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Como retardar o envelhecimento 

Como cientificamente retardar o envelhecimento?

Descrevo abaixo o que a ciência sabe, e funciona, mas antes acho importante algumas considerações.

 1. Cuidado com as falsas promessas com capsulas milagrosas, cortar este ou aquele alimento, ou infusōes “quelantes”perigosas e sem fundamento cientifico.

Somos vulneráveis emocionalmente e facilmente dirigidos sem pensar, porque alguém que está usando está ou aquela formulação. 

 2. Recentemente tenho visto muito mais intolerância a lactose ou a glúten, do que a estatística destas patologias descrita na literatura, ou seja todo mundo é diagnosticado com essas intolerâncias.

Absurdo.!

O que existe é o cólon irritável (fundo emocional) que melhora com a retirada da lactose.

 3. Basicamente o geriatra tem que ter a sensibilidade do diagnostico com os sintomas menos intensos dos idosos, garantir a boa nutrição, ter mais atenção com a toxicidade dos medicamentos e conhecimento dos medicamentos que melhoraram a cognição (raciocínio e memória). 

Não tem como o geriatra retardar o envelhecimento de um paciente de 40 ou 50 anos.  

O QUE TEMOS DE SÉRIO E VERDADEIRO EM RETARDAR O ENVELHECIMENTO

1. Coma poucas calorias nas 24 horas varias vezes ao dia (a cada 3 horas, rica em verduras e frutas e pobre em farináceos brancos e açúcar refinado). 

 Os estudos mostram retardamento dramático no envelhecimento dos chimpanzés. 

 2. Sono com qualidade;  

3. Exercícios rotineiros sem excessos;

4. Tratar imediatamente e prevenir foco infeccioso crônico como nos dentes e seios da face;    

5. Evitar o estresse excessivo, o pelo menos criar um distanciamento dos problemas, evitando a liberação de cortisol;

5. Acima de tudo, ame-se de paixão. 

Importante mencionar que reposição hormonal responsável melhora qualidade, mas não retarda o envelhecimento.

Espero que entendam e que seja útil. Boa noite a todos

Roberto Zeballos, médico 

01/02/2017 Posted by | Anti-Envelhecimento, Bem Estar | Deixe um comentário

O primeiro passo para ter corpo são e mente sã

A frase do título acima é antiga. Mas a ideia de um corpo bem nutrido e livre de toxinas nocivas ao seu bom funcionamento está no cerne da moderna medicina preventiva, da qualidade de vida e do envelhecimento saudável. Em uma palavra, o conceito pode ser definido como detoxificação, ou simplesmente, a desintoxicação do organismo. Em termos práticos, ela leva a uma otimização dos hormônios, o que auxilia processos como o combate à inflamação crônica e o emagrecimento.

Ao longo da vida, uma pessoa ingere toxinas ambientais, ou xenobióticos, substâncias estranhas ao organismo, presentes em aditivos químicos dos alimentos industrializados, defensivos agrícolas, adubos, cosméticos e embalagens, entre outros itens. Essas toxinas sobrecarregam os órgãos encarregados da desintoxicação do corpo, como fígado, rins e intestinos, o que desequilibra o metabolismo, provoca doenças e reduz a expectativa de vida.

“Diminuir o aporte dessas substâncias e auxiliar os processos de desintoxicação e eliminação dos xenobióticos é uma forma eficiente de o organismo readquirir sua homeostase e melhorar os resultados da modulação hormonal, devido à otimização dos receptores hormonais e enzimas”, define o médico Jorge Jamili, especialista em Gerontologia e Endocrinologia e membro fundador do Colégio Brasileiro de Medicina Antienvelhecimento.

Essas substâncias estranhas ao organismo tendem a se acumular no corpo e, em especial, nos receptores hormonais, desequilibrando o sistema endócrino. Elas enviam mensagens diferentes daquelas que os hormônios naturais enviariam às células, comprometendo suas funções. “É importante diferenciar os mimetizadores ou imitadores hormonais naturais, como a soja e a linhaça, que têm fitoestrógenos (estrogênios de origem vegetal), dos agressores hormonais sintéticos. Nosso organismo consegue lidar com os fitoestrógenos, mas não com os químicos sintéticos”, observa Jorge Jamili.

O fígado é o órgão de maior importância para a desintoxicação do organismo. Os alimentos industrializados o sobrecarregam com substâncias químicas, como conservantes, corantes e flavorizantes. “O organismo também tem dificuldade em usar como fonte de energia as gorduras trans e hidrogenadas, presentes nesses alimentos, acumulando-as e desencadeando, muitas vezes, a obesidade”, explica Jamili.

Outro órgão que sofre diretamente os efeitos das toxinas é o intestino. A constipação promove a reabsorção da bile, o que, cronicamente, causa sobrecarga hepática. Na detoxificação, a ingestão de fibras regula o fluxo intestinal, elimina as toxinas provenientes do metabolismo hepático e ajuda a assimilação de vitaminas e minerais como o cálcio. Como os alimentos industrializados são pobres em fibras, o ideal é o consumo de legumes, verduras, frutas e cereais integrais.

Segundo Jorge Jamili, uma boa alimentação deve ser de fácil digestão, oferecer o máximo de nutrientes, evitar ganho de peso, azia, gases ou qualquer desconforto digestivo. Isso feito, estará dado o primeiro passo rumo a um corpo livre de toxinas indesejáveis e pronto para um envelhecimento saudável. “É importante mastigar bem os alimentos e comer com tranquilidade, além de fracionar os alimentos em cinco ou seis refeições diárias”, orienta.

Alimentação que vale como medicação

Alimentos naturais são a base do processo de detoxificação. E algumas substituições são poderosas armas para retardar o envelhecimento e proteger dos radicais livres. Segundo Jamili, uma dica é evitar o uso de óleos industrializados, trocando-os por óleos vegetais, presentes nas castanhas e sementes, ou o óleo de coco virgem, que protege contra doenças cardiovasculares, autoimunes, câncer e têm ação anti-inflamatória e antienvelhecimento. “As gorduras de boa qualidade são excelentes fontes de nutrientes, alimentos funcionais e desintoxicantes do organismo. São encontradas em sardinha, atum e truta, além de abacate, nozes, castanhas, sementes de linhaça, abóbora e girassol”, indica o médico.

Muita  Água

Refrigerantes e bebidas alcoólicas são dois grandes vilões da dieta ocidental. Os primeiros têm excesso de açúcar ou, em suas versões light, adoçantes artificiais, que não sinalizam para o organismo que ele está recebendo carboidrato, gerando aumento do apetite e ganho de peso. Já o álcool prejudica diretamente o fígado e também contribui para o ganho de peso.

O antídoto é o consumo de água, que previne o ressecamento e envelhecimento precoce da pele, a constipação, facilita a absorção de nutrientes e a distribuição dos hormônios aos órgãos-alvo. “É necessária quantidade suficiente de água, de oito a dez copos por dia ou mais, para eliminar as substâncias produzidas pelo árduo trabalho do fígado na metabolização das toxinas.

 Proteínas de Alto Valor

O açúcar é outro vilão dessa história. Ele enfraquece o sistema imunológico, contribui para a obesidade, resistência insulínica, dislipidemia, diabetes, síndrome metabólica, câncer e inflamação crônica, entre outros males. Seu consumo excessivo é um dos fatores das doenças degenerativas crônicas. Por outro lado, Jorge Jamili recomenda as proteínas de alto valor biológico, encontradas em peixes, frangos e ovos orgânicos (“caipiras”) e castanhas. “Ao contrário, a carne vermelha tem substâncias tóxicas, como nitratos, hormônios e antibióticos, que aumentam o colesterol, a homocisteína (relacionada a infartos e derrames) e o risco de doenças cardiovasculares e de câncer”, condena.

 Alimentos Crus

Outro aspecto importante da detoxificação é o consumo de legumes, verduras e frutas cruas – o alimento aquecido perde boa parte das vitaminas e enzimas –, que devem constituir de 30% a 40% das refeições, em forma de saladas ou sucos. “Esses alimentos, além de serem desintoxicantes e excelentes fontes de nutrientes, são ricos em enzimas, vitaminas, minerais, antibióticos naturais e fibras, que fortalecem o sistema imunológico”, garante.

 Ômega 3

É fundamental, também, a ingestão de alimentos ricos em ômega 3, como o óleo de peixe, peixes de água gelada e óleo de sementes de linhaça. Entre os benefícios da linhaça estão sua ação hormonal (que protege contra câncer de mama, próstata e intestinos), ação antioxidante contra os radicais livres, prevenindo contra o envelhecimento precoce e protegendo contra doenças crônicas; diminuição do LDL e aumento do HDL; diminuição da resistência à insulina; e regulação do sistema imunológico, do ritmo intestinal e das funções hepáticas.

Jorge Jamili, especialista em gerontologia e endocrinologia

06/11/2015 Posted by | Anti-Envelhecimento, Saúde | Deixe um comentário

Envelhecimento Saudável

pele saudavel3“Envelhecer não se resume a viver vários anos, 100, 120 anos. O mais importante é envelhecer com qualidade, e infelizmente alguns têm se esquecido disso.”

O envelhecimento humano é um processo fisiológico de declínio gradativo e funcional de todas as nossas células, tecidos e órgãos. Este processo inicia-se de forma lenta e progressiva e repercute de forma negativa com o aumento de sinais e  sintomas como:

Diminuição da libido (desejo sexual)

Cansaço e desânimo

Variações dos níveis de energia ao longo do dia

Má qualidade do sono

Perda da memória, do raciocínio e da iniciativa

Aumento da gordura corporal

Dificuldade em perder peso mesmo se alimentando corretamente

Diminuição da força e tônus muscular

Aumento de rugas e flacidez

Aumento do risco de doenças crônicas como câncer, Alzheimer, infarto, dor crônica, depressão, osteoporose, artroses, obesidade, hipertensão, elevação do colesterol, diabetes melito,etc.

Cito aqui os principais fatores atrelados ao sintomas e sinais citados acima:

Submetilação: deficiências crônicas de vitaminas do complexo B diminuem o processo de metilação, aumentando a homocisteína a qual está intimamente ligada a doenças do envelhecimento.

Glicação: glicose age como uma mediadora do envelhecimento.Tem um efeito acumulativo durante a vida. A GLICAÇÃO é um reação não enzimática entre a glicose e os tecidos adiposos e proteicos.

Disfunção mitocondrial: a mitocôndria é o centro da produção de energia do organismo e por isso sua disfunção tem grande correlação com inúmeras doenças como câncer e  doença cardiovascular

Hipovitaminose D: o déficit desta vitamina está ligado a inúmeras doenças como cânceres de mama, próstata, doença cardiovascular, depressão, osteoporose, sarcopenia e doenças auto imunes.

Oxidação celular (estresse oxidativo): “enferrujamento”  do organismo causado pelo envelhecimento natural e acelerado por maus hábitos de vida.

Inflamação silenciosa ou subclínica: ataque  de citocinas inflamatórias, em geral causado por células de gordura em excesso ou por alimentos alergênico ou ainda infecções crônicas latentes como cáries por exemplo

Disbiose Intestinal: alteração da flora intestinal causada pelo desequilíbrio entre  bactérias benéficas e nocivas em nosso intestino, o que aumenta a chance de baixa imunidade e depressão.

Diminuição da relação de hormônios anabólicos/catabólico como por exemplo o que ocorre na  menopausa, andropausa, somatopausa, resistência a insulina e fadiga adrenal.

Sedentarismo

Estresse crônico causando liberação excessiva ou diminuída de cortisol

Carência nutricional clínica e subclínica – má absorção

Intolerância alimentar a nutrientes potencialmente alergênicos

Desequilíbrio de neurotransmissores  favorecendo doenças psiquiátricas

Uma das teorias aceitas, como diz o estudo abaixo, é o déficit de hormônios anabólicos e sexuais que vai ocorrendo ao longo da vida. Cito aqui algumas coisas que podem interferir em nossos níveis hormonais e que consequentemente podem nos envelhecer precocemente:

Contaminação por estrogênios ambientais presentes em plásticos e embalagens. Ex. Bis fenol

Uso de anticoncepcionais hormonais em mulheres

Uso  de anabolizantes de forma indiscriminada

Obesidade e anorexia.

Excesso de insulina mediante ao consumo excessivo de carboidratos e diminuído de gorduras e proteínas

Inversão de horário como trabalhar à noite e dormir de dia

Alcoolismo  e uso de drogas como cocaína e maconha

Não gerenciamento do estresse

Uso de alguns medicamentos como estatinas para o colesterol, antidepressivos e alguns remédios para a pressão

Cirurgia de redução do estômago ou gastroplastia

Estresse: Escola/faculdade, mercado de trabalho e sociedade exigindo cada vez mais das pessoas levando a excessiva  ou diminuída produção de cortisol

Baixa ingestão de gorduras e carboidratos  em dietas mirabolantes (as gorduras e os carboidratos  são as principais matérias primas para o colesterol que é o principal formador de hormônios como estrôgenio e testosterona

O que podemos fazer?

Suplementação de vitaminas e minerais

Reeducação alimentar  idealmente baseada no metabolismo de repouso

Praticar exercícios físicos específicos para o tipo de corpo

Gerenciamento do estresse

Equilíbrio da flora intestinal para melhor absorção de vitaminas e minerais.

Regularização dos hormônios insulina e glucagon evitando a glicação

Otimização de vitaminas do complexo B para se evitar a submetilação e aumento de homocisteína

Reequilíbrio hormonal conforme  queixas clínicas, alterações físicas e exames laboratoriais

Uso de nutracêuticos que otimizem a função mitocondrial

Uso de gorduras poli-insaturadas Ômega 3 em doses mais altas para minimizar a inflamação crônica ou sub clínica caso esta seja constatada em exames

Otimização da vitamina D

Identificação de alimentos alergênicos

Reequilíbrio de neurotransmissores para tratamento de doenças psiquiátricas

O envelhecimento está associado com uma perda de hormônios sexuais em homens (andropausa) e mulheres (menopausa). Nos homens, a redução da testosterona pode provocar quedas de massa muscular, massa óssea, e na função física. Nas mulheres, o impacto da perda de hormônios sexuais, tais como o estradiol, no osso é bem elucidado, mas a evidência é limitada se a perda de estradiol afeta negativamente a massa muscular e a função física. No entanto, as deficiências em vários hormônios anabólicos têm sido mostradas para prever o estado de saúde e longevidade em pessoas mais velhas. Assim, deve ser considerada a possibilidade de terapias de reposição hormonal revelarem-se eficazes no tratamento de condições clínicas, como sarcopenia, relacionadas à idade, caquexia do câncer e/ou doenças agudas ou crônicas. Foram iniciadas com cuidado, na população clínica adequada, terapias de reposição hormonal em homens e mulheres que podem prevenir e reverter a perda de massa óssea e muscular e declínios funcionais e, talvez, promover o envelhecimento saudável e longevidade.

Estudo do The Journal of Gerontology mostra que reposição hormonal pode promover o envelhecimento saudável e a longevidade

Divisão de Endocrinologia e Metabolismo, Departamento de Medicina Interna da Universidade do Texas Medical Branch, Galveston

06/11/2015 Posted by | Anti-Envelhecimento, Saúde | Deixe um comentário