PrimeLife (Ano VI)

Viva Bem, Viva Mais, Viva com Estilo

Os 7 inimigos do coração 

Especialista em medicina de estilo de vida, o doutor Luiz Fernando Sella deixou de lado as tradicionais causas físicas que afetam a saúde, como altos índices de colesterol, hipertensão, diabetes ou cigarro, e decidiu investigar o lado emocional da questão em seu novo livro, Os 7 inimigos do coração.
A publicação, que ganha noite de autógrafos nesta segunda-feira, na Livraria da Travessa de Ipanema, no Rio de Janeiro, mostra como traições, paixões ou tristezas profundas podem afetar o coração, “a parte mais íntima e profunda do ser”, segundo Sella. 

“O livro convida para uma reflexão sobre algumas emoções que tendem a roubar nossas energias. É uma conversa sobre os sete inimigos que fecham os canais da felicidade. 

Todos têm o potencial de destruir alegria, relacionamentos, caráter, saúde, nossa fé. Mas, para cada um, existe um remédio, o verdadeiro antídoto, capaz de neutralizar seus efeitos nocivos”, explica ele. 

19/06/2017 Posted by | Estilo, Livros, Saúde | Deixe um comentário

Quem sabe, nem sempre sabe

Quando um amigo disse-lhe que o oráculo de Delfos havia apontado Sócrates como o mais inteligente dos homens, o próprio Sócrates achou que aquilo era um absurdo. Afinal de contas, ele não cansava de dizer que não sabia nada. Este era o cerne de sua pregação, a base das famosas investigações dialéticas que deram origem à filosofia ocidental.
Como escreveu Platão no livro Apologia de Sócrates, ele tratou então de investigar o assunto. Depois de conversar com os grandes sábios de Atenas – artesãos, militares, políticos – concluiu que sim, o oráculo talvez tivesse razão. Porque ninguém sabia nada, mas todos achavam que sabiam muito. Sócrates era o único que sabia que não sabia.
Vinte e quatro séculos depois, o então secretário da Defesa dos Estados Unidos sob o governo Bush, Donald Rumsfeld, popularizou um conceito semelhante. Segundo ele, há coisas que nós sabemos que sabemos, há o que não sabemos que sabemos, há o que sabemos que não sabemos e, o quadrante mais perigoso de todos, aquilo que não sabemos que não sabemos.
É deste último quadrante que trata o livro The Knowledge Illusion: Why We Never Think Alone (“A ilusão do conhecimento: por que nós nunca pensamos sozinhos”, numa tradução livre), de Steven Sloman e Philip Fernbach, dois pesquisadores especializados em ciência do conhecimento.

No caso de Rumsfeld, os “desconhecidos”, como os definiu, eram cruciais. O maior perigo para a segurança vem da surpresa – como demonstrou o trágico ataque terrorista às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em setembro de 2001. Há um forte argumento de que o mesmo vale para o dia a dia de qualquer um de nós.
Os piores riscos são aqueles para os quais não estamos preparados. É o que o analista e escritor Nassim Taleb chamou de “cisnes negros”: baques fora da curva de nossas expectativas, como o terremoto de Fukushima, que destruiu uma usina nuclear projetada para aguentar terremotos com a força que costumavam ter no passado, ou a crise de 2008, derivada do colapso de investimentos que as pessoas achavam que entendiam.

A ilusão de conhecimento está em todo lugar. Na escola, por exemplo, os alunos seguem o raciocínio do professor, concordam com ele… e acham que dominaram a matéria. Quando precisam usar aquele conhecimento, percebem que não o têm. Da mesma forma, se alguém lhe ensina um caminho, você acredita que já sabe chegar ao seu destino – até que, na segunda curva, está novamente perdido. “O mais minúsculo pedaço de conhecimento nos faz nos sentir especialistas”, dizem os autores.
“Quando nos sentimos especialistas, começamos a falar como especialistas. E acontece que as pessoas com quem falamos também não entendem muita coisa. Então, em relação a elas, somos especialistas. Isso aumenta o nosso sentimento de que entendemos das coisas.”

O resultado disso é que, mesmo sem saber nada de meteorologia ou biologia, travamos duros debates sobre mudanças climáticas ou transgênicos. Sem entender as contas do governo, firmamos posição intransigente sobre a reforma da Previdência.

Boa parte da nossa ilusão de conhecimento, dizem Sloman e Fernbach, é uma confusão de fronteiras. Nós achamos que a compreensão está em nosso cérebro, mas ela está espalhada por uma rede de conhecimento coletivo.
“Nossa inteligência reside não nos cérebros individuais, mas na mente coletiva”, dizem. “Para funcionar, os indivíduos se apoiam não somente no conhecimento armazenado em suas cabeças, mas também no conhecimento guardado em outros lugares: nossos corpos, no ambiente, e especialmente em outras pessoas.”
Temos a impressão de ter todo o conhecimento do mundo na ponta dos dedos (desde que os dedos estejam perto de um teclado com conexão à internet). Em outro livro recente, The Enigma of Reason (“O enigma da razão”, numa tradução livre), uma outra dupla de cientistas cognitivos, Hugo Mercier e Dan Sperber, argumenta que a razão humana evoluiu de forma comunitária. Nosso cérebro não se desenvolveu para lidar com problemas lógicos, nem mesmo para extrair conclusões de dados esparsos, dizem. Ele se desenvolveu para resolver os problemas impostos pela vida em comunidade.
A tese não é nova. Na década de 90, o psicólogo evolucionista Robin Dunbar comparou diversas espécies de primatas e concluiu que o tamanho do cérebro guarda uma forte correlação positiva com o tamanho das comunidades.
Talvez por simplificação, mas certamente também por um mecanismo de mistificação, tendemos a atribuir a indivíduos o esforço que em geral é coletivo. Steve Jobs conseguiu sozinho levantar a Apple? Martin Luther King ergueu do nada o movimento de direitos civis nos Estados Unidos?

“A ilusão do conhecimento ocorre porque nós vivemos numa comunidade de conhecimento e não conseguimos distinguir entre a sabedoria que está em nossas cabeças e a que está fora delas”, dizem Sloman e Fernbach. E isso nos leva a tomar decisões piores.
Como o nosso modelo mental ainda é o de indivíduos racionais, capazes de chegar sozinhos a decisões sensatas, a maior parte dos programas de melhora nas decisões trata de prover mais informações – são os cursos de finanças pessoais, os programas de elucidação de riscos à saúde etc. Mas, como diz Dan Kahan, professor de direito de Yale, nossas atitudes não são baseadas na avaliação sóbria das evidências. Elas têm a ver com crenças comunitárias, com valores culturais compartilhados, com os mecanismos de formação da nossa identidade.
Para melhorar os nossos processos de decisão, argumentam Sloman e Fernbach, não basta melhorar o nível de informação, e não basta atuar no nível individual. É preciso alterar valores, modificar crenças, estabelecer novas conexões sociais. Como fazer isso é que são elas. Os dois autores não fornecem muitas pistas nessa direção. Parecem ter chegado apenas ao nível de Sócrates: descobriram que não sabem nada.

The Knowledge Illusion: Why We Never Think Alone

Editora: Pan Macmillan

Autores: Steven Sloman e Philip Fernbach

304 páginas

David Cohen

07/06/2017 Posted by | Livros, Psicologia | Deixe um comentário

Os filhos e o valor do dinheiro

Não se trata de saber escolher a melhor ação, nem de ser o mais acurado na hora de comprar dólares ou investir em títulos do governo. “Um dos segredos mais bem guardados no mundo das finanças pessoais é que, na verdade, uns poucos conceitos gerais é que fazem toda a diferença”, diz Beth Kobliner, comentarista de finanças pessoais, em seu recém-lançado livro Make Your Kid A Money Genius (Even If You’re Not): A Parents’ Guide for Kids 3 to 23 (Torne seu filho um gênio financeiro – mesmo que você não seja: um guia para os pais de crianças de 3 a 23 anos).
Beth foi conselheira do governo Obama para educação financeira da população e ajudou a desenvolver um site de informações que alcançou 1 milhão de visitas. Ela também assessorou o programa Vila Sésamo em sua iniciativa de educação financeira (e gravou um vídeo em que ensina o personagem Elmo a poupar).

Uma boa parte do livro se refere à realidade americana: fala dos fundos de investimento para aposentadoria e para poupar para a universidade e trata da vida nos alojamentos das faculdades, um fenômeno não tão comum no Brasil. Mas seu aspecto comportamental é valioso para leitores de qualquer lugar, e vai muito além de questões como dar ou não mesada.

A educação financeira vai muito além do dinheiro. Como diz Beth, o melhor investimento que você pode fazer por seu filho é estimulá-lo e prepará-lo para cursar uma faculdade. Essa única ação eleva o salário médio das pessoas em vários milhares de dólares – e é uma lição que vale também para o Brasil.

Eis alguns dos conselhos de Beth para formar pessoas mais equilibradas no trato com o dinheiro:

Para filhos pequenos

+ Nunca é cedo demais para começar: um estudo na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, concluiu que vários dos hábitos que vão ajudar as crianças a gerir seu dinheiro já estão formados aos sete anos de idade. Não tem problema se a criança não absorver todas as informações que forem dadas. Ela vai perceber que aquele assunto é importante, algo com que os adultos se importam.

+ Se a família está passando por alguma dificuldade, é bom contar às crianças a realidade. Mas é importante passar a certeza de que elas, e você, vão ficar bem.

+ Use histórias para falar de finanças. Quando você conta um caso, como o de alguém que não fez seguro do carro e foi assaltado ou de um vizinho que poupou religiosamente durante dez anos e finalmente conseguiu comprar um barco, isso fica na cabeça da criança.

+ Se possível, leve sua filha ou filho para o trabalho, ou passe por lá no fim de semana para mostrar onde você trabalha. Repita a mensagem de que é o seu trabalho que permite pagar por moradia, comida e brinquedos.

+ Como acostumar as crianças a resistir a tentações? Aqui Beth se baseia nas pesquisas do psicólogo Walter Mischel, autor do famoso estudo do marshmallow, em que as crianças tinham a escolha de comer um doce ou esperar algum tempo e ganhar dois doces; décadas depois, Mischel apontou que aquelas que haviam conseguido esperar tinham notas melhores e eram mais bem adaptadas socialmente. As estratégias defendidas por Mischel incluem dizer à criança o que ela vai encontrar antes de entrar em algum lugar com muitas ofertas, e ajudá-la a se preparar para resistir aos impulsos. Vale, por exemplo, lembrar do efeito negativo de compras por impulso (vai demorar mais para ela poupar para um brinquedo que queira muito). Também vale distraí-la com uma história, caso ela comece a fazer birra. Em qualquer caso, lembre-se de elogiá-la por ter resistido.

+ Outra recomendação é transformar a resistência em um hábito. Deixe claro, por exemplo, que sexta-feira é o dia em que você compra sorvete depois da aula; portanto não adianta pedir doces em outros dias, porque a resposta será sempre não.

+ Dê valor à espera. Ajude a criança a ter uma relação positiva com a expectativa. Quando chegar o dia do brinquedo ou do passeio pelo qual ela esperou, não deixe de lembrar a ela o quanto valeu a pena esperar.

+ Beth recomenda ter, desde cedo, um local determinado para guardar o dinheiro. Uma boa sugestão é ter três vasos: um de poupança para comprar coisas que a criança deseje, um para usar no cotidiano e um terceiro para compartilhar com pessoas que precisam de ajuda (estimulando a caridade). Não é preciso que a divisão seja equânime – o dinheiro da caridade por ser 10% ou 30% do total. Se o pai quiser realmente estimular esse hábito, pode dobrar o montante que ela doar, acrescentando do seu bolso.

+ O mesmo vale para a poupança: considere colocar no jarro 50 centavos para cada real que seu filho poupar. Isso vai estimulá-lo a guardar para projetos maiores. (Mas coloque um limite máximo para a sua contribuição.) Com o tempo, incentive-o a poupar sem objetivo definido – apenas para criar um colchão de segurança para o futuro.

+ Poupança é uma questão de confiança. Portanto, pais que cumprem suas promessas ajudam a tornar claro que, se a criança poupar hoje, terá o que quer no futuro. Da mesma forma, evite assaltar o cofrinho da sua filha. Se o fizer, por uma emergência, peça para ela e pague a dívida no dia seguinte.

+ Elogie o esforço, não a inteligência. De acordo com a psicóloga Carol Dweck, crianças elogiadas por sua inteligência ficam mais propensas a encarar desafios como uma possível perda de seu status, e quando se preza o esforço elas tendem a pedir mais oportunidades de demonstrar o trabalho duro.

Para filhos no ensino fundamental

+ Use números. As crianças tendem a ficar impressionadas com exemplos que mostram como o dinheiro se multiplica ao longo dos anos, em um investimento que dê uma rentabilidade razoável.

+ Assim como no caso de drogas, os pais que tiveram alguma experiência de mau uso do dinheiro também não devem mentir, mas não precisam entrar em muitos detalhes. E devem tomar cuidado para não fazer parecer que maus passos (como torrar todas as economias numa viagem com amigos) tenham sido fantásticos.

+ Na hora de dizer não a uma compra, não diga que não pode pagar. Isso abrirá caminho para questionamento caso, em seguida, se decida comprar outra coisa. Diga apenas que aquilo não está no orçamento ou dê um motivo concreto (não quero que você tenha esse tipo de brinquedo, por exemplo).

+ Ao assistir TV, ensine seus filhos a entender a diferença entre os comerciais e a programação normal. E ajude-os a questionar as mensagens dos anunciantes, que têm interesse em vender seu produto.

+ Explique que, ao usar o cartão de crédito, está tomando dinheiro emprestado de uma companhia – e que terá que saldar a dívida no fim do mês.

+ Assim que eles começarem a aprender números negativos, aproveite para dizer que dívidas são uma espécie de “dinheiro negativo”.

+ Se seu filho começar a perder muitos itens na escola, é bom fazer com que ele contribua com parte do gasto de reposição. Isso em geral opera milagres no senso de responsabilidade da criança.

+ Não discrimine sua filha. Pesquisas mostram que os pais costumam falar sobre dinheiro mais com os meninos do que com as meninas.

+ Resista à tentação de comparar as escolhas da sua família com a dos outros. Não é apenas um mau exemplo. Pesquisas mostram que comparar nossas finanças com as dos amigos nos deixa menos felizes.

+ Quando a criança é mais articulada, já é possível introduzir o conceito de custo de oportunidade. Quer dizer que, sempre que se opta por um gasto, outra coisa está sendo deixada de lado. Os dois reais gastos todos os dias num chocolate impedem de comprar mais figurinhas no final de semana.

+ Tente controlar o seu próprio comportamento financeiro. Não é preciso ser perfeito para criar um filho equilibrado financeiramente, mas não se deve ser hipócrita. Adotar pequenas atitudes para colocar sua vida financeira em ordem já passam uma poderosa mensagem às crianças.

+ Nessa fase, as crianças ficam muito curiosas sobre a remuneração dos pais. Não é preciso, diz Beth, ser muito específico. Esta é uma informação que diz respeito aos pais, apenas. Mas é possível informar qual é a média do salário no país ou o salário típico de uma família de classe média e se posicionar em relação a esse número.

+ Quando a criança é muito pequena, convém elogiar o seu trabalho. Com crianças um pouco mais velhas, já é possível dizer que nem sempre se ama o que faz. É até bom que os filhos saibam que há problemas – um chefe chato, um colega que não coopera, uma tarefa especialmente difícil… Na escola, eles também terão professores de quem gosta menos, e nem por isso podem descuidar de suas obrigações.

+ Na altura do quinto ou sexto ano, já é hora de abordar o tema faculdade. Nos Estados Unidos, a universidade é uma das maiores despesas para uma família. Aqui, as federais costumam ser gratuitas, mas é crescente o número de boas faculdades privadas – e há quem queira estudar no exterior. Poupar para a universidade não é apenas uma medida presciente, é também uma excelente maneira de fazer a criança estudar com mais consciência. Pesquisas americanas mostram que as crianças que contribuem com economias para pagar a universidade têm notas melhores no vestibular.

+ Comece a poupar para a faculdade da sua filha quando ela nascer, e assim que ela puder entender, diga a ela o que está fazendo. Ter uma conta específica para pagar a faculdade não é só uma poupança. É um estímulo para as aspirações da criança. As evidências disso são tão fortes que a cidade de São Francisco criou um programa para que as escolas públicas deem a cada aluno da pré-escola uma conta de poupança com pelo menos 50 dólares iniciais.

+ É hora de começar a dar uma semanada? Não necessariamente. Um estudo britânico apontou que crianças que recebiam semanada eram piores em poupar do que crianças que ganhavam dinheiro realizando pequenos trabalhos.

+ Evite, no entanto, pagar pela ajuda que a criança presta em casa. As tarefas essenciais não devem ser pagas, porque seu filho tem que aprender que a contribuição com a família é obrigação. Tarefas extras, sim, podem ser pagas – especialmente se a criança estiver fazendo algo para o qual outra pessoa seria contratada para fazer.

+ Qualquer que seja a fonte do dinheiro da sua filha, seja claro sobre o que ele tem de pagar e o que é sua responsabilidade. Dar calçados é sua obrigação, mas um tênis de 500 reais, não. Se ele quiser o tênis mais caro, deverá contribuir com a diferença.

Para filhos no ensino médio e além

+ Neste momento, o adolescente pode fazer mais trabalhos remunerados, especialmente nas férias. E deve ficar claro que esse dinheiro é para ajudar no período da faculdade. Porém, sem exagero: estudos mostram que a partir de 15 horas semanais, o trabalho prejudica o estudo.

+ Estimule seus filhos a usar dinheiro, não cartão de crédito ou mesmo débito. Estudos mostram que pagar em moeda “dói” mais e ajuda a evitar gastos desnecessários.

+ Agora é hora de incentivar os seus filhos com a matemática dos juros compostos. Mostre a eles o quanto a disciplina de poupar uma determinada quantia todo mês pode representar quando eles tiverem idade para se aposentar. (Há várias ferramentas para calcular juros compostos na internet.)

+ Cuidado com o que o pesquisador Jerald Bachman, da Universidade de Michigan, chamou de “afluência prematura”. Dado que o dinheiro que as crianças ganham, em geral, é usado apenas para pagar os “extras”, já que os pais garantem o básico, é comum que os adolescentes “adquiram uma visão inflada do que eles conseguirão comprar quando forem mais velhos”, como diz Beth.

+ É importante frisar que eles vão encontrar muita gente na faculdade cujas famílias são bem mais ricas ou bem mais pobres. E que não há problema nenhum em ser claro sobre isso. Assim, os programas dos seus filhos não precisam ser tão caros quanto os dos mais abastados, nem pressionar os amigos menos abastados.

+ Deixe seus filhos fazerem escolhas difíceis. Não os recrimine. Mas, quando não puderem fazer uma viagem com os amigos ou ir a um show por falta de dinheiro, não deixe de lembrá-los que as decisões têm consequências.

Make Your Kid A Money Genius (Even If You’re Not):

A Parents’ Guide for Kids 3 to 23

Autora: Beth Kobliner

Editora: Simon & Schuster

Páginas: 372


29/04/2017 Posted by | Livros | Deixe um comentário

Livros para aprimorar seus conhecimentos sobre o mundo

Livros 3Dos mistérios do universo à economia, influência midiática e evolução da espécie humana. Selecionamos obras fundamentais para curiosos crônicos e quem sente que ainda tem muito o que aprender sobre o mundo. Os títulos vão entre romance e obras de não-ficção, que provavelmente vão tirar seu sono por alguns dias. Confira abaixo a lista e comente!

Sapiens. Uma Breve História da Humanidade – Yuval Noah Harare

O que possibilitou ao Homo sapiens subjugar as demais espécies? O que nos torna capazes das mais belas obras de arte, dos avanços científicos e das mais horripilantes guerras? Yuval Noah Harari aborda estas e muitas outras questões da nossa evolução. Ele repassa a história da humanidade, relacionando com questões do presente. E consegue isso de maneira surpreendente. Doutor em história pela Universidade de Oxford e professor do departamento de História da Universidade Hebraica de Jerusalém, seu livro não entrou por acaso nas listas dos mais vendidos de 40 países para os quais foi traduzido. Sapiens impressiona pela quantidade de informação, oferecida em linguagem acessível, atraente e espirituosa.

Uma Breve História de Quase Tudo – Bill Bryson

“Um diário de viagem pela ciência”. O escritor e cronista Bill Bryson percebeu, que tinha pouquíssimo conhecimento sobre o planeta em que vivia. Essa indagação o propeliu à tarefa épica de entender – e explicar – tudo o que sabemos sobre o mundo. Bryson parte da origem do universo e segue até os dias de hoje, tratando de assuntos relacionados à física, geologia, paleontologia e todas as outras disciplinas que considerava “maçantes” na escola. Antítese do texto didático tradicional, sua prosa foge dos jargões técnicos sem nunca abrir mão da profundidade. A preocupação do autor está em entender como os cientistas realizam suas descobertas. Para compilar esta Breve história de quase tudo, Bryson consultou dezenas de obras e pesquisadores e montou o que pode ser considerado um delicioso guia de viagens pela ciência.

Uma Breve História do Tempo – Stephen Hawking

Uma das mentes mais geniais do mundo moderno, Stephen Hawking guia o leitor na busca por respostas a algumas das maiores dúvidas da humanidade: Qual a origem do universo? Ele é infinito? E o tempo? Sempre existiu, ou houve um começo e haverá um fim? Existem outras dimensões além das três espaciais? E o que vai acontecer quando tudo terminar? Com ilustrações criativas e texto lúcido e bem-humorado, Hawking desvenda desde os mistérios da física de partículas até a dinâmica que movimenta centenas de milhões de galáxias por todo o universo. Para o iniciado, Uma breve história do tempo é uma bela representação de conceitos complexos; para o leigo, é um vislumbre dos segredos mais profundos da criação. Lançado originalmente em 1988, Uma breve história do tempo vendeu mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo e ficou 237 semanas na lista de mais vendidos do Sunday Times. Em 22 de janeiro chega aos cinemas o filme A Teoria de Tudo, baseado na vida do físico e autor.

23 Coisas Que Não nos Contaram Sobre o Capitalismo – Ha Joon Chang

Chang destrói os maiores mitos a respeito do mundo em que vivemos. Este livro vira de pernas para o ar, os conceitos convencionais sobre Economia. Ele revela a verdade por trás dos mitos e mostra como o sistema realmente funciona. Repleto de fatos, o autor prova que o atual “livre” mercado não é apenas nocivo para as pessoas; ele também é uma maneira ineficiente de administrar as economias. Chang explica por que a economia mundial está desmoronando num ritmo vertiginoso, apresenta alternativas muito melhores, que contrariam a ideologia tradicional sobre o livre mercado, e propõe uma reviravolta no cenário econômico atual.

Crime e Castigo – Fiodor Dostoiévski

Uma das obras-primas supremas da literatura mundial, Crime e Castigo elevou Dostoyevsky para o primeiro plano de escritores russos e para as fileiras dos maiores romancistas do mundo. Baseando-se em experiências de seus próprios dias na prisão, o autor narra em tons febris, a história de Raskolnikov, um estudante pobre atormentado por sua própria luta entre o bem e o mal. Acreditando que ele está acima da lei, e convencido de que fins humanitários justificam os meios, ele assassina brutalmente uma mulher idosa – uma agiota a quem ele enxerga como “doente, gananciosa … boa para nada” oprimido depois por sentimentos de culpa e terror , Raskolnikov confessa o crime e vai para a prisão. Lá, ele percebe que a felicidade e redenção só podem ser alcançadas através do sofrimento. Infundido com elementos religiosos, sociais e filosóficas fortes, o romance foi um sucesso imediato.

A Manipulação do Público – Edward S. Herman / Noam Chomsky

Neste trabalho pioneiro, Edward S. Herman e Noam Chomsky mostram que, ao contrário da imagem usual da mídia como obstinada e onipresente em sua busca pela verdade e pela defesa da justiça, na prática, ela defende as agendas econômicas, sociais e políticas dos grupos privilegiados que dominam a sociedade nacional, o estado, e a ordem global. Baseado em uma série de estudos de caso, incluindo o tratamento dos meios de comunicação para vítimas que valem a pena e outras sem valor, legitimando eleições sem sentido do Terceiro Mundo e a cobertura das guerras dos EUA. O que emerge deste trabalho é uma avaliação poderosa de como a propaganda dos meios de comunicação dos Estados Unidos são e como nós podemos compreender a sua função de uma forma radicalmente nova.

Os Meios de Comunicação Como Extensões do Homem – Marshall McLuhan

Neste livro revolucionário e desmistificador, um dos grandes pensadores de nosso século passa em revista as tecnologias do passado e do presente e mostra como os meios de comunicação de massa afetam profundamente a vida física e mental do homem, levando-o do mundo linear e mecânico da Primeira Revolução Industrial para o novo mundo audiotáctil e tribalizado da Era Eletrônica. Na década de 1960, as teorias de McLuhan despertaram furor e admiração. É intrigante e ao mesmo tempo especular que 40 anos mais tarde discutimos assuntos, que ele dedicou capítulos inteiros, como a televisão, o telefone, armas, habitação e dinheiro. Hoje, pouco se contesta que os meios de comunicação realmente descentralizaram a vida moderna e transformaram o mundo em uma “aldeia global” – termo criado pelo autor.

O Que Deu Errado no Oriente Médio – Bernard Lewis

Os atentados ao World Trade Center e ao Pentágono tornaram mais urgentes o estudo e a compreensão da história e da cultura islâmicas, que por séculos estiveram na vanguarda do progresso humano – predomínio militar e econômico, soberania nas artes e nas ciências da civilização -, até serem suplantadas pelo Ocidente. Bernard Lewis, eminente especialista no assunto, apresenta nesse livro a seqüência e o padrão de acontecimentos, idéias e atitudes que precederam o 11 de setembro e em certa medida o produziram.

Qual livro você acrescentaria à lista?!

09/01/2017 Posted by | Livros | 1 Comentário

A Arte de Amar

a-arte-de-amarO psicanalista e filósofo alemão Erich Fromm se propôs a estudar ferrenhamente alguns temas essenciais da experiência humana, tais como moralidade, razão e, principalmente, o amor, tema pelo qual ele se tornou famoso devido à sua abordagem tão íntegra.

Em seu livro mais popular, A Arte de Amar, o autor oferece descrições teóricas e aplicações práticas do amor no sentido mais profundo e amplo da palavra. Ele descreve as raízes de nossos anseios por amar e ser amado. Fromm apresenta esta obra da seguinte forma:

“Este livro quer mostrar que o amor não é um sentimento que pode ser facilmente cultivado por qualquer pessoa, independentemente do nível de maturidade alcançado por ela. Ele quer convencer o leitor de que todas as suas tentativas para o amor estão fadadas ao fracasso, a menos que se tente desenvolver sua personalidade total, de modo a alcançar uma orientação produtiva; que a satisfação do amor individual não pode ser alcançada sem a capacidade de amar o próximo, sem humildade, verdade, coragem, fé e disciplina. Em uma cultura em que essas qualidades são raras, a realização da capacidade de amar deve permanecer um feito raro.”

Fromm sugere que uma das maiores necessidades do homem é evitar a angústia da separação, provinda do sentimento de solidão e isolamento. O homem é dotado de razão, a qual lhe faz compreender da finitude de sua vida e sobre os sentimentos desagradáveis que envolvem a desunião. Assim, busca preencher um vazio ao encontrar um alívio para esses sentimentos, e o amor lhe parece ser a solução mais contundente e eficaz para esse propósito.

A consciência de si mesmo como entidade particular, separada; a consciência de seu próprio e curto período de vida, de morrer contra a vontade, antes daqueles que ama, ou estes antes dele; a consciência de sua solidão e separação, “tudo isso faz de sua existência apartada e desunida uma prisão insuportável”. Seres humanos ficariam loucos se não pudessem libertar-se de tal prisão e alcançar outros seres humanos, através do amor.

A experiência de separação desperta grande ansiedade, e dá origem à culpa e um sentimento de arrependimento. Assim, o amor surge como luz na escuridão. A fim de escapar da condição de separação, esta que, para Fromm, atormenta todos os homens, busca-se nas relações afetivas um antídoto. Entre as respostas procuradas para a existência humana, a mais completa, segundo Fromm, está na realização da unidade interpessoal, da fusão com outra pessoa: está no amor.

O próprio fato de que a humanidade continua a existir nesse mundo, apesar de todas as forças para destruí-la, é prova do poder unificador do amor.

Na história, os seres humanos sempre passaram a vida tentando resolver o problema fundamental de estar separado de outras pessoas. É claro que, para muitos, essa separação não é tão dolorosa assim, mas não deixa de ser sentida, conscientemente ou não. E seus efeitos são, comparativamente, os mesmos, embora cada pessoa reaja a eles de formas diversificadas, em resposta às suas motivações.

Mesmo quem evita ou ignora o amor procura subterfúgios para lidar com as sensações desagradáveis de solidão, tédio e melancolia, experimentadas universalmente. Esses subterfúgios costumam ser experiências de entretenimento e ocupação que, apesar de significativas e, cada uma à sua forma, intensas, são sempre transitórias e periódicas. Por isso, muitos procuram o amor como ideal fixo, de forma a evitarem necessidades superficiais e passageiras que não oferecem mais do que satisfações de curto prazo, que insatisfazem a longo prazo, justamente por sua finitude. Segundo Fromm:

“A falência absoluta em alcançar esse alvo significa loucura, porque o pânico do isolamento completo só pode ser ultrapassado por um afastamento do mundo exterior de tal modo radical que o sentimento de separação desapareça – porque o mundo exterior, de que se está separado, também desapareceu.”

Muitas pessoas acreditam que o amor destrói sua liberdade como indivíduo. Mas Fromm diz que isso não é verdade. Em primeiro lugar, ele diz, o amor não se limita a dar no sentido material. Ao amar, nós oferecemos parte de nossa essência, contida em sentimentos, intuições, preocupações e interesses. Em segundo lugar, amar exige que se desprenda do ego; parte da disposição de estarmos livres para amar, e não para ser livres. O amor enriquece o doador, argumenta Fromm, porque o amor produz a união, que reforça nossa verdadeira individualidade.

“No amor, ocorre o paradoxo de que dois seres sejam um e, contudo, permaneçam dois.”

No livro, Fromm disserta que o tipo de amor capaz de resolver alguns problemas existenciais pode ser descrito tanto por aquilo que é quanto pelo que não é. O amor é uma resposta satisfatória e sã para muitos desses problemas, mas, dependendo de sua compreensão, essa resposta pode soar superficial e banal.

Muitos pensam que o amor é um objeto a ser perseguido e possuído, e não uma emoção que deve ser cultivada e semeada como virtude. Como o amor, toda virtude deve ser aprendida e trabalhada, do contrário, será disfuncional por falta de uso.

O filósofo alemão afirma, com segurança, que o amor é uma arte e, se é uma arte, exige conhecimento, esforço e disciplina. Ninguém pode se tornar um mestre do dia para a noite. Isso demanda tempo e prática. Com o amor não é diferente.

O autor, salientando sua metáfora do amor como arte, escreve:

“O primeiro passo a tomar é estar consciente de que o amor é uma arte, assim como a vida é uma arte. Se queremos aprender a amar, devemos proceder da mesma forma que temos de proceder se queremos aprender qualquer outra arte, como música, pintura, carpintaria, ou a arte da medicina e engenharia, por exemplo. Quais são os passos necessários para aprender qualquer arte? O processo de aprender uma arte pode ser dividido em duas partes: um, o domínio da teoria; outro, o domínio da prática. Eu deverei me tornar um mestre nessa arte só depois de uma grande quantidade de prática, até que os resultados do meu conhecimento teórico e os resultados do meu conhecimento prático misturem-se em um – a minha intuição, a essência do domínio de qualquer arte.”

Além de aprender teoria e prática, Fromm enaltece, há um terceiro fator necessário para se tornar um mestre em qualquer arte: o domínio da arte deve ser um motivo de preocupação final; deve haver nada no mundo mais importante do que isso.

“E, talvez, aqui reside a resposta para a pergunta de por que as pessoas em nossa cultura tentam tão raramente aprender essa arte, apesar de suas falhas óbvias. Eu digo, apesar do desejo profundo de amor, quase todo o resto é considerado mais importante do que o amor: sucesso, prestígio, dinheiro, poder – quase toda nossa energia é utilizada para a aprendizagem de como alcançar estes objetivos, e quase nenhuma para aprender a arte de amar.”

Na visão de Fromm, o amor não é um substantivo ou objeto, mas sim um verbo e uma prática. Ao ler A Arte de Amar, entende-se melhor como muitas dores e frustrações existenciais são ocasionadas por um simples problema de abordagem em relação ao amor.

Se duas pessoas forem estranhas e, de repente, a parede entre elas se quebra, esse momento de unificação é uma das experiências mais instigantes da vida. É ainda mais instigante para quem esteve, antes, isolado. Segundo Fromm, este milagre de súbita intimidade muitas vezes é facilitado se for combinado com atração sexual e consumação. No entanto, ele diz, este tipo de amor é, por sua própria natureza, fragilizado e não duradouro.

“As duas pessoas se tornam bem familiarizadas, sua intimidade perde cada vez mais o caráter miraculoso, até que seu antagonismo, suas decepções e o tédio mútuo matem o que resta da excitação inicial. Porém, no início, essas pessoas não sabem disso: na verdade, elas tomam a intensidade da paixão, sendo e vivendo essa loucura um sobre o outro, para a prova da profundidade de seu amor, enquanto ele só pode revelar o grau de sua solidão anterior.”

De acordo com Fromm, não há praticamente qualquer atividade, empreendimento que é iniciado com tão tremendas esperanças e expectativas, e ainda, que falhe regularmente, como o amor.

A única forma de evitar esse histórico de fracasso, argumenta o filósofo, é examinar as razões subjacentes para a desconexão entre nossas crenças sobre o amor e sua atribuição real – que deve incluir um reconhecimento do amor como uma prática informada ao invés de uma graça imerecida.

Assim como não há um manual para ser artista, não há um manual de como amar. Segundo Fromm, não se deve consultar um guia “faça você mesmo” para o amor, já que não existe. Deve sim investir no desejo de se tornar um artista do amor. Para isso, é necessária uma conscientização acerca de teoria do amor e prática amorosa.

O autor teorizou que existem quatro atividades necessárias para o amor. A primeira atividade é o cuidado. Amar aquele pelo qual se trabalha, e trabalhar por aquele que é amado. Se, por exemplo, uma mulher nos disse que adora flores, e vimos que ela se esqueceu de molhá-las, nós não acreditamos em seu amor por flores. A segunda atividade é responsabilidade. Ser responsável significa estar alerta, disposto e pronto para agir e responder. É um ato voluntário, elemento do amor. A terceira atividade é o respeito. O desejo por considerar e apoiar o outro como ele é, e não como queremos que seja. Respeito não é medo ou temor, mas a ausência de exploração. Fromm acrescenta que “responsabilidade poderia facilmente deteriorar-se em dominação e possessividade, se não fosse por respeito”. A quarta e última atividade necessária é o conhecimento. Fromm sugere que “não é possível respeitar uma pessoa sem conhecê-la”.

O autor também teorizou que, na prática, há três requisitos gerais para se dominar qualquer arte, como o amor. O primeiro requisito é a disciplina. Não se torna especialista em algo quem não dedica tempo e esforço suficientes para tal. Nesse caso, a preguiça é a maior inimiga. O segundo requisito é a concentração. Deve-se manter a atenção, submersão em foco e evitar trivialidades. Como diz Fromm, “nossa cultura leva a um modo de vida desconcentrado e difuso; fazem-se muitas coisas ao mesmo tempo”. Por fim, o terceiro requisito é a paciência. Boa arte leva tempo e dedicação. “Quem anda atrás de resultados rápidos nunca aprende uma arte”.

Outro elemento do amor citado separadamente por Fromm, tão importante quanto todos os outros, é a fé. Amar é um ato de fé. Precisamos acreditar na outra pessoa, se abrir para ela, mesmo sabendo que isso nos torna mais vulneráveis. Algumas pessoas hesitam em fazer isso, com medo de serem feridas ou decepcionadas por causa de sua abertura emocional. Mas, sem essa permissão de abertura, que se baseia na fé, não pode haver amor.

Após falar sobre alguns elementos teóricos e práticos sobre a arte de amar, Fromm discute os diferentes tipos de amor, que são: amor fraterno, amor maternal, amor paterno, amor erótico e amor próprio.

Ao discutir sobre amor fraternal, ele afirma que o amor é baseado em uma atitude; uma forma de pensamento que é solidificado pela prática, direcionada para tudo e para todos. Dessa maneira, o autor sugere que devemos amar, além dos irmãos e amigos, nossos inimigos. Se alguém diz que só é capaz de amar uma pessoa ou grupo de pessoas, passa a impressão de ser indiferente para com as demais, o que, na opinião de Fromm, não demonstra amor verdadeiro. Pelo contrário, é mais uma forma de egoísmo. Para o amor ser realmente amor, e não matéria de egoísmo, deve ser totalmente inclusivo: uma atitude altruísta, a qual Fromm chama de fraternal. “O amor fraterno é amor por todos os seres humanos; caracteriza-se pela própria falta de exclusividade”.

Amar a todos é um desafio que poucas pessoas estão dispostas a enfrentar. É claro que isso é nada fácil de acontecer, mas ninguém disse que o amor é fácil. Contra inimigos ou pessoas que ameaçam nosso bem-estar, é mais fácil sentir ódio e indiferença, que requerem menos esforço, uma vez que são comumente respostas para tudo o que nos testa o amor.

Já o amor maternal, este costuma ser incondicional, sem amarras. A mãe ama a criança, independentemente do que ela faz, pelo simples fato de que é seu filho. Por outro lado, sugere Fromm, o amor paterno é condicional, sujeito à fragilização em caso de desalinhamento entre as expectativas do pai e os comportamentos do filho.

Fromm aponta que, assim como todos nós temos uma mistura de características masculinas e femininas, cada pessoa tem a capacidade de expressar tanto amor maternal quanto paternal. Para o filósofo, a maturidade do amor resulta do equilíbrio entre estes dois tipos de amor.

“O amor infantil segue o princípio: ‘Amo porque sou amado’. O amor amadurecido segue o princípio: ‘Sou amado porque amo’. O amor imaturo diz: ‘Eu amo você porque preciso de você’. O amor maduro diz: ‘Eu preciso de você porque amo você’.”

A pessoa imatura coloca suas necessidades em primeiro lugar, ao passo que a pessoa madura considera o amor como mais importante, na análise de Fromm.

Outro tipo de amor importante é o amor próprio. Fromm assinala que é preciso distinguir entre amor próprio e egoísmo. “O egoísmo e o amor próprio, longe de serem idênticos, são efetivamente opostos”. O egoísmo é uma forma de adoração narcísica que nada tem a ver com amor. Por outro lado, uma pessoa amorosa que ama todas as outras pessoas, ama a si mesma. Ou seja, o amor alheio não pode ser separado do amor por si mesmo.

Sobre o amor erótico, diz Fromm, há muita ilusão. Muitas vezes, as pessoas cometem o erro de pensar que, porque elas são atraídas fisicamente por outra pessoa, também sentem amor por ela. Mas, se a relação é apenas física, então ela não satisfaz as necessidades de união, uma vez que se considera suprir apenas um desejo transitório, por meio de sexo. Na verdade, se for apenas uma relação física, pode fazer os praticantes se sentirem ainda mais distantes do que eram antes de se conhecerem, porque sua satisfação imediata, não duradoura, faz lembrar da solidão que precedeu a relação física. Se, por outro lado, essa relação é acompanhada por sentimento de amor fraternal, pode ser uma forma mais madura de amar, sendo um meio de atingir mais do que um prazer temporário. O amor, para ele, não é resultado da adequada satisfação sexual, mas a felicidade sexual é resultado do amor.

Segundo Fromm, o amor é uma prática de um poder humano que só pode ser exercido na liberdade, e nunca como resultado de uma compulsão.

“O amor é uma atividade, e não um afeto passivo; é um erguimento e não uma queda. De modo mais geral, o caráter ativo do amor pode ser descrito afirmando-se que o amor, antes de tudo, consiste em dar, e não em receber.”

Alguns consideram que dar é abandonar alguma coisa, ser privado de algo, sacrificar. Ou seja, sentem que dar é um empobrecimento. A maioria, talvez, se recusa a dar por causa desse pensamento enviesado. Para outros, no entanto, dar é a mais alta expressão de potência.

“Dar é mais alegre do que receber, não por ser uma privação, mas porque, no ato de dar, encontra-se a expressão de minha vitalidade […] Que dá uma pessoa a outra? Dá de si mesma, do que tem de mais precioso, dá de sua vida. Isso não quer necessariamente dizer que sacrifique sua vida por outrem, mas que lhe dê daquilo que em si tem de vivo; dê-lhe de sua alegria, de seu interesse, de sua compreensão, de seu conhecimento, de seu humor, de sua tristeza. Dando assim de sua vida, enriquece a outra pessoa, valoriza-lhe o sentimento de vitalidade ao valorizar o seu próprio sentimento de vitalidade. Não dá a fim de receber, dá em si mesma […] No ato de dar, algo nasce, e ambas as pessoas envolvidas são gratas pela vida que para ambas nasceu. Com relação especificamente ao amor, isso significa que o amor é uma força que produz amor.”

Dando prosseguimento aos raciocínios de Fromm, em A Arte de Amar, ele também discute, a partir de uma perspectiva bastante crítica, sobre a desintegração do amor na sociedade contemporânea. Segundo ele, as relações humanas estão cada vez mais alienadas, desprovidas de união.

“Nossa civilização oferece muitos paliativos que ajudam as pessoas a se tornarem conscientemente inconscientes dessa solidão: antes de tudo, a estrita rotina do trabalho mecânico, burocratizado, que as auxilia a permanecerem sem conhecimento de seus desejos humanos mais fundamentais, da aspiração de transcendência e unidade. Como a rotina, por si só, não o consegue, o homem supera seu desespero inconsciente através da rotina da diversão, do consumo passivo de sons e visões oferecidos pela indústria do divertimento; e, além disso, pela satisfação de comprar sempre coisas novas e de logo trocá-las por outras.”

O filósofo alega que a felicidade do homem, hoje em dia, está, primacialmente, em divertir-se. E divertir-se consiste na satisfação de consumir e obter. Na atual sociedade, tudo é consumido, engolido. E o amor também insere aí como relação de troca, com seus negociantes discutindo o preço, não a qualidade do produto.

Enfim, Fromm explora, neste livro, os equívocos e tabus culturais que nos impedem de dominar a habilidade humana suprema de amar, destacando sua teoria e prática através de uma visão lúcida, atemporal e dinâmica sobre as complexidades do amor.

08/10/2016 Posted by | Amor, Arte, Livros, Poesia | Deixe um comentário

Motivos para levar suas manhãs mais a sério

meditação 3Em seu novo livro, Laura Vanderkam prova que a maneira como você lida com as suas manhãs é fundamental para seu sucesso profissional e pessoal

Como você preenche seu dia no período que se estende entre o alarme do celular (anunciando que um novo dia já nasceu) e o horário em que chega ao trabalho pode determinar seu sucesso profissional e pessoal. É o que defende a escritora Laura Vanderkam em seu mais recente livro “What the most successful people do before breakfast”. “Antes de boa parte do mundo saborear seu café da manhã, as pessoas mais bem sucedidas já conquistaram vitórias diárias que as conduzem para as vidas que elas sempre almejaram”, afirma Laura em um dos capítulos do livro.

A biografia de vários executivos de sucesso prova esta tese. Às 5 horas da manhã, por exemplo, já é possível encontrar Tim Cook, CEO da Apple, na academia, segundo reportagem do Gawker. E às 4h30, Robert Iger, CEO da Disney, já está de pé para fazer exercícios, ouvir música, ver televisão e ler o jornal, além de checar o e-mail, de acordo com entrevista feita ao The New York Times.

Deu sono só de pensar no esforço? Pois Laura lista uma série de motivos por que você deveria levar suas manhãs mais a sério. Confira:

De manhã, sua disciplina está em alta

Além das entrevistas com executivos (super bem-sucedidos, diga-se de passagem), Laura recorreu à ciência para provar sua teoria. A conclusão é de que, de manhã, sua força de vontade e autocontrole estão em alta. E, por isso, fica mais fácil tocar atividades que requerem atenção especial. “A autodisciplina é como um músculo: fica fatigada após muito uso”, disse Laura ao Business Insider. “Mas de manhã, após o descanso, ela estará como nova. Então você poderá lidar com coisas que exigem foco e muita disciplina e que você não seria capaz de fazer mais tarde”, afirma.

O tempo fica em suas mãos

“Nós temos tempo, mas ele é consumido pelo som e fúria que culminam em uma porção de tarefas até você alcançar a porta”, afirma. Segundo a autora, nós, geralmente, fazemos uma avalanche de tarefas inconscientemente que acabam roubando os minutos livres que nos separam das obrigações diárias.

Ao encarar as manhãs de uma maneira mais racional e pragmática, o controle do andar dos ponteiros volta às suas mãos. E você ganha a liberdade para usufruí-los da maneira mais sensata que quiser.

Você vira a prioridade

Você até pode perder um tempo navegando pela internet ou papeando com o colega da baia ao lado, mas o horário do expediente é dedicado para outras pessoas (mesmo quando você é o chefe ou o dono da empresa). Por isso, aproveitar o horário em que clientes, chefes, amigos e até parentes estão dormindo pode ser essencial para a sua sanidade emocional, intelectual e até profissional. Em outros horários do dia, é mais fácil sabotar seus planos diante das demandas dos outros.

De manhã, a história é diferente. “Este é o tempo que você pode ter para você mesmo, antes da prioridade das outras pessoas”, disse para o Business Insider. Este é um dos motivos para Laura colocar o e-mail na lista negra de atividades matutinas. “Assim que checar seu e-mail, uma cascata de demandas aparecerá e você entrará num ciclo de reações”, afirma.

Como usar as manhãs para a carreira

Praticar uma atividade física ou um hobby, a ciência comprova, pode trazer muitas lições para a sua carreira. Mas, segundo Laura, é possível também usar suas manhãs de uma maneira mais focada no seu crescimento profissional. “As pessoas sempre reclamam que não têm tempo para pensar”, afirma em trecho publicado na Fast Company. “Use suas manhãs para planejar como você imagina sua carreira ou organização no futuro”.

Aproveite este período também para colocar estes planos em ação: leia livros e artigos especializados, faça um curso online. Enfim, imagine como você gostaria que suas manhãs fossem e siga isso.

Como fazer

Se você é uma pessoa noturna, provavelmente, considera absurda a ideia de acordar mais cedo para praticar uma atividade física, ler os livros que nunca conseguiu concluir ou simplesmente cuidar da sua saúde espiritual e emocional. Mas, segundo Laura, tudo é uma questão de hábito. “Transformar um desejo em um ritual exige força de vontade”, ela afirma. Isso, como em tudo na vida, demanda tempo. Por isso, a dica é não tentar mudar sua rotina do dia para noite. Se a intenção é acordar uma hora mais cedo para tocar alguma tarefa, comece dormindo 15 minutos mais cedo no dia anterior para acordar 15 minutos antes.

Não faça isso sozinho também. Ela aconselha que você se cerque de amigos que possam ajudá-lo neste processo. Vale desde um amigo que passe na sua casa antes da academia até alguém que simplesmente monitore suas conquistas diárias – e comemore cada uma delas com você. “Sinta-se livre para subornar a si mesmo”, brinca a autora em um dos trechos do livro. A cada nova conquista, presenteie-se.

 

 

28/03/2016 Posted by | Comportamento, Livros | Deixe um comentário

Livros que você precisa ler antes de morrer

Confira uma lista com os livros clássicos que não podem ficar de fora das suas leituras mesmo que você tenha um estilo muito pessoal. Clássicos como Machado de Assis e Franz Kafka estão no ranking.

Você tem um tipo preferido de leitura? Romances? Mistério? Ficção? Auto-ajuda? Seja lá qual for o seu tipo de leitura, você não pode deixar de lado os grandes clássicos da literatura.

Mas é claro que esses clássicos não incluem somente os grandes autores brasileiros. Entre eles você até vai encontrar grandes nomes da literatura nacional, como Machado de Assis e Euclides da Cunha, mas nós não deixamos de fora os grandes autores da literatura espanhola, como Miguel de Cervantes, e inglesa, como Shakespeare e Jane Austen.

Confira a seguir uma lista com os principais títulos que você precisa ler antes de morrer:

1. Do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

2. A Divina Comédia, de Dante Alighieri

3. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

4. Fausto, de Goethe

5. Madame Bovary, de Gustave Flaubert

6. Os Sertões, de Euclides da Cunha

7. O Príncipe, de Maquiavel

8. As Viagens de Guliver, de Jonathan Swift

9. Dom Quixote – (Volume I), de Miguel de Cervantes

10.Dom Quixote – (Volume II), de Miguel de Cervantes

11. Robinson Crusoé, de Daniel Defoe

12. Moby Dick, de Herman Melville

13. O Processo, de Franz Kafka

14. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski

15. Coração das Trevas, de Joseph Conrad

16. Hamlet, de William Shakespeare

17. Os Miseráveis, de Victor Hugo

18. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

E aí, você concorda com a lista acima? Tem outras sugestões de livros para ler antes de morrer? Compartilhe sua opinião!

20/10/2015 Posted by | Livros | Deixe um comentário

Ciente do momento

BB 52Se sua vida é regada a estresse, tão ligada ao futuro que o presente é só uma ponte para chegar lá, considere o que afirma o mestre alemão Eckhart Tolle: “O estresse é causado pelo estar ‘aqui’ embora se deseje estar ‘lá’, ou por estar no presente desejando estar no futuro. É uma divisão que corta a pessoa por dentro”. De fato, para muitos, o futuro ou o passado está sempre por perto, ocupa nossa atenção, pensamentos negativos ou positivos, nossas conquistas, experiências, aventuras. O pensador alemão diz que, se esse processo está gerando culpa, orgulho, ressentimento, raiva, arrependimento ou autopiedade, “você está ajudando a acelerar o processo de envelhecimento do seu corpo com a criação de um acúmulo de passado na sua psique.

 Constate isso observando à sua volta pessoas que têm tendência para se apegar ao passado”. Aos 29 anos, depois de vários episódios depressivos, Tolle passou por uma profunda transformação espiritual, e nos anos seguintes dedicou-se a compreender, integrar e aprofundar essa transformação, iniciando uma intensa caminhada interior. De tudo o que fez, buscou e experienciou, vivenciar o momento presente foi tão satisfatório, belo e completo que ele perdeu todo o interesse pelo futuro e em viver para adquirir isto ou aquilo. Mais tarde, escreveria: “Morra para o passado a cada instante. Você não precisa dele. Refira-se a ele apenas quando relevante para o presente”. Em outro trecho, o conhecido autor diz que, se o leitor tem muitos pensamentos do tipo ‘e se’?, se tem muitas preocupações, “está identificado com a mente, que está se projetando num futuro imaginário e criando o medo”. E enfatiza: “Não há como enfrentar tal situação, porque ela não existe. É um fantasma mental. Você pode parar com a insanidade que corrói a saúde e a vida aceitando simplesmente o momento presente”. Nada melhor que o dia a dia para praticar esse estado de presença, transformando qualquer atividade rotineira como um fim em si mesma. O método é assustadoramente simples.

“Por exemplo”, recomenda Tolle, “todas as vezes que você subir ou descer as escadas em casa ou no trabalho, preste muita atenção a cada passo, a cada movimento, até mesmo à sua respiração. Esteja totalmente presente. Ou, quando lavar as mãos, preste atenção a todas as sensações provocadas por essa atividade, como o som e o contato da água, o movimento das suas mãos, o cheiro do sabonete, e assim por diante. Ou então, quando entrar em seu carro, pare por alguns segundos depois que fechar a porta e observe o fluxo da sua respiração. Tome consciência de um silencioso, mas poderoso, sentido de presença. Para medir, sem errar, o seu sucesso nessa prática, verifique o grau de paz dentro de você”. Segundo o pensamento de Tolle, respeitar, admitir e aceitar a realidade – onde estamos, o que estamos fazendo –, significa que estamos profundamente agradecidos pelo que conquistamos. “Criamos um espaço em que ficamos alertas e conscientes, isso é profundamente gratificante”.

Eckhart Tolle

12/08/2015 Posted by | Bem Estar, Livros | Deixe um comentário

Os Campeões

Os CampeõesTreinadores de times de ponta vivem sob pressão.

A partir desse raciocínio, Mike Carson resolveu conversar com 30 grandes técnicos de futebol mundial como o italiano Carlo Ancelotti, o português José Mourinho e o inglês Alex Ferguson, e entender o que é necessário na hora de gerenciar crises, ter lealdade da equipe etc.

Para os fãs do esporte, essa obra é indispensável. Sua praia é outra?

O livro serve como uma aula de liderança e gestão, dada por homens que sabem muito bem como é estar com a corda no pescoço.

Os Campeões: Por Dentro da Mente dos Grandes Líderes do Futebol, de Mike Carson, Editora Belas Letras, 316 páginas.

20/04/2015 Posted by | Livros | Deixe um comentário

Coisas que pessoas ricas fazem de diferente todo dia

fsO caminho para o sucesso pode estar nas pequenas coisas que fazemos todos os dias. Essa é a conclusão de um estudo de cinco anos feito por Thomas Corley e publicado em seu livro “Rich Habits: The Daily Success Habits Of Wealthy Individuals” (Hábitos Ricos: Os Hábitos de Sucesso dos Ricos, em tradução livre).

Desse estudo, ele conseguiu inferir alguns hábitos mais presentes em pessoas ricas.

“A metáfora que eu gosto é a da avalanche”, ele disse à Entrepreneur, site da revista que publicou uma reportagem sobre o assunto. “Essas rotinas são como flocos de neve, eles empilham, e eventualmente você terá uma avalanche de sucesso. A chave é incorporar ao menos 50% desses hábitos à sua rotina”

1.Ricos sempre têm objetivos à vista:

Pessoas endinheiradas não apenas têm objetivos claros, mas costumam escrevê-los. Ter um objetivo pode parecer algo etéreo, mas para essas pessoas não: ele precisa ser realizável, além de necessitar de trabalho físico e mental para isso.

2.Eles sabem o que é preciso ser feito hoje:

A maioria tem uma lista de afazeres do dia, assim como conseguem completar esta lista.

3.Eles não assistem TV:

Pessoas com dinheiro não deixam de assistir TV porque mantém um autocontrole invejável, mas simplesmente porque gastam seu tempo com outras atividades, em especial a leitura.

4.Eles leem, mas não por prazer:

A leitura não é necessariamente guiada pelo desejo de mais conhecimento e capacitação, mas 88% deles leem pelo menos meia hora diária com esse objetivo, comparado a 2% dos mas pobres que participaram da pesquisa.

5.Eles gostam bastante de audiobooks:

Não só usam bastante, mas principalmente no trajeto de casa ao trabalho e vice-versa.

6.Eles trabalham mais do que o necessário:

Por necessário, entenda o que o trabalho ou o chefe pede. Apesar de 86% dos entrevistados ricos trabalharem mais de 50 horas por semana (contra 42% dos pobres), apenas 6% deles se dizem infelizes por causa do trabalho.

7.Eles não esperam ficar ricos da noite para o dia:

Enquanto 6% dos ricos afirmaram apostar na loteria, este percentual aumenta 77% entre os mais pobres

8.Eles se preocupam com a saúde:

57% dos ricos dizem contar calorias todos os dias, contra apenas 5% dos mais pobres.

9.Eles tomam conta do seu sorriso:

62% dos ricos disseram passar fio dental diariamente, contra 16% dos entrevistados pobres.

 

21/11/2014 Posted by | Atitudes, Livros | 1 Comentário