PrimeLife (Ano VI)

Viva Bem, Viva Mais, Viva com Estilo

Eu quero… quero muito.

L021Eu quero ser casa quando tudo for chuva lá fora.

Quero ser calmaria quando a tempestade parecer não ir embora.

Quero o mundo com você, mesmo que vejamos sempre o mundo em tonalidades diferentes.

Quero a cama quente, o sorriso largo, suas coisas bagunçadas em meio as minhas nem sempre tão arrumadas assim.

O mais fácil não nos constitui e o mais óbvio não nos compreende.

Somos a ousadia das mãos unidas, mesmo que ninguém possa ver.

Recoste tua cabeça em meu ombro, repouse teu olhar no meu.

A leveza nos convida e nos reconfiguramos no desconhecido do que descobrimos a cada dia.

Não sei se é tombo, se é vôo, se os dois… mas temos asas, temos vontade e temos uma a outra. O resto é história do que ainda virá.

Eu quero… quero muito.

 

23/11/2016 Posted by | Poesia | Deixe um comentário

Capturo teu riso

l046Capturo teu riso
com as lentes de minha retina
e me convenço
de que estou muito melhor
depois que nossos destinos se encontraram.

por Rodrigo Alves Ches

26/10/2016 Posted by | Poesia | Deixe um comentário

Almejo-te

l035Almejo-te

Careço mais de ti
Nos trilhos do dia-a-dia,
Nos destroços de uma ventania
Do escurecer até o raiar do dia.

Careço de ti
Nos desencontros e embaraços da vida.
A esmo, em chegadas
E após todas as partidas.

Amor, é prosa ao ninar da rede…

Almejo
Aplaudir-te pós os espetáculos
Trazer à tona, o amor escasso.
Refazer a completude quando vier o descaso.

Almejo ter-te
Nas curvas do tempo
Num lampejo do encontro eterno,
Em toda saudade, mesmo longe, estar sempre perto.

por Felipe Custodio

23/10/2016 Posted by | Poesia | Deixe um comentário

A Arte de Amar

a-arte-de-amarO psicanalista e filósofo alemão Erich Fromm se propôs a estudar ferrenhamente alguns temas essenciais da experiência humana, tais como moralidade, razão e, principalmente, o amor, tema pelo qual ele se tornou famoso devido à sua abordagem tão íntegra.

Em seu livro mais popular, A Arte de Amar, o autor oferece descrições teóricas e aplicações práticas do amor no sentido mais profundo e amplo da palavra. Ele descreve as raízes de nossos anseios por amar e ser amado. Fromm apresenta esta obra da seguinte forma:

“Este livro quer mostrar que o amor não é um sentimento que pode ser facilmente cultivado por qualquer pessoa, independentemente do nível de maturidade alcançado por ela. Ele quer convencer o leitor de que todas as suas tentativas para o amor estão fadadas ao fracasso, a menos que se tente desenvolver sua personalidade total, de modo a alcançar uma orientação produtiva; que a satisfação do amor individual não pode ser alcançada sem a capacidade de amar o próximo, sem humildade, verdade, coragem, fé e disciplina. Em uma cultura em que essas qualidades são raras, a realização da capacidade de amar deve permanecer um feito raro.”

Fromm sugere que uma das maiores necessidades do homem é evitar a angústia da separação, provinda do sentimento de solidão e isolamento. O homem é dotado de razão, a qual lhe faz compreender da finitude de sua vida e sobre os sentimentos desagradáveis que envolvem a desunião. Assim, busca preencher um vazio ao encontrar um alívio para esses sentimentos, e o amor lhe parece ser a solução mais contundente e eficaz para esse propósito.

A consciência de si mesmo como entidade particular, separada; a consciência de seu próprio e curto período de vida, de morrer contra a vontade, antes daqueles que ama, ou estes antes dele; a consciência de sua solidão e separação, “tudo isso faz de sua existência apartada e desunida uma prisão insuportável”. Seres humanos ficariam loucos se não pudessem libertar-se de tal prisão e alcançar outros seres humanos, através do amor.

A experiência de separação desperta grande ansiedade, e dá origem à culpa e um sentimento de arrependimento. Assim, o amor surge como luz na escuridão. A fim de escapar da condição de separação, esta que, para Fromm, atormenta todos os homens, busca-se nas relações afetivas um antídoto. Entre as respostas procuradas para a existência humana, a mais completa, segundo Fromm, está na realização da unidade interpessoal, da fusão com outra pessoa: está no amor.

O próprio fato de que a humanidade continua a existir nesse mundo, apesar de todas as forças para destruí-la, é prova do poder unificador do amor.

Na história, os seres humanos sempre passaram a vida tentando resolver o problema fundamental de estar separado de outras pessoas. É claro que, para muitos, essa separação não é tão dolorosa assim, mas não deixa de ser sentida, conscientemente ou não. E seus efeitos são, comparativamente, os mesmos, embora cada pessoa reaja a eles de formas diversificadas, em resposta às suas motivações.

Mesmo quem evita ou ignora o amor procura subterfúgios para lidar com as sensações desagradáveis de solidão, tédio e melancolia, experimentadas universalmente. Esses subterfúgios costumam ser experiências de entretenimento e ocupação que, apesar de significativas e, cada uma à sua forma, intensas, são sempre transitórias e periódicas. Por isso, muitos procuram o amor como ideal fixo, de forma a evitarem necessidades superficiais e passageiras que não oferecem mais do que satisfações de curto prazo, que insatisfazem a longo prazo, justamente por sua finitude. Segundo Fromm:

“A falência absoluta em alcançar esse alvo significa loucura, porque o pânico do isolamento completo só pode ser ultrapassado por um afastamento do mundo exterior de tal modo radical que o sentimento de separação desapareça – porque o mundo exterior, de que se está separado, também desapareceu.”

Muitas pessoas acreditam que o amor destrói sua liberdade como indivíduo. Mas Fromm diz que isso não é verdade. Em primeiro lugar, ele diz, o amor não se limita a dar no sentido material. Ao amar, nós oferecemos parte de nossa essência, contida em sentimentos, intuições, preocupações e interesses. Em segundo lugar, amar exige que se desprenda do ego; parte da disposição de estarmos livres para amar, e não para ser livres. O amor enriquece o doador, argumenta Fromm, porque o amor produz a união, que reforça nossa verdadeira individualidade.

“No amor, ocorre o paradoxo de que dois seres sejam um e, contudo, permaneçam dois.”

No livro, Fromm disserta que o tipo de amor capaz de resolver alguns problemas existenciais pode ser descrito tanto por aquilo que é quanto pelo que não é. O amor é uma resposta satisfatória e sã para muitos desses problemas, mas, dependendo de sua compreensão, essa resposta pode soar superficial e banal.

Muitos pensam que o amor é um objeto a ser perseguido e possuído, e não uma emoção que deve ser cultivada e semeada como virtude. Como o amor, toda virtude deve ser aprendida e trabalhada, do contrário, será disfuncional por falta de uso.

O filósofo alemão afirma, com segurança, que o amor é uma arte e, se é uma arte, exige conhecimento, esforço e disciplina. Ninguém pode se tornar um mestre do dia para a noite. Isso demanda tempo e prática. Com o amor não é diferente.

O autor, salientando sua metáfora do amor como arte, escreve:

“O primeiro passo a tomar é estar consciente de que o amor é uma arte, assim como a vida é uma arte. Se queremos aprender a amar, devemos proceder da mesma forma que temos de proceder se queremos aprender qualquer outra arte, como música, pintura, carpintaria, ou a arte da medicina e engenharia, por exemplo. Quais são os passos necessários para aprender qualquer arte? O processo de aprender uma arte pode ser dividido em duas partes: um, o domínio da teoria; outro, o domínio da prática. Eu deverei me tornar um mestre nessa arte só depois de uma grande quantidade de prática, até que os resultados do meu conhecimento teórico e os resultados do meu conhecimento prático misturem-se em um – a minha intuição, a essência do domínio de qualquer arte.”

Além de aprender teoria e prática, Fromm enaltece, há um terceiro fator necessário para se tornar um mestre em qualquer arte: o domínio da arte deve ser um motivo de preocupação final; deve haver nada no mundo mais importante do que isso.

“E, talvez, aqui reside a resposta para a pergunta de por que as pessoas em nossa cultura tentam tão raramente aprender essa arte, apesar de suas falhas óbvias. Eu digo, apesar do desejo profundo de amor, quase todo o resto é considerado mais importante do que o amor: sucesso, prestígio, dinheiro, poder – quase toda nossa energia é utilizada para a aprendizagem de como alcançar estes objetivos, e quase nenhuma para aprender a arte de amar.”

Na visão de Fromm, o amor não é um substantivo ou objeto, mas sim um verbo e uma prática. Ao ler A Arte de Amar, entende-se melhor como muitas dores e frustrações existenciais são ocasionadas por um simples problema de abordagem em relação ao amor.

Se duas pessoas forem estranhas e, de repente, a parede entre elas se quebra, esse momento de unificação é uma das experiências mais instigantes da vida. É ainda mais instigante para quem esteve, antes, isolado. Segundo Fromm, este milagre de súbita intimidade muitas vezes é facilitado se for combinado com atração sexual e consumação. No entanto, ele diz, este tipo de amor é, por sua própria natureza, fragilizado e não duradouro.

“As duas pessoas se tornam bem familiarizadas, sua intimidade perde cada vez mais o caráter miraculoso, até que seu antagonismo, suas decepções e o tédio mútuo matem o que resta da excitação inicial. Porém, no início, essas pessoas não sabem disso: na verdade, elas tomam a intensidade da paixão, sendo e vivendo essa loucura um sobre o outro, para a prova da profundidade de seu amor, enquanto ele só pode revelar o grau de sua solidão anterior.”

De acordo com Fromm, não há praticamente qualquer atividade, empreendimento que é iniciado com tão tremendas esperanças e expectativas, e ainda, que falhe regularmente, como o amor.

A única forma de evitar esse histórico de fracasso, argumenta o filósofo, é examinar as razões subjacentes para a desconexão entre nossas crenças sobre o amor e sua atribuição real – que deve incluir um reconhecimento do amor como uma prática informada ao invés de uma graça imerecida.

Assim como não há um manual para ser artista, não há um manual de como amar. Segundo Fromm, não se deve consultar um guia “faça você mesmo” para o amor, já que não existe. Deve sim investir no desejo de se tornar um artista do amor. Para isso, é necessária uma conscientização acerca de teoria do amor e prática amorosa.

O autor teorizou que existem quatro atividades necessárias para o amor. A primeira atividade é o cuidado. Amar aquele pelo qual se trabalha, e trabalhar por aquele que é amado. Se, por exemplo, uma mulher nos disse que adora flores, e vimos que ela se esqueceu de molhá-las, nós não acreditamos em seu amor por flores. A segunda atividade é responsabilidade. Ser responsável significa estar alerta, disposto e pronto para agir e responder. É um ato voluntário, elemento do amor. A terceira atividade é o respeito. O desejo por considerar e apoiar o outro como ele é, e não como queremos que seja. Respeito não é medo ou temor, mas a ausência de exploração. Fromm acrescenta que “responsabilidade poderia facilmente deteriorar-se em dominação e possessividade, se não fosse por respeito”. A quarta e última atividade necessária é o conhecimento. Fromm sugere que “não é possível respeitar uma pessoa sem conhecê-la”.

O autor também teorizou que, na prática, há três requisitos gerais para se dominar qualquer arte, como o amor. O primeiro requisito é a disciplina. Não se torna especialista em algo quem não dedica tempo e esforço suficientes para tal. Nesse caso, a preguiça é a maior inimiga. O segundo requisito é a concentração. Deve-se manter a atenção, submersão em foco e evitar trivialidades. Como diz Fromm, “nossa cultura leva a um modo de vida desconcentrado e difuso; fazem-se muitas coisas ao mesmo tempo”. Por fim, o terceiro requisito é a paciência. Boa arte leva tempo e dedicação. “Quem anda atrás de resultados rápidos nunca aprende uma arte”.

Outro elemento do amor citado separadamente por Fromm, tão importante quanto todos os outros, é a fé. Amar é um ato de fé. Precisamos acreditar na outra pessoa, se abrir para ela, mesmo sabendo que isso nos torna mais vulneráveis. Algumas pessoas hesitam em fazer isso, com medo de serem feridas ou decepcionadas por causa de sua abertura emocional. Mas, sem essa permissão de abertura, que se baseia na fé, não pode haver amor.

Após falar sobre alguns elementos teóricos e práticos sobre a arte de amar, Fromm discute os diferentes tipos de amor, que são: amor fraterno, amor maternal, amor paterno, amor erótico e amor próprio.

Ao discutir sobre amor fraternal, ele afirma que o amor é baseado em uma atitude; uma forma de pensamento que é solidificado pela prática, direcionada para tudo e para todos. Dessa maneira, o autor sugere que devemos amar, além dos irmãos e amigos, nossos inimigos. Se alguém diz que só é capaz de amar uma pessoa ou grupo de pessoas, passa a impressão de ser indiferente para com as demais, o que, na opinião de Fromm, não demonstra amor verdadeiro. Pelo contrário, é mais uma forma de egoísmo. Para o amor ser realmente amor, e não matéria de egoísmo, deve ser totalmente inclusivo: uma atitude altruísta, a qual Fromm chama de fraternal. “O amor fraterno é amor por todos os seres humanos; caracteriza-se pela própria falta de exclusividade”.

Amar a todos é um desafio que poucas pessoas estão dispostas a enfrentar. É claro que isso é nada fácil de acontecer, mas ninguém disse que o amor é fácil. Contra inimigos ou pessoas que ameaçam nosso bem-estar, é mais fácil sentir ódio e indiferença, que requerem menos esforço, uma vez que são comumente respostas para tudo o que nos testa o amor.

Já o amor maternal, este costuma ser incondicional, sem amarras. A mãe ama a criança, independentemente do que ela faz, pelo simples fato de que é seu filho. Por outro lado, sugere Fromm, o amor paterno é condicional, sujeito à fragilização em caso de desalinhamento entre as expectativas do pai e os comportamentos do filho.

Fromm aponta que, assim como todos nós temos uma mistura de características masculinas e femininas, cada pessoa tem a capacidade de expressar tanto amor maternal quanto paternal. Para o filósofo, a maturidade do amor resulta do equilíbrio entre estes dois tipos de amor.

“O amor infantil segue o princípio: ‘Amo porque sou amado’. O amor amadurecido segue o princípio: ‘Sou amado porque amo’. O amor imaturo diz: ‘Eu amo você porque preciso de você’. O amor maduro diz: ‘Eu preciso de você porque amo você’.”

A pessoa imatura coloca suas necessidades em primeiro lugar, ao passo que a pessoa madura considera o amor como mais importante, na análise de Fromm.

Outro tipo de amor importante é o amor próprio. Fromm assinala que é preciso distinguir entre amor próprio e egoísmo. “O egoísmo e o amor próprio, longe de serem idênticos, são efetivamente opostos”. O egoísmo é uma forma de adoração narcísica que nada tem a ver com amor. Por outro lado, uma pessoa amorosa que ama todas as outras pessoas, ama a si mesma. Ou seja, o amor alheio não pode ser separado do amor por si mesmo.

Sobre o amor erótico, diz Fromm, há muita ilusão. Muitas vezes, as pessoas cometem o erro de pensar que, porque elas são atraídas fisicamente por outra pessoa, também sentem amor por ela. Mas, se a relação é apenas física, então ela não satisfaz as necessidades de união, uma vez que se considera suprir apenas um desejo transitório, por meio de sexo. Na verdade, se for apenas uma relação física, pode fazer os praticantes se sentirem ainda mais distantes do que eram antes de se conhecerem, porque sua satisfação imediata, não duradoura, faz lembrar da solidão que precedeu a relação física. Se, por outro lado, essa relação é acompanhada por sentimento de amor fraternal, pode ser uma forma mais madura de amar, sendo um meio de atingir mais do que um prazer temporário. O amor, para ele, não é resultado da adequada satisfação sexual, mas a felicidade sexual é resultado do amor.

Segundo Fromm, o amor é uma prática de um poder humano que só pode ser exercido na liberdade, e nunca como resultado de uma compulsão.

“O amor é uma atividade, e não um afeto passivo; é um erguimento e não uma queda. De modo mais geral, o caráter ativo do amor pode ser descrito afirmando-se que o amor, antes de tudo, consiste em dar, e não em receber.”

Alguns consideram que dar é abandonar alguma coisa, ser privado de algo, sacrificar. Ou seja, sentem que dar é um empobrecimento. A maioria, talvez, se recusa a dar por causa desse pensamento enviesado. Para outros, no entanto, dar é a mais alta expressão de potência.

“Dar é mais alegre do que receber, não por ser uma privação, mas porque, no ato de dar, encontra-se a expressão de minha vitalidade […] Que dá uma pessoa a outra? Dá de si mesma, do que tem de mais precioso, dá de sua vida. Isso não quer necessariamente dizer que sacrifique sua vida por outrem, mas que lhe dê daquilo que em si tem de vivo; dê-lhe de sua alegria, de seu interesse, de sua compreensão, de seu conhecimento, de seu humor, de sua tristeza. Dando assim de sua vida, enriquece a outra pessoa, valoriza-lhe o sentimento de vitalidade ao valorizar o seu próprio sentimento de vitalidade. Não dá a fim de receber, dá em si mesma […] No ato de dar, algo nasce, e ambas as pessoas envolvidas são gratas pela vida que para ambas nasceu. Com relação especificamente ao amor, isso significa que o amor é uma força que produz amor.”

Dando prosseguimento aos raciocínios de Fromm, em A Arte de Amar, ele também discute, a partir de uma perspectiva bastante crítica, sobre a desintegração do amor na sociedade contemporânea. Segundo ele, as relações humanas estão cada vez mais alienadas, desprovidas de união.

“Nossa civilização oferece muitos paliativos que ajudam as pessoas a se tornarem conscientemente inconscientes dessa solidão: antes de tudo, a estrita rotina do trabalho mecânico, burocratizado, que as auxilia a permanecerem sem conhecimento de seus desejos humanos mais fundamentais, da aspiração de transcendência e unidade. Como a rotina, por si só, não o consegue, o homem supera seu desespero inconsciente através da rotina da diversão, do consumo passivo de sons e visões oferecidos pela indústria do divertimento; e, além disso, pela satisfação de comprar sempre coisas novas e de logo trocá-las por outras.”

O filósofo alega que a felicidade do homem, hoje em dia, está, primacialmente, em divertir-se. E divertir-se consiste na satisfação de consumir e obter. Na atual sociedade, tudo é consumido, engolido. E o amor também insere aí como relação de troca, com seus negociantes discutindo o preço, não a qualidade do produto.

Enfim, Fromm explora, neste livro, os equívocos e tabus culturais que nos impedem de dominar a habilidade humana suprema de amar, destacando sua teoria e prática através de uma visão lúcida, atemporal e dinâmica sobre as complexidades do amor.

08/10/2016 Posted by | Amor, Arte, Livros, Poesia | Deixe um comentário

Você Aprende

Filme narrado por Moacir Reis, de Veronica A. Shoffstall baseada no poema de William Shakespeare sobre o título “Você Aprende”.

08/10/2016 Posted by | Poesia | Deixe um comentário

O valor de um beijo

teu-beijo-salgadoQuando beijamos com paixão sentimos um comichão, mais quando o beijo é de amor o recebemos com ardor.

Só sabe quanto vale um beijo quem ama e se perde no desejo, parece mágica de repente você está flutuando, é como se o tempo parasse no instante daquele beijo.

É uma sensação diferente que vai tomando o corpo da gente não dá nem para explicar.

O beijo é o verdadeiro sabor

de amar …

05/10/2016 Posted by | Amor, Poesia | 1 Comentário

Homem meu e eu sua…

LIBERTARIA 2Sem face

Ora loucura, ora realidade

Te sinto, mas não te vejo

Te tenho, mas não te toco

Te falo, não te escuto

Conflagrando meu ser em chamas fulgentes de desejo…

Consumindo meu interior, nada pode conforta-me além do seu corpo….

Corpo candente, intenso…meu balsamo

Tenho sede. Não quero agua.

Quero tua boca…

Ah que consternação percorrendo meu corpo… arrebata-me de mim… me leva

A ti… inteira tua…

Oh lua. Tão suntuoso como ti… são aqueles olhos que ao me fitarem, me demuda em partículas vulcânicas

O movimento das tuas mãos transforma-me em títere

Em beija flor, que aspira o néctar das flores.

Ai de minha pele, sem teu calor

Ai de mim, sem ti.

Homem meu e eu sua…

Karina Máximo

23/08/2016 Posted by | Poesia | Deixe um comentário

Eternamente indecifrável

L032Trouxestes contigo o amor;
Aquele que desconhecia
Pensei que era razão
Mas amor e razão não andam juntos.
Ama-se por amar
Sem explicações
Amei pelo teu riso
Amei pelo teu cheiro
Que atiça o corpo.

Aconteceu por magia
Por magnetismo
Por Química.
Consegui ver teu coração através do teu olhar.

Amei pelo toque das tuas mãos
Pelo abraço
Pela paz que o tua presença transmite; ou pelo tormento que tua ausência me causa.

Amor não requer conhecimento prévio…
Ama-se apenas pelo fato do amor ser
Indefinível
Eternamente indecifrável.

Patrícia Carvalho

31/05/2016 Posted by | Poesia | Deixe um comentário

Livre

libertaria 1Não importa…
Onde estejas tu
Meu amor por ti, estará lá
Sempre esteve em todo lugar
No poema
No peito meu
No meu olhar.
Estejas tu
Aqui ou lá
Meu amor contigo está
Na noite que chega
Na brisa que te toca
No sorriso à luz da lua
Até no raiar do outro dia
Estará lá.
Livre de tudo
De regras
De razões
Como este louco poema
Meu amor por ti
Livre está

Barbara Melo Siqueira

15/04/2016 Posted by | Poesia | Deixe um comentário

Só de mim

Ás vezes me pergunto: É errado ser romântico ou ter algumas doses de romantismo? Não é romantismo meloso ou de coisas fofas, mas um romantismo maduro, em que ambos podem curtir algo leve, sem jogos, sincero e ameno. Sim, ás vezes me pergunto isso.

Hoje mesmo recebi um vídeo muito bom que instiga justamente esta reflexão, em que nos faz pensar em se apaixonar e acreditar de fato no amor é algo um tanto… Utópico (?). Eis o vídeo:

Intenso, sincero e simples, né?

Quando lancei a palavra ali em cima, ‘utópico’, foi com o intuito de instigar se nesse mundo cada vez mais rápido, globalizado e instantâneo, é possível vivenciar e acreditar em um amor, numa vida a dois e sem joguinhos. Amar, como a vida, é algo que não existe fórmula ou caminho certo ou errado, é simplesmente viver algo que pode te provocar delírios e chateações numa vida de parceria e de realização mútua.

O vídeo conta justamente a história de alguém que já teve tudo, e que só se percebeu isso depois de perder. Uma história improvável para um dia feliz, contada com a linda cidade de Lisboa como pano de fundo.

Enfim, poderia destrinchar várias linhas acerca deste sentimento, que em minha opinião, é o melhor de todos. Mas deixo isso a cargo de vocês, até porque, cada pessoa por si só, é um universo.

Que pontos causam uma posição mais blindada depois de alguns relacionamentos e cicatrizes?

Será que a culpa está sempre na outra pessoa?

31/03/2016 Posted by | Poesia | 1 Comentário