PrimeLife (Ano VI)

Viva Bem, Viva Mais, Viva com Estilo

Tábuas e Pregos

tábuas e pregos“Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo.

Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.

Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.

No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua.

Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.

Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua…

Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma única vez.

Falou com o pai sobre o seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.

O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lhe trouxesse.

O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai.

Este disse-lhe:

– Estás de parabéns, filho!

Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua.

Ela nunca mais ela será como antes.

Quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas.

Podes enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá.

Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física.

Amigos são joias raras, cada vez mais raras.

Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso.

Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de alegria, e têm sempre o coração aberto para ti.”

18/03/2015 Posted by | Parábolas | 1 Comentário

A Felicidade pode estar perto

abraços 2Há uma parábola da tradição Sufi, os místicos islâmicos, do século XII, com o personagem Nasrudin muito interessante.

Nasrudin é um mula muito atrapalhado e meio malandro, que vive se metendo em situações curiosas e, por vezes, até muito engraçadas, mas sempre se sai bem com alguma lição de moral.

Especificamente, essa história conta o dia em que Nasrudin caminhava por uma estrada e encontra um homem já mais velho, muito triste, reclamando da vida, dizendo que tinha perdido tudo e não lhe restava praticamente mais nada a não ser um pacotinho com algumas moedas de prata. E, então, mostrou o pacote a Nasrudin. Este olhou para o homem, observou o pacote e pensou bem no que faria.

De repente, num relance, ele pegou o pacote da mão do senhor e saiu correndo em disparada sem dizer absolutamente nada.

A história diz que o homem desolado, não tem forças para gritar e nem tão pouco sai arrastando em direção ao caminho tomado pelo mula.

Pouco depois de começar sua trilha, ele é surpreendido com o pacote jogado no meio da estrada.

Totalmente extasiado, ele se agarra ao pacote, constata que nenhuma moeda tinha sido levada e começa a beijá-lo e afagá-lo com todo afeto.

Nasrudin, que estava escondido atrás da moita vendo tudo, comenta consigo mesmo: “É engraçado como o mesmo pacote que há poucos instantes o fazia chorar, agora o faz sorrir”.

Todos os dias, quando acordamos e tomamos consciência de como anda nossa vida, temos muitas escolhas a fazer, e uma delas é encarar os desafios, procurando não nos abatermos e, inclusive, experimentar gratidão por nossos dissabores que muitos nos ensinam; a outra é sentir-se vítima do processo pelo qual passamos e, desoladamente, nos entregamos, esquecendo de lutar pelo que acreditamos.

A metáfora Sufi diz respeito a esses momentos em que consideramos que tudo está mal e que nada vale a pena.

E, de repente, quando a vida, com sua didática, nos ameaça tomar, o pouco que temos, é que percebemos que não era tão pouco assim e que talvez nesse pouco tivéssemos mais alegria do que acreditávamos.

É o que diz o velho ditado: “Às vezes é preciso perder algo para se dar valor”.

Sinceramente, prefiro tentar ver o valor de tudo, mesmo nos momentos mais delicados, pois como propagam grandes religiões do planeta e, inclusive, a ciência por meio de pesquisas sobre a felicidade humana, aqueles que exercitam a gratidão sempre estão mais pertos da paz do quem apenas vê o que não tem, onde não está e as pessoas que não estão por perto.

Não devemos esquecer que, por pior que seja a situação, sempre haverá alguém, em algum lugar para nos abrigar e nos dar força.

Talvez a felicidade, às vezes, possa estar mais perto de nós do que imaginamos…

22/01/2015 Posted by | Parábolas, Reflexões | 1 Comentário