PrimeLife (Ano VI)

Viva Bem, Viva Mais, Viva com Estilo

Krug Brut Blanc de Blancs Champagne Clos du Mesnil 2002

krug-champagneA lovely, lacy Champagne, with ripe apricot, fennel seed and espresso aromas.

This caresses the palate with a finely detailed mousse and expansive flavors of pineapple pâte de fruit, toasted brioche, fleur de sel and grated ginger.

Long and chalky on the finish, this is a prima ballerina, showing power cloaked in grace.

Disgorged winter 2015. Drink now through 2032

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23/11/2016 Posted by | Bebidas | Deixe um comentário

Os mandamentos para apreciar os diversos tipos de cerveja

cerveja-03Todos nós sabemos um pouco sobre o que fazer para que a cerveja seja apreciada como se deve. Estar na companhia de bons amigos e em um ambiente caloroso é essencial.

Apresentamos 10 dogmas de apreciação de cerveja para os que desejam ir a fundo nessa arte de degustar essa bebida com mais de 8000 anos de existência, que esteve presente e marcou momentos importantes da história da humanidade (principalmente as festas).

  1. 1. A cerveja não gosta de dividir atenção: Evite fumar, tomar café ou usar perfume no momento da degustação, pois atrapalham a percepção do aroma. Um copo d’água ou miolo de pão são bons para limpar a garganta.
  2. A ordem das cores dos tipos de cerveja não é aleatória: Ao degustar variados tipos de cerveja, a ordem é sempre da mais clara para a mais escura. As claras são mais leves e fracas na porcentagem de álcool e as escuras são o oposto. As cervejas com mais álcool do mundo são as escocesas, chegando a porcentagens de 60%.
  3. O tamanho do colarinho conta: Alguns preferem com mais, outros com menos. O colarinho ideal deve ter de 2,5 a 3 cm, e cumpre o papel de preservar a temperatura e o aroma da cerveja. Recomenda-se que, ao servir a bebida, o copo seja inclinado a 45 graus, indo, progressivamente, à posição vertical.
  4. Escolha bem seu copo: Cada tipo de cerveja tem um copo específico para assegurar a conservação de seu aroma e gás característicos e para contemplação do corpo da bebida. 
  5. Não tenha pressa: Ao degustar uma cerveja, deixe-a passar por diferentes partes da língua, permitindo a percepção de diferentes sabores, de acordo com a sensibilidade de cada região (salgado, doce, ácido, amargo). Enquanto isso, respire para ajudar a sentir os aromas de forma mais acentuada. Depois disso, perceba qual sabor mais se destacou.
  6. Aprecie do início ao fim: O sabor dos variados tipos de cerveja varia do início ao fim da degustação. O sabor final pode ser a impressão que ficará da cerveja.
  7. Cerveja demais = sabor de menos: Na arte de apreciar a cerveja, não se pode exagerar na quantidade, pois isso diminui a sensibilidade do paladar e fica mais difícil notar as peculiaridades de cada tipo.
  8. Tome e dê notas: Ande com papel e lápis, para escrever os principais pontos notados nos tipos de cerveja provados.
  9. Dê uma segunda chance: Devido à influência de tantos fatores externos na percepção do sabor da cerveja, talvez você não a aprecie de primeira, se quiser ter certeza, tente outra vez, em um outro dia.
  10. Divirta-se: Apesar de a apreciação de cerveja ser algo sério e complexo, cabe lembrar que deve fazer parte de um momento de diversão, então, para a experiência ser completa, divirta-se!

01/11/2016 Posted by | Bebidas | Deixe um comentário

O amargo é o novo doce

amor amargoO paladar mudou.

Cervejas fracas, drinques açucarados e até mesmo pães e chocolates suaves estão perdendo terreno.

A reação de um adulto ao provar o primeiro negroni é a mesma de uma criança ao levar à boca uma colherada de doce de leite; uma monstruosa careta.

A coincidência ajuda a lembrar o quanto nosso paladar se acostuma a qualquer gosto. E a entender por que de uma hora para outra tanta gente no Brasil passou a tomar vermute quase como se fosse guaraná.

“Até há pouco só se bebia drinques açucarados, como alexander, meia de seda e caipirinhas muito doces, porque a cultura era essa”, diz o experiente barman Derivan de Souza, hoje à frente do Bar Número, em São Paulo. “Felizmente, a moda agora é outra.”

O descrédito cada vez maior do açúcar, que ninguém julgava fazer mal há duas décadas, também ajuda a explicar o fenômeno. Sorte de bebidas amargas como o Campari.

Tido como coisa de velho até pouco tempo atrás, o bitter italiano se reinventou no Brasil graças à ascensão do negroni e fez do país o segundo maior mercado da marca. E não é que o mundo das cervejas vive transformação parecida, assim como o de chocolates e até dos pães artesanais?

Veja abaixo por que tudo que é suave ou doce parece com os dias contados.

por Ricardo Pieralini

O triunfo das IPAs: As cervejas pilsens que se cuidem

Num país tão dominado pelas pilsens, ninguém imaginava que cervejas amargas como a PORTER e a INDIAN PALE ALE pudessem fazer tanto sucesso. A venda desta última, que se destaca pela alta concentração de lúpulo, é a que mais cresce no Brasil. “De longe, é o estilo que mais vendemos”, diz Aloisio Xerfan, dono da Blondine, no interior de São Paulo. Outras IPAs nacionais que merecem atenção s]ao a potente INVICTA 1000 IBU, de Ribeirão Preto, e a SCHORNSTEIN, de Pomerode (SC).

Vai um cacau em barra?

Foi-se o tempo dos chocolates ao leite.

Sediada na Bahia, a marcar de chocolates orgânicos AMMA quase dobrou de tamanho de 2014 para 2015. O motivo? Não dá bolapara o açúcar. “Quem muda para o amargo nunca mais volta para o doce”, garante Diego Badaró, um dos sócios. Desde o início, a barra mais vendida é a 100%, a mais amarga de todas. Se fazem ao leite? “Paramos, sempre foi a menos vendida”, diz Badaró. Outros fabricantes seguem o mesmo caminho.

Sobrou até para os pães

Flávia Maculan é a padeira mais festejada de São Paulo. Bióloga por formação, trocou a ciência pela arte da fermentação natural. O que um dos pães feitos por ela está fazendo neste post? É que eles possuem um quê de amargor bem característico, e têm levado muita gente a abandonar os pães mais leves da padaria da esquina. O toque vem da casca, sempre grossa e torrada. No miolo, nota-se acidez, padrão dos sourdough, que levam fermento natural. Será que os pães doces também estão com os dias contados? No que depender de Flavia, que não planeja assá-los, é muito provável.

 

 

03/09/2016 Posted by | Bebidas, Gastronomia | Deixe um comentário

Os 5 melhores chá da tarde de Londres

Esta semana, a Inglaterra está saudando uma de suas maiores tradições gourmet: o chá da tarde.

cha tarde

Em Londres, hotéis de luxo e destinos turísticos têm coordenado em deixar as pessoas descobrires compotas e outras delícias que compõem este momento especial.

A famosa loja de luxo de Londres está organizando cursos de aperfeiçoamento até dia 14/08 a dedicada degustação de chás. Dentro dos limites do seu ícone Georgian Restaurant, a Harrod apresenta uma seleção de dez das suas próprias especialidades de chá. A degustação está sendo acompanhada por iguarias quentes e com uma geleia de pétala de rosa. O valor é de £ 50 (R$ 270) por pessoa, e não se esqueça de reservar com antecedência nos locais abaixo.

Uma experiência perfumada no InterContinental Park Lane

Quando o mundo dos perfumes se mistura com o chá da tarde. Para comemorar este evento, o hotel organizou uma oficina para demonstrar a forma como perfumes e técnicas de cozinha podem trabalhar juntas para criar um chá da tarde ultra-gourmet. Para o efeito, o chefe Floris e seu porta-voz esperam que cada pessoa desembolse £ 35 (R$ 189) para o workshop com um chá da tarde completo além de uma taça de champanhe na sala de estar, Wellington.

Chá da tarde no estilo japonês

O Courthouse Hotel quer deixar seu olfato com a tradição britânica por reimaginar o chá britânico com ingredientes japoneses. Os hóspedes podem, por exemplo, provar um vinho de ameixa que é tradicionalmente servido na terra do sol nascente, ou um vinho efervescente asiático. O custo: £ 29,50 por pessoa.  (R$ 159)

Um momento gourmet com o autor Rosie Millard

Chá da tarde no Conrad Saint James adotou uma perspectiva educacional com a presença do autor Rosie Millard. O jornalista  discute seu mais recente livro, “The Square”, enquanto os hóspedes podem desfrutar de biscoitos de coco ou abacaxi e de “macaroons mojito”. Copos tradicionais de chá são servidos, bem como grandes copos de chá gelado. O valor está fixado por volta £ 35 (R$ 189).

Um chá da tarde histórico

Em 14 de agosto, a estrela mundial Kerstin Rodgers, aka Marmite, vão servir chá e guloseimas em um ambiente histórico no estilo do século 18. Isso tudo vai ficar na casa de Dennis Sever, em Spitalfields. O valor do evento? £ 75 (R$ 406) por pessoa.

09/09/2015 Posted by | Bebidas | Deixe um comentário

Moët & Chandon lança a champanhe MCIII

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Moët & Chandon acaba de lançar a nova champanhe vintage nomeada MCIII. A nova bebida nasceu da mistura de três vinhos diferentes, crescido e envelhecido em metal, madeira e vidro.

A casa Moët & Chandon fundada por Claude Moët em 1743 cria “surpresas” no mundo do vinho. Em 2010, o produtor de prestígio chocou os puristas, apresentando uma champanhe refrigerada, especialmente criada para ser consumida com cubos de gelo chamada de “Moët Ice imperial”. Para os especialistas em vinhos tradicionais, a noção de incluir gelo em uma champanhe foi considerada heresia.

Nova receita assinada Moët & Chandon

Em um espírito completamente diferente, a marca tem lidado com a queda de 2015 em suas colheitas de uma maneira muito original. O Chef da marca decidiu inovar dentro dos tipos de materiais utilizados para envelhecimento do vinho.

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A nova champanhe contém 37% de chardonnay e pinot noir vinificadas em cubos de inox. “Esta camada é dotada um intenso frutado e uma dimensão no vinho que evoca a sofisticação e o brilho do verão”.

A nova mistura conterá também uma elevada proporção de vinhos “Grand Vintage” vindos de 1998, 2000 e 2002 parcialmente amadurecidos em barris de carvalho. Os ingredientes finais incluem champanhes da coleção Grande Vintage, que datam das safras de 1999, 1998 e 1993.

O produtor de luxo observa que “esta camada completa é o equilíbrio da mistura. Notas de fundo reforça a impressão notável da maturidade enquanto reforça também a vitalidade “.

O produto resultante é requintada. A cor do vinho tem um belo amarelo com um brilho dourado e as bolhas são fabulosas. No vidro, o vinho libera café, malte e aromas de avelã, bem como notas de pecan e citrinos. Na boca, o néctar lembra frutas cítricas cristalizadas, figo particularmente seco e o acabamento mineral.

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A nova cuvee Moët & Chandon foi chamada de “MCIII”, em referência as iniciais da casa e o processo da mistura de três camadas, e que amadureceu nos porões por 10 anos.

O MCIII pode ser  adquirido pela casa Moët & Chandon por 450 euros, cerca de R$ 1.800.

09/09/2015 Posted by | Bebidas | Deixe um comentário

Louis XIII: o brinde perfeito para o inverno

O cognac francês é escolha certa para aquecer os dias frios da estação.

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Para aproveitar o inverno, a Maison Rémy Martin oferece o prestigiado cognac Louis XIII. Reconhecido como o melhor do mundo, o cognac é a perfeita união do tempo com o trabalho em equipe, o que resultou em um destilado de até 1.200 eaux de vie, um diferenciado e raro mix de exclusividade.

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O aroma do cognac é apimentado, e seu sabor é uma harmonia sutil de figo, gengibre e sândalo, que toma conta do paladar por horas. São toques aveludados, que combinam com o clima da estação mais fria do ano, para proporcionar uma experiência única.

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No Brasil, o valor da garrafa é de R$ 13 mil. A bebida também pode ser degustada em dose e meia-dose, em hotéis como Fasano, Unique, Copacabana Palace e Emiliano, por cerca de R$ 1.500,00.

26/06/2015 Posted by | Bebidas | Deixe um comentário

Moët Ice Imperial, uma experiência gelada e refrescante

Moët & Chandon oferece uma experiência gelada com sua Moët Ice imperial, um champagne bastante provocante para ser degustada somente com gelo.

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O Moët Ice imperial é um champanhe para ser servido sobre uma cama de gelo e em copos grandes.

O composto é de 40-50% com intensidade de frutas para um toque final refrescante. A Moët Ice imperial foi desenvolvido para ser degustado com gelo ao invés de ser apenas gelada como é de hábito. Ele deve ser acompanhado por pequenos cubos de gelo para que o champagne alcance o equilíbrio perfeito, enquanto que em outros champagnes, o gelo provocaria um desequilíbrio.

Criado em 2010, o Moët Ice imperial é interpretação do frescor, geralmente apropriado para as noites de verão. Novas sensações da Moët & Chandon poderão ser degustadas na sua primeira loja conceito chamada “The House of Ice Cube” que abrirá as portas de 25 a 27 junho de 2015.

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Champagne com gelo

Dedicado à arte do gelo, o espaço – localizado na Rue Saint-Honoré, 72 em Paris, haverá dois espaços distintos. O primeiro será dedicado à compra de gelo original e o segundo será reservado para degustação do Moët Ice imperial.

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Para os amantes do frescor e da inovação, o frasco branco polar do champagne é cercado por uma gravata preta que enfeita a sua etiqueta dourada e que estará à venda nos pontos de degustação disponíveis no site: fr.moet.com. O Moët Ice imperial estará disponível de Maio a Setembro no mercado europeu pelo preço sugerido de 49 €. Você poderá acompanhar o champagne com algumas folhas de hortelã, raspas de limão, toranja branca, ou algumas sementes de cardamomo.

 

Champanhe Moet Ice Imperial

“House of Ice Cube” Moët & Chandon

Venda e degustação no local: 14 € por taça, 49 € pela garrafa ou 100 € contendo garrafa, taça e balde de gelo.

De 25 a 27 de junho de 2015 – 11:00 – 21:00

72, rue Saint Honoré

Paris – França

24/06/2015 Posted by | Bebidas | Deixe um comentário

Chocolate e Bebidas

V 03A combinação do chocolate com bebidas é um tema muito controvertido entre as pessoas de gosto mais refinado. Enquanto alguns acham que não combina com nenhuma, preferindo saboreá-lo sozinho, outros apontam o vinho Banyuls como único que se harmoniza. A aparente falta de mais opções se justifica, pois o chocolate faz parte de um pequeno grupo de alimentos que não interage bem com qualquer bebida. A dificuldade do chocolate é específica e reside na textura densa formando uma película espessa que adere às papilas gustativas, bloqueando-as. Caso não seja diluída, ela impede que haja uma parceria agradável. O teor alcoólico da bebida é o principal fator que ajuda romper esse bloqueio

Para que alimentos e bebidas tenham afinidade é preciso que o peso (estrutura, corpo), sabor e aroma de ambos sejam iguais, semelhantes ou até complementares. Com o chocolate não é diferente. O caso do Banyuls não pode ser generalizado, pois sendo um vinho encorpado, muito doce e aromático, seu par ideal é o chocolate puro de boa estrutura, também muito doce e aromático. Portanto, quaisquer outros vinhos com as mesmas características dele também se harmonizariam com esse tipo de chocolate. Exemplos: Porto, Madeira, Tokaji Aszú, Jerez Pedro Ximénez e Málaga. Para outros tipos de chocolate puros em várias doçuras, diferentes conteúdos de cacau, recheados ou na forma de mousses e pudins existem também bebidas adequadas, nem sempre necessariamente vinhos.

Após um bom jantar onde normalmente o café é servido com pequenos tabletes de chocolate, trufas ou bombons, o licor Cointreau é um rápido e simpático acompanhamento. Outros exemplos:

– Mousses leves menos açucaradas podem ser servidos com espumante demi-sec ou um Moscato d´ Asti;

– Bolos e pudins com mais estrutura requerem algo mais forte como o Muscat de Rivesaltes ou vinhos do tipo Late Harvest;

– O chocolate branco, cuja característica é ser doce sem amargor, tem uma combinação interessante com licores tradicionais como o Grand Marnier.

De forma genérica, qualquer bebida alcoólica, doce ou mesmo seca, tem potencial para combinar com chocolate.

Enquadram-se neste ultimo grupo as bebidas destiladas. Uma das combinações mais comuns e felizes é de bombons recheados com conhaque. Por qual motivo então não fariam uma boa combinação quando servidos separadamente? Sua complexa intensidade aromática de carvalho e baunilha encontra similaridade com alguns chocolates. Ele tem força alcoólica, peso e potência para diluir a película que adere às papilas. Apenas lhe falta o açúcar. Como o chocolate escuro e amargo pode prescindir em parte desse requisito, pode-se então admitir que além do conhaque outros destilados como o uísque, rum envelhecido e até uma cachaça artesanal também combinam. Portanto, percebe-se que existem varias sugestões de bebidas para acompanhar o chocolate. Aqueles que dizem não existir nenhuma ou somente o Banyuls, talvez ainda não tenham experimentado outras combinações diferentes e têm agora uma nova oportunidade para fazê-lo.

18/07/2014 Posted by | Bebidas | Deixe um comentário

Moët & Chandon

Moet & Chandon1Há três séculos, o champagne Moët & Chandon, ícone do joie de vivre e das celebrações, mantém a visão de luxo do seu fundador. A musa e embaixatriz da marca, Scarlett Johansson, diz: “Moët & Chandon tem o espirito atemporal de Hollywood”. Para este post criamos um pequeno glossário de termos franceses para você se deliciar mais ainda ao brindar com a sua Moët & Chandon.

Um frade inventou o champagne, mas em 1743, em pleno século do Iluminismo, o francês Claude Moët fundou a maison com seu nome que logo seria a fornecedora da corte de Luiz XV e de outras casas reais. A amante oficial do rei de França, a sedutora ex demi mondaine que a vontade real transformou em Marquesa de Pompadour, foi uma das responsáveis pela borbulhante bebida ter se transformado em símbolo de joie de vivre e de comemoração. A poderosa madame la Marquise ensinava: “O champagne torna todos os homens inteligentes e todas as mulheres bonitas”. Quem havia de ir contra um comentário desses?

Em 2006, Moët & Chandon iluminou a Estátua da Liberdade, em Nova York, com um light show que entrou para a história do light design para comemorar os 120 anos do maior símbolo do espírito empreendedor do novo continente. Mas foi o neto do fundador, o carismático e visionário homem de negócios, Jean-Rémy Moët, quem imprimiu o allure de requinte neste magnífico champagne. Conta-se que Talleyrand, o ás da diplomacia francesa da corte de Napoleão, previu com uma ponta de inveja: “Meu caro, tens tua imortalidade assegurada. Teu nome brilhará por mais tempo que o meu”.

Na década de 1930, o conde Robert-Jean de Vogüé (pronuncia-se Vô-gu-ê), presidente da Moët & Chandon, percebeu a importância da associação do star power, hoje o fenômeno da celebridade, para consolidar o magnetismo inconfundível da marca. O elegante Vogüé, amigo de Maurice Chevalier, star francês de primeira grandeza nas telas de Hollywood, passou a associar Moët & Chandon à beleza das estrelas e ao glamour hollywoodiano. Há décadas uma legião de divas do tapete vermelho brinda com Moët & Chandon dentro e fora da grande tela.

Pequeno glossário de termos franceses do universo de requinte do champagne para você brindar nas festas com seu Moët & Chandon:

Attaque – O ataque é a primeira sensação que o vinho causa na boca

Assemblage – (pronuncia-se assam-blage) A combinação de dois ou mais vinhos em busca de uma nova bebida, mais uniforme, com personalidade própria, que possa ser elaborada outras vezes posteriormente

Brut – Um tipo de champagne natural com menor teor de açúcares residuais

Chef des Caves – É o Chefe das Adegas, o responsável máximo pelas adegas e pela vinificação

Cuvée – (pronuncia-se quii-vê) Um lote de vinhos cuja identidade é diferenciada e precisa

Joie de vivre – (pronuncia-se juá de vivre) Alegria de viver!

Longueur en bouche – (pronuncia-se longuerr ân busche) Persistência aromática na boca

Millésime – (pronuncia-se mi-lê-zim) Vinhos elaborados exclusivamente a partir de uvas do mesmo ano. É um vinho de um ano em que a qualidade da uva foi superior.

Perlage – (pronuncia-se pêr-laje) As borbulhas do champagne

Terroir – (pronuncia-se tê-rroar) Literalmente significa “terreno” onde se localiza um vinhedo, mas seu sentido é mais amplo. Designa também o conjunto de características como solo, microclima e ecossistema do local, responsáveis pela qualidade do vinhedo e do vinho que dele originará

Sabrage – Ou sabering, em inglês, é a técnica na qual uma garrafa de champagne é aberta com um golpe certeiro de um sabre ou uma espada. Quando a lâmina do sabre atinge a garrafa abaixo da rolha, o vidro se quebra, disparando a rolha e o gargalo da garrafa, enquanto o restante da garrafa permanece intacta. Amante do champagne Moët & Chandon, foi Napoleão e suas tropas que popularizaram o sabrage.

07/02/2014 Posted by | Bebidas | Deixe um comentário

Champagne Salon Cuvée S

champagne1Entre os grandes Champagnes, o Salon ‘S’ é indiscutivelmente o mais raro de todos. É um legado de Eugène-Aimé Salon, um abastado peleiro e fanático por Champagne. No inicio do século 20 devotou sua vida criando um vinho diferente de todos os outros da região, unicamente para seu prazer pessoal

Deveria ser único e peculiar, com a exclusiva finalidade de impressionar seus contemporâneos e clientes. Começou vasculhando a região até encontrar e adquirir um vinhedo de Chardonnay com 1 ha em Les Mesnil-sur-Oger onde criou a famosa Maison. Até hoje essa comuna é uma das poucas de apelação Grand Cru em Champagne.

Antes da primeira produção, um enólogo local previniu Eugène que a acidez muito elevada das uvas Chardonnay de Le Mesnil resultava em vinhos potentes com grande potencial de envelhecimento, mas lhes faltava corpo e estrutura para que tivessem equilibrio e alta qualidade. Como Salon acreditava que os vinhos poderiam abrir e impressionar se fosse dado tempo suficiente para evoluirem, decidiu deixa-los envelhecer por dez anos no minimo. Foi assimn que seu “Grand Vin Nature du Mesnil” 1911 se tornou o primeiro Champagne blanc de blancs quando foi lançado em 1921.

Eugène Aimé faleceu solteiro em 1943 e a casa foi deixada para sua irmã e um sobrinho que não se interessavam muito pelo negocio de vinhos. Após 20 anos a empresa foi vendida para a Dubonet-Cinzano e logo depois para Laurent-Perrier, seus atuais proprietários. A área em Côte des Blancs foi aumentada para 11 ha e desde 1911 até hoje somente 37 safras foram lançadas com uma produção media de 60 mil garrafas cada. Salon “S” é um dos poucos vinhos franceses emblemáticos devido à sua fabulosa reputação. Seu atual presidente coloca o Salon no mesmo nível do Domaine de la Romanée-Conti, Château Le Pin e Château d´Yquem.

Salon é um dos poucos Champagnes que interessa a colecionadores. A principal razão é sua longevidade. No lançamento o vinho é fechado e necessita pelo menos 20 anos após o disgorgement para seu verdadeiro potencial emergir. Melhor ainda quando bebido pelo menos 30 anos após a colheita das uvas. Um vinho, um vinhedo, uma uva: a aparente simplicidade da formula desmente os desafios inerentes à criação de um vinho da complexidade do Salon. Ele é a prova da visão perfeccionista de Eugène-Aimé, pois as condições e as tradições ele prescritas continuam mantidas na produção desse lendário Champagne, feito em média apenas três vezes por década.

01/11/2013 Posted by | Bebidas | Deixe um comentário