PrimeLife (Ano VI)

Viva Bem, Viva Mais, Viva com Estilo

Por que as pessoas inteligentes preferem menos amigos?

Muitos de nós já nos perguntamos, vez ou de outra, o que faz uma vida bem vivida.

Ser cercado pela família e um monte de amigos?

Pode ser cercado por um punhado seleto de pessoas em sua vida?

Você já observou uma pessoa realmente inteligente em sua vida e os amigos com os quais se cerca?

E a quantidade de pessoas ao seu redor?

Acontece que as pessoas mais inteligentes preferem menos amigos e aqui está o porquê.

O que faria a maioria das pessoas feliz

Uma nova pesquisa, publicada no British Journal of Psychology, trata de questões sobre o que exatamente define uma vida bem vivida. Acontece que, os estilos de vida “de caçadores” de nossos antepassados formam a base do que nos faz felizes agora.

A pesquisa entrevistou aproximadamente 15.000 pessoas entre as idades de 18 a 28 anos de idade.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas que vivem em áreas densamente povoadas relataram menos satisfação com a qualidade de sua vida. A próxima conclusão sugere que quanto mais frequentes nossas interações com amigos próximos, mais melhoramos a nossa felicidade autorelatada.

Pessoas inteligentes são uma exceção

No entanto, existe uma exceção. Para aqueles com quocientes de inteligência mais elevados, essas correlações drasticamente diminuem. “O efeito da densidade populacional na satisfação com a vida era, portanto, mais de duas vezes maior para os indivíduos de baixo QI”. Assim, quanto mais inteligente você é, menos está satisfeito com a vida se socializando com os amigos com mais frequência. Mas por quê?

Pessoas inteligentes estão focadas em objetivos de longo prazo

As pessoas com QI mais elevado e capacidade de usarem sua inteligência, são menos propensas a gastarem tempo socializando. Por quê? As pessoas inteligentes estão focadas em objetivos de longo prazo. São obrigadas, e talvez um pouco mais orientadas a usarem sua inteligência para criarem algo maior do que elas mesmas.

Por exemplo, pense em alguém que você conhece que fez pós-graduação ou começou seu próprio negócio. Ao perseguir suas ambições e objetivos, esse alguém teve de minimizar interações sociais para permanecer na tarefa de alcançar seu objetivo. Uma pessoa inteligente, na busca de alcançar algo maior e melhor do que ela mesma, pode considerar a interação social como uma distração, algo que a afasta de objetivos a longo prazo, o que, por sua vez, podem afetar seu bem-estar geral.

Quando buscando um objetivo a longo prazo, o indivíduo mais inteligente prefere ficar em casa e trabalhar no sentido de seus sonhos e ambições, em vez de sair em um sábado à noite com alguns amigos. Não é que ele não valoriza a amizade, mas quando está à espreita de alcançar a grandeza, julga a socialização como distração.

Como as pessoas inteligentes se desenvolveram de forma distinta durante a evolução do cérebro humano

O cérebro humano evoluiu para atender as demandas do nosso ambiente ancestral na savana. A densidade da população era baixa e subsistíamos por um estilo de vida caçador-coletor. Durante estes tempos, ter contato frequente com os amigos ao longo da vida era necessário para a nossa sobrevivência e posterior reprodução da nossa espécie.

Nos dias de hoje, a nossa vida mudou drasticamente, assim como nossas interações com o outro. As pessoas inteligentes podem ser mais capazes de lidar com os novos desafios que a vida moderna nos lança. Ou seja, essas pessoas têm uma melhor capacidade de resolverem problemas evolutivos e novos e mais facilidade de lidarem com novas situações.

Quando você é mais inteligente, é mais capaz de se adaptar às coisas e tem mais facilidade em fundir suas predisposições ancestrais com o mundo moderno.

Pessoas inteligentes valorizam relacionamentos de uma maneira diferente

As pessoas inteligentes valorizam amizades e relacionamentos como qualquer outra pessoa, mas tendem a ser mais seletivas com a forma como gastam o seu tempo. Não é que elas não valorizam amizades e socialização, é que também valorizam os seus interesses pessoais.

Luiza Fletcher

19/07/2017 Posted by | Comportamento, Psicologia | Deixe um comentário

Você atrai o que você é

Quem nós pensamos que somos está intimamente ligado a como nos consideramos tratados pelos outros. Muitas pessoas se queixam de que não recebem um tratamento bom o bastante. “Não me tratam com respeito, atenção, reconhecimento, consideração. Tratam-me como se eu não tivesse valor”, elas dizem. Quando o tratamento é bondoso, elas suspeitam de motivos ocultos. “Os outros querem me manipular, levar vantagem sobre mim. Ninguém me ama.”

Quem elas pensam que são é isto: “Sou um pequeno eu’ carente cujas necessidades não estão sendo satisfeitas.” Esse erro básico de percepção de quem elas são cria um distúrbio em todos os seus relacionamentos. Esses indivíduos acreditam que não têm nada a dar e que o mundo ou os outros estão ocultando delas aquilo de que precisam. Toda a sua realidade se baseia num sentido ilusório de quem elas são. Isso sabota situações, prejudica todos os relacionamentos. Se o pensamento de falta – seja de dinheiro, reconhecimento ou amor – se tornou parte de quem pensamos que somos, sempre experimentaremos a falta.

Em vez de reconhecermos o que já há de bom na nossa vida, tudo o que vemos é carência. Detectarmos o que existe de positivo na nossa vida é a base de toda a abundância. O fato é o seguinte: seja o que for que nós pensemos que o mundo está nos tirando é isso que estamos tirando do mundo. Agimos assim porque no fundo acreditamos que somos pequenos e que não temos nada a dar.

Se esse for o seu caso, experimente fazer o seguinte por duas semanas e veja como sua realidade mudará: dê às pessoas qualquer coisa que você pense que elas estão lhe negando – elogios, apreço, ajuda, atenção, etc. Você não tem isso? Aja exatamente como se tivesse e tudo isso surgirá. Logo depois que você começar a dar, passará a receber. Ninguém pode ganhar o que não dá. O fluxo de entrada determina o fluxo de saída. Seja o que for que você acredite que o mundo não está lhe concedendo você já possui. Contudo, a menos que permita que isso flua para fora de você, nem mesmo saberá que tem. Isso inclui a abundância. A lei segundo a qual o fluxo de saída determina o fluxo de entrada é expressa por Jesus nesta imagem marcante: “Dai, e dar-se-vos-á.

Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada, sacudida e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.” A fonte de toda a abundância não está fora de você. Ela é parte de quem você é. Entretanto, comece por admitir e reconhecê-la exteriormente. Veja a plenitude da vida ao seu redor. O calor do sol sobre sua pele, a exibição de flores magníficas num quiosque de plantas, o sabor de uma fruta suculenta, a sensação no corpo de toda a força da chuva que cai do céu. A plenitude da vida está presente a cada passo. Seu reconhecimento desperta a abundância interior adormecida. Então permita que ela flua para fora. Só fato de você sorrir para um estranho já promove uma mínima saída de energia. Você se torna um doador. Pergunte-se com frequência: “O que posso dar neste caso?

Como posso prestar um serviço a esta pessoa nesta situação? Você não precisa ser dono de nada para perceber que tem abundância. Porém, se sentir com frequência que a possui, é quase certo que as coisas comecem a acontecer na sua vida. Ela só chega para aqueles que já a têm. Parece um tanto injusto, mas é claro que não é. É uma lei universal. Tanto a fartura quanto a escassez são estados interiores que se manifestam como nossa realidade. Jesus fala sobre isso da seguinte maneira: “Pois, ao que tem, se lhe dará; e ao que não tem, se lhe tirará até o que não tem.

Eckhart Tolle

17/07/2017 Posted by | Desenvolvimento Pessoal, Espiritualidade, Psicologia | Deixe um comentário

Gratidão

A gratidão é o maior princípio do reconhecimento que nós podemos ter. Quando recebemos algo, faz todo sentido demonstrar nossa gratidão.

Os benefícios da gratidão são maravilhosos!

A gratidão não é moeda de troca, é gentileza. É sentir necessidade de dizer “obrigado”, é beijar no rosto de alguém carinhosamente, é se expressar em gestos, qualquer atitude, com um sentido abraço.

A gratidão traz junto dela uma série de outros sentimentos, como amor, fidelidade, amizade e muito mais. A gratidão é um sentimento muito nobre!

É muito importante lembrar que onde você foca a sua Gratidão, lá estará a sua felicidade. No casamento, no trabalho, família, pais, filhos, amigos, financeiro.

Vamos dizer que você tem um trabalho onde 90% do tempo você se sente feliz, realizado e motivado, porém tem 10% que não é tão bom.

Se você focar nos 90% positivo você terá mais coisas boas e sentirá bem. O contrário também pode ocorrer se você observar só os 10% ruins você terá mais coisas negativas, problemas, enfim tudo que não era para acontecer irá acontecer.

Quando você aprende a focar em coisas boas e começa a agradecer por elas, a mudança será positivamente avassaladora.

A Gratidão vem de dentro. Precisamos senti-la verdadeiramente em nosso coração, vivenciá-la com os gestos, olhares e principalmente com as palavras.

Muitos têm o sentimento de gratidão em seu coração, mas não “colocam” para fora dizendo: muito obrigada, sou grato.

O que nos impede de sermos Gratos:

◾Sentimento de inferioridade e de vitimização extrema;

◾Autossuficiência

◾Mágoa e ressentimentos

◾Inveja e comparação

◾Dificuldades de mostrar afetos

É importante reforçar a necessidade de ter a Gratidão dentro e fora, buscando usar palavras e termos gentis e educados, pois sabemos que o Universo absorve nossos sentimentos, ações e palavras.

Quando você alcançar esta maneira de pensar e de se sentir grato, você perceberá que coisas extraordinárias irão acontecer em sua vida e ao seu redor.

28/06/2017 Posted by | Comportamento, Psicologia | Deixe um comentário

Não agrade os ingratos, nem sirva os folgados

Passamos muito tempo fazendo a coisa certa para as pessoas erradas, sofrendo as consequências das péssimas escolhas pelo caminho, sofrendo à toa por coisas inúteis e gente sem conteúdo, alimentando vãs esperanças em relação ao que não tem a menor chance de vir a acontecer.

Perdemos muito tempo investindo no vazio, esperando retorno do que não volta, aguardando sorrisos de quem nem nos olha direito. É preciso focar no que é real, pois, mesmo que não haja muito de verdadeiro nesses terrenos, esse pouco bastará.

Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, às pessoas descontentes e incapazes de receber algo de fora. Existem indivíduos que se encontram por demais fechados ao acolhimento do que não se encontra dentro deles, do que não faz parte daquele mundinho em que eles se fecham, presos a crenças e sentimentos que não mudam, não são repensados, não saem do lugar. Tentar alcançá-los é inútil.

É necessário evitar a servidão aos folgados, aos aproveitadores, a quem não sai do lugar por si só, a quem foge a qualquer tipo de responsabilidade, pois sabe que alguém sempre fará por ele.

Temos que ter clareza quanto ao que realmente devemos e poderemos tomar para nós, ou acumularemos cargas de bagagens que não são, nem de longe, relacionadas às nossas vidas. Muita gente precisa de ajuda, sim, mas muitos precisam é de vergonha na cara.

Não podemos nutrir amizades duvidosas, com pessoas que não expressam a menor necessidade de nós, como se tanto nossa presença quanto nossa ausência fossem a mesma coisa, algo sem importância, invisível, dispensável.

Nem todos de quem gostamos irão gostar de nós, o retorno da estima e da afeição nunca é uma certeza, portanto, há necessidade de que adentremos exclusivamente os encontros verdadeiros.

Não é fácil nem tranquilo conseguirmos acertar quanto ao que poderemos regar com a certeza de retorno e reciprocidade, uma vez que as pessoas, os acontecimentos, a vida, tudo é imprevisível.

Embora muito do que acontecerá em nossas vidas não possa ser controlado, mantermos sob controle nossas verdades e a certeza de que merecemos ser felizes nos tornará mais fortes diante dos tombos, sem que desistamos de nossos sonhos.

28/06/2017 Posted by | Comportamento, Psicologia | Deixe um comentário

Quem sabe, nem sempre sabe

Quando um amigo disse-lhe que o oráculo de Delfos havia apontado Sócrates como o mais inteligente dos homens, o próprio Sócrates achou que aquilo era um absurdo. Afinal de contas, ele não cansava de dizer que não sabia nada. Este era o cerne de sua pregação, a base das famosas investigações dialéticas que deram origem à filosofia ocidental.
Como escreveu Platão no livro Apologia de Sócrates, ele tratou então de investigar o assunto. Depois de conversar com os grandes sábios de Atenas – artesãos, militares, políticos – concluiu que sim, o oráculo talvez tivesse razão. Porque ninguém sabia nada, mas todos achavam que sabiam muito. Sócrates era o único que sabia que não sabia.
Vinte e quatro séculos depois, o então secretário da Defesa dos Estados Unidos sob o governo Bush, Donald Rumsfeld, popularizou um conceito semelhante. Segundo ele, há coisas que nós sabemos que sabemos, há o que não sabemos que sabemos, há o que sabemos que não sabemos e, o quadrante mais perigoso de todos, aquilo que não sabemos que não sabemos.
É deste último quadrante que trata o livro The Knowledge Illusion: Why We Never Think Alone (“A ilusão do conhecimento: por que nós nunca pensamos sozinhos”, numa tradução livre), de Steven Sloman e Philip Fernbach, dois pesquisadores especializados em ciência do conhecimento.

No caso de Rumsfeld, os “desconhecidos”, como os definiu, eram cruciais. O maior perigo para a segurança vem da surpresa – como demonstrou o trágico ataque terrorista às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em setembro de 2001. Há um forte argumento de que o mesmo vale para o dia a dia de qualquer um de nós.
Os piores riscos são aqueles para os quais não estamos preparados. É o que o analista e escritor Nassim Taleb chamou de “cisnes negros”: baques fora da curva de nossas expectativas, como o terremoto de Fukushima, que destruiu uma usina nuclear projetada para aguentar terremotos com a força que costumavam ter no passado, ou a crise de 2008, derivada do colapso de investimentos que as pessoas achavam que entendiam.

A ilusão de conhecimento está em todo lugar. Na escola, por exemplo, os alunos seguem o raciocínio do professor, concordam com ele… e acham que dominaram a matéria. Quando precisam usar aquele conhecimento, percebem que não o têm. Da mesma forma, se alguém lhe ensina um caminho, você acredita que já sabe chegar ao seu destino – até que, na segunda curva, está novamente perdido. “O mais minúsculo pedaço de conhecimento nos faz nos sentir especialistas”, dizem os autores.
“Quando nos sentimos especialistas, começamos a falar como especialistas. E acontece que as pessoas com quem falamos também não entendem muita coisa. Então, em relação a elas, somos especialistas. Isso aumenta o nosso sentimento de que entendemos das coisas.”

O resultado disso é que, mesmo sem saber nada de meteorologia ou biologia, travamos duros debates sobre mudanças climáticas ou transgênicos. Sem entender as contas do governo, firmamos posição intransigente sobre a reforma da Previdência.

Boa parte da nossa ilusão de conhecimento, dizem Sloman e Fernbach, é uma confusão de fronteiras. Nós achamos que a compreensão está em nosso cérebro, mas ela está espalhada por uma rede de conhecimento coletivo.
“Nossa inteligência reside não nos cérebros individuais, mas na mente coletiva”, dizem. “Para funcionar, os indivíduos se apoiam não somente no conhecimento armazenado em suas cabeças, mas também no conhecimento guardado em outros lugares: nossos corpos, no ambiente, e especialmente em outras pessoas.”
Temos a impressão de ter todo o conhecimento do mundo na ponta dos dedos (desde que os dedos estejam perto de um teclado com conexão à internet). Em outro livro recente, The Enigma of Reason (“O enigma da razão”, numa tradução livre), uma outra dupla de cientistas cognitivos, Hugo Mercier e Dan Sperber, argumenta que a razão humana evoluiu de forma comunitária. Nosso cérebro não se desenvolveu para lidar com problemas lógicos, nem mesmo para extrair conclusões de dados esparsos, dizem. Ele se desenvolveu para resolver os problemas impostos pela vida em comunidade.
A tese não é nova. Na década de 90, o psicólogo evolucionista Robin Dunbar comparou diversas espécies de primatas e concluiu que o tamanho do cérebro guarda uma forte correlação positiva com o tamanho das comunidades.
Talvez por simplificação, mas certamente também por um mecanismo de mistificação, tendemos a atribuir a indivíduos o esforço que em geral é coletivo. Steve Jobs conseguiu sozinho levantar a Apple? Martin Luther King ergueu do nada o movimento de direitos civis nos Estados Unidos?

“A ilusão do conhecimento ocorre porque nós vivemos numa comunidade de conhecimento e não conseguimos distinguir entre a sabedoria que está em nossas cabeças e a que está fora delas”, dizem Sloman e Fernbach. E isso nos leva a tomar decisões piores.
Como o nosso modelo mental ainda é o de indivíduos racionais, capazes de chegar sozinhos a decisões sensatas, a maior parte dos programas de melhora nas decisões trata de prover mais informações – são os cursos de finanças pessoais, os programas de elucidação de riscos à saúde etc. Mas, como diz Dan Kahan, professor de direito de Yale, nossas atitudes não são baseadas na avaliação sóbria das evidências. Elas têm a ver com crenças comunitárias, com valores culturais compartilhados, com os mecanismos de formação da nossa identidade.
Para melhorar os nossos processos de decisão, argumentam Sloman e Fernbach, não basta melhorar o nível de informação, e não basta atuar no nível individual. É preciso alterar valores, modificar crenças, estabelecer novas conexões sociais. Como fazer isso é que são elas. Os dois autores não fornecem muitas pistas nessa direção. Parecem ter chegado apenas ao nível de Sócrates: descobriram que não sabem nada.

The Knowledge Illusion: Why We Never Think Alone

Editora: Pan Macmillan

Autores: Steven Sloman e Philip Fernbach

304 páginas

David Cohen

07/06/2017 Posted by | Livros, Psicologia | Deixe um comentário

Atitudes que pais de filhos bem-sucedidos têm em comum

Educar os filhos não é uma tarefa fácil. E embora não exista uma receita definida para criar filhos bem-sucedidos, existem fatores que preveem o sucesso. Os pais de crianças bem-sucedidas normalmente têm alguns traços em comum. Vejamos:

+ Eles dão responsabilidade aos filhos

“Se as crianças não estão lavando a louça, por exemplo, significa que outra pessoa está fazendo isso por eles”, afirma Julie Lythcott-Haims, ex-reitora da Universidade de Stanford. “E assim eles não se responsabilizam por tarefas, e não aprendem que cada um de nós deve contribuir para melhorar o todo”, diz.

Lythcott-Haims acredita que os filhos criados com responsabilidades se tornam funcionários que colaboram mais com seus colegas de trabalho, são mais empáticos porque pensam em equipe e são capazes de assumir tarefas de forma independente.

+ Eles ensinam os filhos a terem habilidades sociais

Pesquisadores da Universidade Estadual da Pensylvânia e da Universidade Duke monitoraram mais de 700 crianças nos EUA entre o jardim de infância e 25 anos e descobriram uma correlação significativa entre suas habilidades sociais e seu sucesso como adultos duas décadas mais tarde.

O estudo mostrou que as crianças socialmente competentes, aquelas que cooperavam com os seus pares, eram proativas, compreendiam os seus próprios sentimentos e resolviam os problemas por conta própria, eram muito mais propensas a obter um diploma universitário e ser efetivado no trabalho por volta dos 25 anos do que aqueles com habilidades sociais limitadas. Além disso, o estudo mostra que as crianças que não desenvolveram essas competências tiveram uma chanve maior de serem presos e beber em excesso conforme foram crescendo.

+ Eles tentam ter uma boa relação entre si

As crianças que convivem com famílias em constante conflito, quer juntas ou divorciadas, tendem a crescer menos propensas ao sucesso do que aqueles que vivem em um ambiente familiar harmonioso, de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Illinois.

O professor Robert Hughes Jr., responsável pelo estudo, afirma que crianças que convivem em famílias com um pai ou uma mãe, mas que não vivem sob constante tensão, se desenvolvem melhor do que crianças em famílias biparentais conflituosas.

+ Eles desenvolvem uma relação de afeto e confiança com o filho

Um estudo realizado pela Universidade de Minnesota com 243 pessoas de classe social baixa descobriu que as crianças que receberam “cuidados sensíveis” e carinho nos primeiros três anos de vida não só tem bom desempenho em testes acadêmicos na infância, mas também têm relacionamentos mais sausáveis quando ficam mais velhos.

“Isso sugere que os investimentos em relações harmoniosas entre pais e filhos podem resultar em retornos positivos no longo prazo que se acumulam nas vidas dos indivíduos”, disse o co-autor do estudo e psicólogo da Universidade Lee Raby.

+ Eles valorizam o esforço dos filhos mais do que evitam o fracasso

A psicóloga da Universidade de Stanford Carol Dweck afirma que as crianças desenvolvem ideias diferentes sobre o sucesso, dependendo de seus pais:

Existe a “mentalidade fixa” que pressupõe que nosso caráter, inteligência e habilidade criativa são dados estáticos que não podemos mudar, e o sucesso é a afirmação dessa inteligência inerente. Esforçar-se para alcançar o sucesso e evitar o fracasso a todo o custo se torna uma forma de manter a sensação de ser inteligente ou qualificado.

Por outro lado, existe a “mentalidade de crescimento” que está relacionada ao desafio. A criança preparada a partir dessa perspectiva vê o fracasso não como evidência de ignorância, mas como um trampolim de incentivo para o crescimento e para o alongamento de nossas habilidades existentes.

Segunda a especialista, os pais que promovem a mentalidade de crescimento criam filhos preparados para lidar com os erros e imprevisto que vão surgir inevitavelmente ao longo da vida.

+ Eles agem com autoridade, mas não são autoritários

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia mostrou que existem basicamente três tipos de estilos parentais:

Permissivos: O pai tenta agir de forma “não punitiva” e aceita tudo que a criança faz;

Autoritários: O pai tenta moldar e controlar a criança com base em um conjunto de padrões de conduta dele;

Autoridades: O pai tenta dirigir a criança racionalmente; sem influenciá-la apenas para suas perspectivas, mas impondo limites compatíveis ao que ele acredita;

Os pais “autoridades” representam o estilo ideal, porque os filhos os respeitam e não se sentem sufocados, nem pressionados para agir e desenvolver ideias, segundo o estudo.

Não permitir que as crianças tomem suas próprias decisões, invadir sua privacidade, promover a dependência e julgá-las por fazerem algo errado, são exemplos de controle psicológico.

O estudo mostra que as pessoas que não tiveram pais controladores durante a infância eram mais felizes e satisfeitas quando adultas. Por outro lado, as pessoas que os pais aplicaram controle psicológico durante a infância exibiram significativamente menor bem-estar mental ao longo da vida.

O controle psicológico provém da tentativa de controlar o estado emocional ou crenças de uma criança. O estudo aponta que o controle comportamental é o ideal na medida em que fixa limites sobre um comportamento que pode vir a ser prejudicial. Exemplos de controle comportamental incluem definir hora de dormir, atribuir responsabilidades e esperar que a tarefa de casa seja concluído, por exemplo.

+ Eles compreendem a importância de bons hábitos alimentares

Pessoas bem-sucedidas reconhecem que bons hábitos alimentares podem ajudá-las a se concentrar e ser mais produtivo ao longo do dia. A Dra. Catherine Steiner-Adair psicóloga clínica de crianças e famílias afirma que o desenvolvimento de hábitos saudáveis em crianças requer envolvimentos dos pais.

Segundo ela, para ajudar seus filhos a desenvolverem uma sensação de aceitação do corpo e uma autoimagem positiva, os pais precisam incentivar hábitos alimentares saudáveis, apresentando diferentes alimentos e buscando ajuda profissional, se for preciso.

22/05/2017 Posted by | Comportamento, Psicologia | Deixe um comentário

O Poder do Silêncio

Pensar antes de reagir é uma das ferramentas mais nobres do ser humano nas relações interpessoais.

Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossas vidas, falamos palavras e temos gestos diante das pessoas que amamos que jamais deveríamos expressar.

Nesse rápido intervalo de tempo, somos controlados pelas zonas de conflitos, impedindo o acesso de informações que nos subsidiariam a serenidade, a coerência intelectual, o raciocínio crítico.

Um médico pode ser muito paciente com as queixas de seus pacientes, mas muitíssimo impaciente com as reclamações de seus filhos.

Pensa antes de reagir diante de estranhos, mas não diante de quem ama.

Não sabe fazer a oração dos sábios, nos focos de tensão, o silêncio.

Se vivermos debaixo da ditadura da resposta, da necessidade compulsiva de reagir quando pressionados, cometeremos erros, alguns muito graves.

Só o silêncio preserva a sabedoria quando somos ameaçados, criticados, injustiçados.

Cada vez as pessoas estão perdendo o prazer de silenciar, de se interiorizar, refletir, meditar.

O dito popular de contar até dez antes de reagir é imaturo, não funciona.

O silêncio não é se aguentar para não explodir, o silêncio é o respeito pela própria inteligência.

Quem faz a oração dos sábios não é escravo do binômio do bateu-levou.

Quem bate no peito e diz que não leva desaforo para casa, não pensa nas consequências de seus atos.

Quem se orgulha de vomitar para fora tudo que pensa, machuca quem mais deveria ser amado, não conhece a linguagem do auto controle.

Decepções fazem parte do cardápio das melhores relações.

Nesse cardápio precisamos do tempero do silêncio para preparar o molho da tolerância.

Para conviver com máquinas não precisamos de silêncio nem da tolerância, mas com seres humanos elas são fundamentais.

Ambos são frutos nobres da arte de pensar antes de reagir. Preserva a saúde psíquica, a consciência, a tranquilidade.

O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriaguez dos fracos.

O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa, a reação instintiva é a arma de quem não pensa.

É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar, é preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo.

Sabedoria e tolerância não se aprendem nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência.

Ninguém é digno de maturidade se não usar suas incoerências para produzi-la.

Todo ser humano passa por turbulências na vida. Para alguns falta o pão na mesa; a outros a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver, outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.

Os milionários quiseram comprar a felicidade com seu dinheiro, os políticos quiseram conquistá-la com seu poder, as celebridades quiseram seduzi-la com sua fama, mas ela não se deixou achar.

Balbuciando aos ouvidos de todos, disse: “…Eu me escondo nas coisas simples e anônimas…”.

Todos fecham os seus olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos.

Augusto Cury, em “Código da Inteligência”

13/05/2017 Posted by | Comportamento, Psicologia | Deixe um comentário

O domínio sobre a atenção no controle da ansiedade

É improvável que passemos um dia inteiro sem escutar alguma música – geralmente usada como moldura sonora de situações sociais ou de pensamentos que nos acompanham no trajeto de casa para o trabalho. Apenas quando vencemos a força centrípeta gerada pelas ações consideradas produtivas ou importantes, ao nos permitimos sentar numa plateia, é que a música se transforma na atração principal daquele momento. Impossibilitados de ceder às distrações que usualmente nos consomem grande parte do dia, ficamos entre duas opções: mergulhar no infinito e obscuro universo de possibilidades que a mente constrói incansavelmente ou, simplesmente, escutar. Sem buscar sentido e sem analisar, presenciando por inteiro as infinitas variações da expressão musical

O contato íntimo com qualquer forma de beleza exige um ajuste na nossa percepção da realidade. Surge da capacidade de focar em um determinado estímulo e ignorar os concorrentes. Quando conseguimos calar outros processos cognitivos que disputam espaços na mente geramos crescimento a partir da percepção. Sem a atenção, em sua forma plena, privamos os sentidos do prazer engrandecedor da entrega. Sem presença, reconhecemos beleza, mas não a sentimos, não a deixamos penetrar no espaço emocional.

“Felicidade é estar no presente”, resumiu o filósofo Alan Watts, um dos grandes difusores do pensamento asiático no mundo ocidental. A presença, em sua aparente simplicidade, guarda algo impalpável e abstrato que perseguimos com frequência nos lugares errados. Observar atentamente – ou estar presente – é requisito para perceber a totalidade da vida e deixar-se maravilhar por ela.

“Como o que sabemos do futuro é feito apenas de elementos abstratos e lógicos – inferências, palpites e deduções – ele não pode ser degustado, sentido, visto, ouvido ou desfrutado de alguma forma. Persegui-lo é como perseguir um fantasma um que constantemente nos escapa e quando mais corremos para alcançá-lo, mais rapidamente ele foge. É por isso que a civilização corre apressada, raramente valoriza aquilo que tem e está sempre querendo mais e mais. A felicidade, então, consiste não em realidades sólidas, mas em algo abstrato e superficial, como promessas e expectativas”, conclui Watts em The Wisdom of Insecurity (A Sabedoria da Insegurança).

Sem conseguirmos nos livrar, ao menos de vez em quando, da angústia de sermos comandados pelo relógio e da pressão que representam os ideais que nossa cultura constrói (e propaga tão bem), acabamos ficando em um constante estado de alerta. Percebemos sinais de que atrás de alguma árvore pode haver um predador: o coração acelera, apetite, sono e respiração ficam alterados, causando uma sensação paralisadora de ameaça.

Estar no presente permite desligar a capacidade da mente de alertar para as infinitas possibilidades que podem estar nos aguardando. Nos devolve a tranquilidade de aceitar a realidade e o fato de não podermos ter o futuro sob controle. Aquieta a ansiedade e, dessa forma, nos coloca em contato com o fascínio, que permite encontrar confiança. Pois enxergar o mistério pode ser o mais próximo que podemos chegar do esclarecimento.

Muito antes do termo mindfulness ganhar popularidade no Ocidente, a psicóloga e pesquisadora Ellen Langer, do departamento de Psicologia da Universidade de Harvard, estudava o fenômeno da atenção plena. Quando a mente está presente, ela defende, nos tornamos sensíveis ao contexto. Mas não basta decidir estar presente: o domínio da atenção é uma habilidade que, como qualquer outra, precisa ser exercitada.

Começa com a prática de perceber. “A iluminação parte de processos muitos simples”, ensina o filósofo austríaco Rudolf Steiner em A Iniciação, em que apresenta formas de desenvolver a habilidade de se conectar ao que chama de “mistérios superiores da existência” – o que só é possível por meio de um processo meditativo. Na época, isso ainda era considerado parte de um campo do ocultismo, restrito a poucos. Steiner derruba essa ideia, mostrando que o treino da atenção plena – ou “iluminação”, como aborda – é acessível a todos e “procede da mesma forma que com todo o restante saber ou capacidade do ser humano”: basta estar disposto e ter a paciência para desenvolver e despertar sentimentos e pensamentos latentes.

“O início se fará com a contemplação, de uma determinada maneira, de diversos seres da natureza – por exemplo, uma transparente e bem-formada pedra (cristal), uma planta e um animal. Procure inicialmente dirigir toda a atenção à comparação da pedra com o animal, da seguinte forma: os pensamentos que para aí são dirigidos terão de atravessar a alma acompanhados de sentimentos vivos. E nenhum outro pensamento, nenhum outro sentimento poderão intrometer-se e perturbar a contemplação intensiva e compenetrada”, instrui. Essa contemplação profunda pode ser direcionada a outros sentidos: para alguns, dirigir a atenção às informações sonoras do ambiente é o meio mais eficaz de alcançar o estado meditativo.

Michelle Muller

 

15/04/2017 Posted by | Comportamento, Psicologia | Deixe um comentário

Virtudes que só encontramos em mulheres sábias

Não é que exista um grupo de mulheres sábias e outro de mulheres inaptas.

 Toda mulher e, na verdade, todo ser humano, leva dentro de si a semente da sabedoria.

 O que acontece é que alguns ouvem o som dessas aprendizagens, enquanto outros preferem fingir que não ouviram.

 Vamos usar o adjetivo “sábias” para caracterizar aquelas mulheres que conseguiram superar em grande medida os preconceitos e as falsas crenças que giram em torno do feminino.

 Pense que muitas sociedades se gabam de ter dado um lugar de maior relevância às mulheres; no entanto, todos nós sabemos que se trata de um processo que ainda não foi concluído e que, em muitos casos, ainda falta um longo caminho. Infelizmente, a verdade é que as mulheres de todo o mundo continuam enfrentando realidades de indolência e discriminação.

 “Em todos os momentos de minha vida há uma mulher que me leva pela mão nas trevas de uma realidade que as mulheres conhecem melhor do que os homens, e nas quais se orientam melhor com menos luzes”.

Gabriel García Márquez

 Há muitas virtudes que definem as mulheres sábias. No entanto, aqui iremos dar relevância a quatro delas. São características complexas, que somente são alcançadas quando a mente e o coração passaram por um processo saudável de evolução. São as seguintes:

1 – Solidariedade de gênero

A inveja é uma flor maligna que cresce com facilidade no reino feminino. As mulheres sábias têm consciência disso, pois investiram parte do seu tempo refletindo sobre essa realidade. Elas também sabem que essas desqualificações e essas críticas mordazes entre mulheres são apenas uma defasagem de um sentimento de inferioridade.

As mulheres sábias entendem que questionar as outras mulheres não as faz melhores, muito pelo contrário. Por isso, elas se alegram com as vitórias de suas amigas e evitam a todo custo aquelas conversas fúteis em que a crítica age como pedra para lapidar a aparência das outras.

2 – O senso de humor, um sinal de bem-estar

Uma característica marcante da sabedoria é o bom senso de humor. Qualquer pessoa que já tenha vivido o suficiente sabe que o riso é uma excelente resposta às reviravoltas e às ironias da vida. Finalmente, boa parte das situações que experimentamos não têm solução, e é quando o riso ajuda a aceitar o inevitável.

O senso de humor traz cor a qualquer momento. As mulheres sábias entendem que rir é um ato de liberdade. Por isso, sabem fazê-lo. Elas não andam em busca de alguém que as divirta, mas aprenderam a encontrar sozinhas essa faceta lúdica que há em qualquer situação.

3 – Pé no chão

Quase todas as mulheres foram educadas para se transformarem em eternas românticas. Muitas vezes até as mais espevitadas e educadas continuam levando em seu interior um pingo de nostalgia pela inexistência dos amores perfeitos e dos finais felizes. Algumas renunciam aos sonhos românticos com certa amargura.

Mas as mulheres que conseguiram se tornar sábias pensam e sentem de forma diferente. Certamente houve um momento em que elas aprenderam a dizer adeus a essas fantasias que traziam somente frustrações. Elas entenderam que a dimensão da vida em casal é apenas mais uma da vida, e não uma revelação mágica que muda tudo para sempre. Elas amam os seus parceiros tal como são, e não os transformam nos responsáveis pela sua própria felicidade. Paradoxalmente, elas são mais felizes assim.

4 – Autocuidado, a conquista de si mesma

Há uma diferença grande entre o autocuidado e a vaidade. O autocuidado tem a ver com a proteção da integridade própria. Do bem-estar pessoal, da saúde. Também, é claro, envolve a aparência. Tem a ver com o fato de se sentir agradável de um modo próprio. Ou seja, não são os outros que dizem como você deve se enxergar, é você quem decide isso.

A vaidade, por outro lado, busca agradar aos olhos dos outros. É uma característica própria das mulheres que querem ser julgadas com gestos de aprovação pelos outros. Elas precisam que os outros as vejam como belas e são capazes de tudo para conseguir isso, até mesmo de passar por grandes inconvenientes ou de colocar suas vidas em perigo. Seu conceito de beleza é ditado pelas revistas, pelos anúncios, pelo mercado.

As características que definem as mulheres sábias têm a ver com um elemento comum: o amor próprio. É fácil dizer isso, mas para poder construir uma verdadeira autoestima, é preciso superar muitos preconceitos e fantasias. O esforço vale a pena, pois no final o prêmio é uma vida mais livre e plena.

 

22/03/2017 Posted by | Comportamento, Psicologia | 1 Comentário

Gosto que me digam a verdade; eu decido se ela dói ou não

Ninguém gosta de ouvir mentiras.

Não gostamos das mentiras piedosas, nem de que decidam por nós o que devemos saber ou não.

Se a verdade vai nos machucar, somos nós quem temos que decidir isso.

As pessoas têm a mania de ocultar coisas que fazem, dizem ou pensam porque acreditam que assim evitam fazer mal aos outros.

Mas não, na verdade não há nada tão dilacerante quanto a mentira, a omissão e a hipocrisia.

Com eles, nos sentimos pequenos e vulneráveis, e ao mesmo tempo, gera-se desconfiança e insegurança frente ao mundo.

Nenhum sentimento é inválido

Ao longo de nossa vida, sofremos e choramos por centenas de situações causadas pelos outros.

Entretanto, todos esses sentimentos e emoções nunca são inúteis; pelo contrário, grande parte do nosso aprendizado é mediado pela dor.

Do mesmo modo, sofrer nos faz compreender e conhecer a nós mesmos, entender que somos fortes e que nada dura para sempre. Dessa forma, conseguimos administrar nossas emoções.

Nossa vida é nossa.

Devemos vivê-la como quisermos e não como julgam os outros. Decidiríamos por alguém a quem ele ou dela deve amar e de que maneira? Não, isso é uma loucura. É injusto tentar decidir pelos outros.

O poder de dizer as coisas de frente

Dizer as coisas cara a cara é ser sincero, nada mais e nada menos.

As pessoas confundem isso com a falta de educação, de tato ou de prudência.

Como a sinceridade é um termo que leva a confusões e cada um tem sua própria versão do conto, vejamos algo mais sobre ela.

Ser sincero não quer dizer que devemos falar tudo o que nos vem à cabeça, de forma brusca ou a qualquer momento.

Ser sincero com critério, empatia e ética não significa maquiar a realidade, mas adequar sua comunicação ao momento e à pessoa.

A sinceridade faz com que encontremos companheiros, gente leal, íntegra. Ou seja, boa gente.

Como é óbvio, muitas vezes a intenção não é ruim, mas devemos saber que ao não dizer a verdade, estamos faltando ao respeito com a pessoa “afetada”.

De fato, mentindo para alguém privamos tal pessoa da oportunidade de dirigir sua dor e aprender a lição que ela tem que aprender.

Por isso, é algo tremendamente injusto e abusivo.

07/03/2017 Posted by | Comportamento, Psicologia | 1 Comentário