouxeram melhora na qualidade de vida das pessoas. Na Califórnia não faltavam cursos e dinâmicas de grupo voltados à autoliberação. Nesse contexto, o atendimento com a terapeuta sexual Cheryl Cohen Greene, especializada em pessoas com sérias deficiências físicas, interpretada no filme por Helen Hunt, é indicado a O´Brien por uma professora universitária que estuda o tema.

Na vida real, Cheryl de fato fazia esse tipo de trabalho. Didaticamente, a personagem do filme esclarece não se tratar de prostituição, mas de processo terapêutico com objetivos específicos, argumentando, por exemplo, que “a prostituta busca manter um vínculo de dependência e nossos encontros têm número de sessões previamente estabelecido”. Mais que essa diferenciação, bastante questionável, chamam a atenção a atitude profissional, a busca da objetividade, o estabelecimento do contrato e os registros feitos após cada sessão. Surpreende o encontro singular e generoso entre o paciente e a terapeuta, sem espaço para a vitimização. Um laço emocional necessário se faz presente durante as sessões de sexo. À medida que olhares e toques se estendem além da fisiologia e dos fluidos do corpo, a ansiedade e a insegurança do iniciante são, aos poucos, aliviadas pela experiência. E a despeito de limitações tão explícitas, os dois constroem uma relação peculiar. “Tudo é ao mesmo tempo inesperado e natural”, descreve O’Brien.

Há mais de um século Freud preocupava-se em descrever as pulsões como forças ligadas às relações de objeto, o que faz inevitavelmente do homem um ser em relação. O que nos torna sujeitos depende da qualidade e da dinâmica dos vínculos estabelecidos desde os primeiros momentos de vida. A ideia do outro está presente mesmo na fantasia. Onde há relação, está inevitavelmente presente algum tipo de afeto. Podemos deduzir, então, que O’Brien soube encontrar em Cheryl aspectos sutis que favoreceram a vivência de empatia e intimidade.

O mundo contemporâneo tem valorizado as imagens num processo que o escritor francês Guy Debord (1931-1994) chamou de “sociedade do espetáculo”. Corpos expostos e apelos sexuais parecem banalizar o contato com o outro, num incentivo ao hedonismo vaidoso. Apesar do acesso à informação e dos apelos do sexo, as questões relativas à sexualidade e subjetividades são menos lembradas. Não é à toa que tantos autores reconhecem e destacam os contornos narcisistas e depressivos da contemporaneidade.

Em As sessões os objetivos tecnicamente previsíveis não mascaram inevitáveis ansiedades e expectativas que acompanham desejos intensos. Apesar do corpo paralisado, a vontade de experimentar permanece viva. O artigo “Encontros com uma substituta sexual”, que inspirou o filme, e as histórias de amor vividas – ou fantasiadas – por O’Brien brotam na sensibilidade de sua poesia: “Deixa-me tocar-te com minhas palavras, pois minhas mãos jazem caídas como luvas vazias, deixa minhas palavras acariciarem teus cabelos, pois minhas mãos leves, mas inertes como tijolos, ignoram minhas vontades e se recusam a realizar meus desejos mais silenciosos”.

Vale a pena ver este filme. Procure na sua locadora ou veja pela internet.

Rings made of words

Quadriplegic poet builds a relationship of desire and affection with her sex therapist

Paralyzed since 6 years by polio, writer, poet and journalist Mark O’Brien could only move his head and spent most of the day inside an iron tube to stimulate your lungs. With these data, it seems easy to deduce that the film sessions, inspired by a true story, introduce touches of melodrama. But it is precisely to depart from the obvious path that the Australian director Ben Lewin – who, incidentally, as the main character, is also a polio survivor – promotes discussion about the endless possibilities and reminds us that human sexuality beyond the limits body.

Despite the difficulties involved, age 38 O’Brien is a man humorous and creative, though pursued by curiosity in sexual experience. His Catholic upbringing – says being religious “for finding intolerable not accuse someone for all this” – takes a long conversation with the parish priest, in search of a spiritual release that guilt free by desire. In a loving relationship and naked, the priest supports the arduous task of losing her virginity.

We are then in the early 80s, a time when bodily sexual therapeutic gain space. It is important to remember that the ’60s and ’70s, marked by post-war and the cultural revolutions, real scenarios were explosions social, ideological and artistic. Proliferated studies related to pleasure and sexual liberation. Authors such as Masters and Johnson contributed significantly to relieving the repression of some ingrained taboos and brought improved quality of life. In California there were plenty courses and group dynamics aimed at self-liberation. In this context, compliance with the sex therapist Cheryl Cohen Greene, specializing in people with severe physical disabilities, played in the film by Helen Hunt, O’Brien is indicated by a university professor who studies the subject.

In real life, Cheryl actually did this kind of work. Didactically, the movie character clarifies it is not prostitution, but the therapeutic process with specific goals, arguing, for example, that “the prostitute seeks to maintain a relationship of dependence and our meetings have previously agreed number of sessions.” More that differentiation, rather questionable, call attention to professional attitude, the pursuit of objectivity, the establishment of the contract and the records made after each session. Surprises the singular encounter between patient and generous and therapist, with no room for victimization. An emotional need is present during sex sessions. As looks and touches extend beyond the physiology and body fluids, anxiety and insecurity are beginner gradually alleviated by experience. And in spite of limitations so explicit, the two build a relationship peculiar. “Everything is both unexpected and natural”, describes O’Brien.

For over a century Freud was concerned with describing the drives as forces linked object relations, which inevitably makes the man a being in relation. What makes us subject depends on the quality and dynamics of linkages established from the first moments of life. The other idea is present even in fantasy. Where no relationship is inevitably present some kind of affection. We can deduce, then, that O’Brien knew Cheryl find subtle aspects that favored the experience of empathy and intimacy.

The contemporary world has valued the images in a process that the French writer Guy Debord (1931-1994) called “society of spectacle”. Exposed bodies and sex appeal seem to trivialize the contact with the other, an incentive to hedonism vain. Although access to information and sex appeal, the issues of sexuality and subjectivity are less remembered. No wonder so many authors recognize and highlight the contours of contemporary narcissistic and depressive.

The sessions in the foreseeable goals technically not mask inevitable anxieties and expectations that accompany intense desires. Despite the paralyzed, the willingness to experiment remains alive. The article “Encounters with a sexual surrogate” that inspired the movie, and the love stories missed – or fantasized – by O’Brien sprout in the sensitivity of his poetry: “Let me touch you with my words, for my hands lie fallen like empty gloves, let my words caress your hair, because my hands soft but inert as bricks, ignore my wishes and refuse to fulfill my desires quieter. ”

Worth seeing this movie. Look at your video store or check the internet.

07/05/2013 Posted by | Cinema | Deixe um comentário